quarta-feira, 30 de junho de 2010

PRESSEUROP - Portal Europeu de Informação


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O Presseurop, tendo como membros o Courrier International – França - Internazionale – Itália - Forum – Polónia – e Courrier internacional – Portugal, agrega, diariamente, uma selecção de artigos de imprensa dos 27 países da União Europeia.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Uma nova revolução: o livro!


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Ele é um marco da tecnologia: não tem circuitos eletrônicos, nem cabos e muito menos necessita de conexão ou bateria. Não trava e não precisa ser reiniciado nunca. Pode ser usado pelo tempo que for necessário e o produto é totalmente ecológico (já que é 100% reciclável). E não é só: vem junto um acessório extraordinário: um marca-página que permite ao usuário retornar, sempre que desejar, ao lugar exato onde parou. Vale a pena ver e rever o bem humorado vídeo [URL: http://www.youtube.com/watch?v=_an5z2lxXH4] sobre aquele que foi considerado a maior invenção do último milênio: sim, ele, o livro impresso em papel!

Os mortos na web


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Autor: Rafael Campos.
Fonte: Correio Braziliense.
Data: 26/06/2010.
As redes sociais não trouxeram apenas maior interatividade entre aqueles que não estão próximos fisicamente. Perfis no Orkut, Facebook, Twitter e afins estão tão íntimos do dia a dia que se tornaram refúgios para o luto trazido pela distância da morte. E, com eles, as formas de lidar com essa dor também se transformaram. Após a morte, os perfis dessas pessoas, bem como os blogs, fotologs e outros instrumentos da web que visam a interação, tornam-se espécies de mausoléus nos quais aqueles que continuam vivos podem externar a saudade e, em alguns casos, protestar contra as injustiças das quais os falecidos foram vítimas.
Não existe uma estimativa sobre quantos perfis de pessoas mortas permanecem na rede. Muitos estão reunidos em comunidades. Várias delas estão no Orkut, que é a rede social com o maior número de brasileiros (26 milhões, de acordo com dados recentes do Ibope). Nessas comunidades e nos perfis dos já que morreram, mensagens de apoio são postadas diariamente.
A Velórios Virtuais, por exemplo, surgiu a partir de um serviço que algumas empresas funerárias oferecem: a transmissão de velórios via webcam para os parentes (e curiosos, é verdade) que não podem comparecer. As cenas são transmitidas pelo site da empresa, mas no Orkut os participantes avisam quando há um velório ocorrendo e podem comentar sobre o momento fúnebre.
Outro exemplo é a Se eu morrer me enterre na PGM, numa referência a Profiles de Gente Morta (PMG), possivelmente a maior comunidade, com mais de 73 mil integrantes. O objetivo está estampado no nome: pesquisar perfis de usuários que já morreram.
Os chamados “rastros virtuais” deixados por esses perfis se tornam um banco de dados, pelo qual conhecidos e desconhecidos dos falecidos podem discutir sobre a morte dos que estão na comunidade e sobre as dificuldades de enfrentá-la.
Para quem acha que só a morbidez pura e simples justifica o ingresso dos participantes, é bom salientar que existe outro lado importante nessa história. “Minha filha foi morta pelo namorado em novembro de 2002, em Paraty (RJ). Seu corpo foi encontrado em abril de 2004 e ele sumiu no mundo. Depois de um tempo, uma pessoa da comunidade conseguiu encontrar o rapaz na Espanha, forneceu o endereço e o telefone. Eu passei para a polícia e ele foi preso lá”, exemplifica a artista plástica Maria José Coppola, 48 anos. Sua filha, Thays Coppola Rupp, sumiu na cidade fluminense e o principal suspeito, Visuambhara Dasa Gutierrez Vargas, foi encontrado por conta do esforço da mãe e com ajuda dos participantes de comunidades como a PGM.
Seja para fazer justiça, prestar homenagens ou satisfazer uma curiosidade mórbida, a rede estabeleceu uma conexão entre morte e vida que vai além da visita ao cemitério. “A internet constitui uma importante ferramenta de informação sobre o processo da morte e do morrer, desde que não desperte apenas a curiosidade existente em todos nós. Se por um lado a morte pode ser banalizada em alguns sites, por outro pode constituir uma via de expressão da dor da perda de alguém querido”, garante a psicóloga Célia Maria Ferreira da Silva Teixeira, que é doutora na área e coordenadora do Programa de Estudos e Prevenção ao Suicídio e Atendimento a Pacientes com Tentativa de Suicídio (PATS) da Universidade Federal de Goiás (UFGO).
Como deletar contas de falecidos
Não importa quem seja, todos aqueles que se aventuram pelo mundo virtual dependem das estruturas de segurança oferecidas pelos sites para manter sua privacidade. Apesar desse assunto estar sempre em pauta, especialmente pela falta de cuidado que muitos usuários tem dos seus dados, quando da morte de um deles há uma burocracia necessária para que a vida em rede também chegue ao fim.
De acordo com Félix Ximenes, diretor de comunicação e assuntos públicos do Google Brasil, não há dificuldade para as famílias conseguirem a eliminação dos dados, mas o processo que a empresa faz para comprovar a veracidade tem de existir sempre. “Não podemos revelar os critérios que são levados em conta para se confirmar e deletar os dados dos usuários falecidos. Pode parecer brincadeira, mas tem gente que denuncia abuso ou se faz passar por familiar de um usuário morto para tentar apagar perfis de desafetos e inimigos”, garante.
À família, fica a opção de apagar os dados somente. “Os perfis são pessoais e intransferíveis. Apenas as mensagens públicas que aparecem no perfil podem ser visualizadas.” Félix Ximenes explica que se ninguém tomar a iniciativa, o perfil e os dados continuarão acessíveis. “Mas, naturalmente, com a falta de atividade, esse perfil deixa de ser computado como ativo”, conclui. O Google não divulga a quantidade de perfis que são deletados por conta de falecimento, mas assegura que a prática não é frequente.
A Microsoft permite que parentes próximos possam ter acesso ao conteúdo da conta de email (em CD/disquete) do falecido, mediante comprovação de parentesco. Em nota, a empresa afirma que tem uma política focada na privacidade, mas honra os pedidos da família em luto. Caso haja a necessidade e interesse em realizar um pedido, basta enviar um fax para 650-693-7061. Serão requisitadas informações adicionais, que a família precisará fornecer. Confira o que deve ser feito:
* Orkut: o Google exige, para que o perfil seja apagado, o envio de um formulário on-line, disponível na página do Orkut, no qual conste o verdadeiro nome de quem faleceu, o link do perfil e o atestado de óbito digitalizado. Após três dias úteis, a empresa entra em contato para confirmar os dados.
* Facebook: diferentemente do Orkut, que mantém a página intacta, no Facebook é possível tornar o perfil um memorial. Assim, além de não ser mais sugerida como amigos, a pessoa não vai poder ser adicionada. Os amigos continuam livres para visitar o perfil e deixar mensagens. Essa opção é disponível após o preenchimento de um formulário on-line, que precisa do atestado de óbito ou da notícia da morte.
* Twitter: o microblog não permite que as contas sejam mantidas. Após seis meses sem efetuar login, elas são desativadas automaticamente.
* MySpace: também dá a opção de tornar o perfil um memorial. Para isso, a equipe solicita uma cópia do certificado de óbito, que deve ser enviada por e-mail. Não há permissão para editar nada do perfil depois disso.
Quem herdará suas senhas?
Os blogs e páginas das redes sociais que continuam ativos após a morte das pessoas levam a um questionamento: o que fazer com o espólio virtual de quem já morreu? É comum nos perfis de falecidos recados que externam a saudade separados por convites de festas, por exemplo. Como o controle daquele perfil não pode mais ser feito por seus donos, fica a dúvida de como proceder após a morte de parentes. Há sites especializados em testamentos digitais. Neles, entre diversos serviços, o usuário pode cadastrar seus logins e senhas e escolher pessoas da sua confiança que vão receber esses dados após a morte.
Serviços de testamentos digitais
• Slightly Morbid: esse é para quem deseja avisar aos conhecidos sobre o próprio falecimento. O usuário põe no site todos os e-mails de quem deve saber da morte. Alguém de confiança fica responsável pelo serviço, recebendo um certificado que permite o envio das mensagens. O preço varia de acordo com a quantidade de pessoas a serem notificadas, ficando entre US$ 9,95 e 49,95.
• * Legacy Locker: por uma taxa única de US$ 299,99 ou US$ 29,90 por ano, o usuário pode guardar todos os logins e senhas para serem enviados aos familiares após o falecimento. No Legacy Locker há ainda a possibilidade de determinar um beneficiário para cada login/senha. Para conseguir os dados, os beneficiários tem de notificar a empresa sobre o óbito e confirmar suas identidades.
• * YouDeparted ou AssetLock: nesse site, a ideia é tentar ajudar familiares e amigos daquele que faleceu. Com a conta feita, o usuário pode colocar fotos de documentos importantes, cartas de despedida, últimos desejos e todas as informações de onde encontrar esses documentos e também informações sobre senhas, contas e segredos de cofres. O serviço é encriptado, o que garante distância de hackers. Os valores ficam entre US$ 9,95 e 239,95.
• * MyWebWill: nesse serviço, além de repassar as senhas para quem você escolheu em vida, há o envio de mensagens de adeus aos amigos e o encerramento de contas em redes sociais através do site. Nele, não há necessidade de que alguém avise do falecimento: sueco, o MyWebWill cruza informações do registro de óbitos do país com sua base de dados.

Dependência digital começa a ter tratamento especializado


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Autor: André Borges.
Fonte: Valor Online.
Data: 28/06/2010.
Já existem locais especializados em cuidar do vício. O Hospital das Clínicas de São Paulo (HC) criou há três anos e meio o seu Centro de Estudos de Dependência da Internet. De lá para cá, o serviço atendeu mais de 200 pessoas com sérios distúrbios comportamentais devido ao uso desregrado de equipamentos tecnológicos.
"O que tem nos surpreendido é que a maior parte dos pacientes tem mais de 18 anos", diz o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, responsável pelo centro. Entre os casos tratados no HC está o de uma paciente de 65 anos de idade que passava o dia inteiro de frente para o PC, enviando e recebendo e-mails. "Ela simplesmente não conseguia largar o micro e recebia cerca de 2 mil mensagens por dia", comenta Abreu. Outro paciente, um adolescente, chegou a ficar 45 horas ininterruptas de frente para o PC - sem dormir ou ir ao banheiro - simplesmente porque queria bater recordes de um jogo.
A dependência digital, diz Abreu, tinha de ser tratada como questão de saúde pública. A preocupação de quem estuda o tema é de que, em pouco tempo, o país tenha um exército de dependentes.
As estimativas indicam que cerca de 10% da população navegue na internet de modo exagerado no Brasil. Isso equivale a mais de 6,7 milhões de pessoas. O brasileiro, por perfil, já é um usuário de risco. Há muito tempo o Brasil detém o 1º lugar entre os países que permanecem mais tempo conectados na rede. Em maio, segundo o Ibope Nilsen Online, o tempo médio que o internauta brasileiro ficou conectado foi de 46 horas e 50 minutos. Nos Estados Unidos, essa média não chegou a 38 horas. No Japão, atingiu pouco mais de 31 horas. "Se você pensar na nova legião de usuários que o país terá, principalmente a partir dos celulares, esse cenário fica mais preocupante."
O vício na internet e em equipamentos tecnológicos ainda não é um tipo de transtorno com diagnóstico reconhecido oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), diz Abreu, mas isso deverá mudar em breve. "Uma série de pesquisas e artigos sobre esse tema tem sido publicada. A dependência tecnológica deverá ser reconhecida pela OMS em 2011."
Iniciativas como o do HC em São Paulo começam a ser testadas em outras cidades, como Rio e Porto Alegre. Pela internet, o HC oferece uma série de informações sobre o tema, recebe inscrições de pacientes e oferece um teste detalhado para que a pessoa verifique como anda seu relacionamento com a tecnologia.
Abreu acaba de escrever um livro sobre o tema. Batizado de "Internet addiction" (Vício em internet, na tradução livre), o manual clínico tem a coautoria da americana Kimberly Young, médica especialista no assunto. Destinado a profissionais de saúde, o livro será publicado até o fim deste ano no Brasil e nos Estados Unidos. "Falta médico especializado nesse tipo de tratamento. O objetivo dessa publicação é dar um suporte científico ao assunto", diz Abreu.
Suporte científico, de fato, é o que está faltando. Recentemente, na China, onde o assunto é considerado "desordem psicológica" similar ao alcoolismo, o dono de um centro de reabilitação foi detido após a denúncia de maus tratos e tortura a pacientes. O local chega a usar eletrochoque para "tratar" seus internados.

Evento: Fórum Nacional de Museus


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Data: 12-17 de julho de 2010.
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães em Brasília, DF.
Promotor: Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM
URL: www.4forumnacionaldemuseus.com.br/
Objetivos do evento: refletir, avaliar e delinear diretrizes para a Política Nacional de Museus e consolidar as bases do modelo de gestão integrada dos museus brasileiros, representado pelo Sistema Brasileiro de Museus.

Evento: II Encontro Nacional de Bibliotecários de Instituições de Ensino


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Data: 27 de agosto de 2010
Local: Hotel Sonesta – Avenida Ibirapuera, 2.534, São Paulo, SP
URL: www.humus.com.br
Participando deste evento o profissional:
a) Conhecerá o contexto da biblioteca atual;
b) Saberá quais são as habilidades e competências desejáveis aos profissionais de inteligência competitiva;
c) Conhecerá os novos desafios para o profissional da informação;
d) Absorverá experiências práticas trocadas entre os participantes e palestrantes presentes;
e) Mobilizará o conhecimento para gerar inovação na Biblioteca.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Filme sobre o Facebook já tem “teaser trailer”


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O filme "The Social Network", que conta a história de como o Facebook se tornou na rede social mais popular do mundo, já tem o seu primeiro trailer oficial. Realizado por David Fincher ("O Estranho Caso de Benjamin Button", "Clube de Combate", "Se7en"), conta com o actor Jesse Eisenberg no papel de Mark Zuckerberg e ainda com os desempenhos de Brenda Song e Justin Timberlake.

Aceda à notícia completa via Público.pt

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tecnologia ameaça livros


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Fonte: Reuters Brasil. Data: 23/06/2010.
Os livros correm o risco de serem "arrastados pela enxurrada" das novas tecnologias e do audiovisual e devem levar a pior na briga pela atenção das crianças, disse o dramaturgo britânico Tom Stoppard.

Stoppard, autor de peças como "Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos" e "The Real Thing", e que ao longo dos anos também já escreveu roteiros para televisão, cinema e rádio, alertou ainda para a priorização das ciências exatas, em detrimento do estudo das ciências humanas.

"Não há mais tanta demanda pela escrita como quando eu tinha idade para ser aluno, ou mesmo a idade de seus professores", disse Stoppard segundo jornais locais.

Para o autor, as crianças vivem em um mundo dominado pela tecnologia, onde a imagem em movimento é mais importante que o impresso.

"Acho que isso é em detrimento ... não quero que o impresso seja arrastado pela enxurrada desse jeito".

Durante evento de caridade do Príncipe de Gales, o dramaturgo discursou a um público de professores, buscando encorajá-los a pensar sobre o que e como devem ensinar.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Falecimento de José Saramago


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Fonte: http://diversao.terra.com.br/gente/noticias/0,,OI4504165-EI13419,00-Morre+o+escritor+portugues+Jose+Saramago+aos+anos.html
Morreu nesta sexta-feira (18) o escritor português e prêmio Nobel de
literatura José Saramago, aos 87 anos, em sua casa, na cidade de Tías,
Lanzarote, Espanha.

José Saramago havia tido uma noite tranquila e a morte ocorreu por volta
das 8h desta sexta-feira, após tomar seu café da manhã ao lado da
mulher, a tradutora Pilar del Río. Eles estavam conversando quando o
escritor começou a sentir-se mal e logo depois faleceu.

José de Sousa Saramago nasceu na aldeia portuguesa de Azinhaga,
província de Ribatejo, no dia 16 de novembro de 1922, embora no registro
oficial conste o dia 18. Filho dos camponeses sem terra José de Sousa e
Maria da Piedade, mudou-se para Lisboa aos 2 anos, onde viveu grande parte
de sua vida.

O escritor deveria ter sido registrado com o mesmo nome do pai, mas o
tabelião acrescentou o apelido pelo qual o chefe da família era
conhecido na aldeia, Saramago, que também dá nome a uma planta que serve
de alimento para os pobres em tempos difíceis.

Saramago concluiu os estudos secundários em uma escola técnica, mas
não pode cursar a universidade por dificuldades financeiras. Sua primeira
experiência profissional foi como mecânico. Fascinado pela literatura
desde jovem, visitava com grande freqüência a Biblioteca Municipal
Central Palácio Galveias, na capital portuguesa. Foi só aos 19 anos, com
dinheiro emprestado de um amigo, que conseguiu comprar pela primeira vez um
livro.

Além de mecânico, o escritor português trabalhou como desenhista,
funcionário público, editor, tradutor e jornalista. Durante doze anos,
foi funcionário de uma editora, onde ocupou os cargos de diretor
literário e de produção.

Publicou o seu primeiro romance, _Terra do Pecado_, em 1947. Em 1955,
começou a fazer traduções de autores como Hegel, Tolstói e Baudelaire
para aumentar os rendimentos. Seu próximo livro, _Clarabóia_, foi
rejeitado pela editora e permanece inédito até hoje.

O escritor só publicaria um novo livro, _Os Poemas Possíveis_, (1966),
dezenove anos depois do primeiro. Entre 1972 e 1973, foi comentarista
político do _Diário de Lisboa_, coordenando durante alguns meses o
suplemento cultural do jornal. Em um espaço de cinco anos, publicou sem
grande repercussão mais dois livros de poesia, _Provavelmente Alegria_
(1970) e _O Ano de 1993_ (1975).

O escritor fez parte da primeira diretoria da Associação Portuguesa de
Escritores. Entre abril e novembro de 1975 foi diretor-adjunto do _Diário
de Notícias_, quando os militares portugueses, reagindo ao que
consideravam os excessos da Revolução dos Cravos, demitiram diversos
funcionários. A partir de 1976, o escritor português passou a viver
exclusivamente de seu trabalho literário.

No ano seguinte, o autor voltou a escrever romances, gênero que o tornou
mundialmente conhecido. A partir desta época, sua produção literária
cresce consideravelmente, mas é em 1980 que Saramago dá uma grande
guinada em sua produção literária, com a publicação de _Levantado do
Chão_.

Segundo diversos críticos, a obra marca o início do estilo que o
consagrou, destacado por frases e períodos extensos, que as vezes ocupam
mais de uma página e são pontuados de maneira anti-convencional. Os
diálogos entre os personagens costumam aparecer inseridos nos próprios
parágrafos que os antecedem, de forma a extinguir o uso de travessões em
seus livros.

Com a censura do governo português à apresentação do livro _O
Evangelho Segundo Jesus Cristo_ (1991) para o Prêmio Literário Europeu
sob alegação de que a obra ofendia os católicos, o escritor mudou-se
para a ilha de Lanzarte, nas Canárias.

Em 1993, Saramago começou a escrever um diário, _Cadernos de
Lanzarote_, em cinco volumes. Dois anos depois, publicou o romance _O
Ensaio Sobre a Cegueira_, que será transformado em filme em 2008, com
direção assinada por Fernando Meirelles.

No mesmo ano em que publicou _Ensaio Sobre a Cegueira_, recebeu o prêmio
Camões e em 1998, foi laureado com o prêmio Nobel de literatura, o
primeiro dado a um escritor de língua portuguesa.

"Estava no aeroporto prestes a embarcar quando chegou a notícia de que
tinha ganho o Prêmio Nobel. Houve um momento de alegria, os meus editores
de Madrid, que estavam comigo, abraçaram-me. Depois encaminhei-me na
direção da saída e, por mais estranho que pareça, era um corredor
muito comprido e deserto. Eu com a minha malinha de mão, com a minha
gabardina no braço, passei de repente da alegria enormíssima da notícia
que tinha recebido, para a solidão mais completa. Naquele momento a
sensação que tive, claro que eu dava por mim numa grande alegria, era
uma espécie de serenidade: pronto aconteceu", afirmou o escritor sobre o
prêmio.

Considerado por especialistas um mestre no tratamento da língua
portuguesa, em 2003 o escritor português foi considerado pelo crítico
norte-americano Harold Bloom como o mais talentoso romancista vivo. Seus
livros foram traduzidos para mais de vinte línguas, como sueco, romeno e
húngaro.

Comunista ferrenho, Saramago teve sua carreira pontuada por polêmicas
causadas por suas opiniões sobre religião, terrorismo e conflitos. Em
entrevista ao jornal _O Globo_, Saramago criticou a posição de Israel no
conflito contra os palestinos, afirmando que "os judeus não merecem a
simpatia pelo sofrimento por que passaram durante o Holocausto".

A Anti-Defamation League (ADL), um grupo judaico que defende direitos
civis, caracterizou estes comentários como sendo anti-semitas.

O ano de 2004 destaca-se pela publicação de _Ensaio Sobre a Lucidez_.
No ano seguinte, Saramago escreveu _As Intermitências da Morte_, em que
divaga sobre a vida, a morte, o amor e o sentido, ou a falta dele, da
nossa existência, fazendo uma crítica a socidedade moderna.

Em 2007, o Nobel de literatura anunciou que pretendia criar uma
fundação com o seu nome cujo objetivo é preservar e estudar sua obra
literária e espólio e ainda tomar partido em grandes e pequenas causas.

FAMíLIA
Saramago casou-se pela primeira vez em 1944 com Ilda Reis, com quem teve
uma filha, Violante, que nasceu em 1947. O escritor permaneceu casado com
Ilda por 26 anos.

Após se divorciar, em 1970, iniciou um relacionamento com a escritora
portuguesa Isabel da Nóbrega, que duraria até 1986.

Em 1988, o prêmio Nobel de Literatura casou-se novamente com a
jornalista e tradutora espanhola María Del Pilar Del Río Sánchez, com
quem permaneceu até a sua morte.

OBRAS PUBLICADAS

POESIA
_Os Poemas Possíveis_, 1966
_Provavelmente Alegria_, 1970
_O Ano de 1993_, 1975

CRôNICA
_Deste Mundo e do Outro_, 1971
_A Bagagem do Viajante_, 1973
_As Opiniões que o DL Teve_, 1974
_Os Apontamentos_, 1976
_Viagens a Portugal_, 1981

DIáRIOS
_Cadernos de Lanzarote I_, 1994
_Cadernos de Lanzarote II_, 1995
_Cadernos de Lanzarote III_, 1996
_Cadernos de Lanzarote IV_
_Cadernos de Lanzarote V_

TEATRO
_A Noite_, 1979
_Que Farei Com Este Livro?_, 1980
_A Segunda Vida de Francisco de Assis_, 1987
_In Nomine Dei_, 1993
_Don Giovanni ou O Dissoluto Absolvido_, 2005

CONTO
_Objeto Quase_, 1978
_Poética dos Cinco Sentidos - O Ouvido_, 1979
_O Conto da Ilha Desconhecida_, 1997

ROMANCE
_Terra do Pecado_, 1947
_Manual de Pintura e Caligrafia_, 1977
_Levantado do Chão_, 1980
_Memorial do Convento_, 1982
_O Ano da Morte de Ricardo Reis_, 1984
_A Jangada de Pedra_, 1986
_História do Cerco de Lisboa_, 1989
_O Evangelho Segundo Jesus Cristo_, 1991
_Ensaio sobre a Cegueira_, 1995
_A Bagagem do Viajante_, 1996
_Todos os Nomes_, 1997
_A Caverna_, 2000
_O Homem Duplicado_, 2002
_Ensaio Sobre a Lucidez_, 2004
_As Intermitências da Morte_, 2005
_As Pequenas Memórias_, 2006
_A Viagem do Elefante_, 2008
_Caim_, 2009
PRêMIOS
PORTUGAL
Prêmio da Associação de Críticos Portugueses por _A Noite_, 1979
Prêmio Cidade de Lisboa por _Levantado do Chão_, 1980
Prêmio PEN Clube Português por _Memorial do Convento_, 1982 e _O Ano da
Morte de Ricardo Reis_, 1984
Prêmio Literário Município de Lisboa por _Memorial do Convento_, 1982
Prêmio da Crítica (Associação Portuguesa de Críticos) por _O Ano da
Morte de Ricardo Reis_
Prêmio Dom Dinis por _O Ano da Morte de Ricardo Reis_, 1986
Grande Prêmio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de
Escritores _O Evangelho Segundo Jesus Cristo_, 1992
Prêmio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), 1995
Prêmio Camões, 1995

ITáLIA
Prêmio Grinzane-Cavour por _O Ano da Morte de Ricardo Reis_, 1987
Prêmio Internacional Ennio Flaiano por _Levantado do Chão_, 1992

INGLATERRA
Prêmio do jornal The Independent por _O Ano da Morte de Ricardo Reis_,
1993

INTERNACIONAIS
Prêmio Internacional Literário Mondello (Palermo), pelo conjunto da
obra, 1992
Prêmio Literário Brancatti (Zafferana/Sicília), pelo conjunto da obra,
1992
Prêmio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE),
1993
Prêmio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), 1995
Prêmio Nobel da Literatura, 1998

Livraria amplia catálogo de e-books em português


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Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 16/06/2010.
Autor: Fabio Victor.

Até o fim do mês, a Livraria Cultura terá à venda em sua página na internet cerca de cem novos títulos de livros eletrônicos em português de autores como Graciliano Ramos, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Luis Fernando Verissimo, James Hunter e Javier Moro.

O acréscimo é resultado de um contrato assinado anteontem entre a livraria paulistana e sete editoras. Cinco delas integram a recém-criada DLD (Distribuidora de Livros Digitais): Record, Objetiva, Rocco, Sextante e Planeta. As outras são Moderna e Salamandra.

O catálogo de e-books da Cultura tem mais de 1.200 títulos estrangeiros, mas só 700 em português. É um reflexo do nascente mercado nacional, que tem na dificuldade de conversão de formato e na renegociação dos contratos de direitos autorais os seus principais entraves.

Os títulos custam cerca de 30% menos que os de papel.

Os editores admitem que há um longo caminho a percorrer -a própria plataforma de operações da DLD, que entre outras coisas controlará o número de e-books vendidos, só funcionará em dezembro. Até lá, a empresa usará tecnologia da Cultura.

"A sensação que tenho é que estamos fazendo como naquela história do [Assis] Chateaubriand: ele resolveu montar uma emissora de TV com os equipamentos mais modernos, mas, quando perguntaram onde aquelas imagens iriam passar, ele se deu conta de que não havia TVs no país e comprou três aparelhos", diz Marcos Pereira, da Sextante.

Evento: I Encontro Nacional de Usuários do SEER


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Local: Universidade Federal de Santa Catarina.
Data 14-16 de julho 14, 2010.
URL: http://euseer.ibict.br/index.php/euseer1/euseer1

OBJETIVO DO EVENTO:
Promover o intercâmbio de informações e experiências entre os usuários do programa SEER, de modo a conhecer e divulgar as atualizações do sistema, trocar experiências, verificar possibilidades de novos serviços oferecidos pelo sistema. Trata-se de um evento de capacitação profissional, com ênfase na troca de experiências e criação de relações interpessoais de trabalho. Com a realização do I EUSEER, o Ibict busca discutir a adequação do SEER às necessidades das revistas eletrônicas do Brasil, de modo a fortalecer a produção científica em todas as regiões do país, difundir o uso completo da tecnologia e promover o intercâmbio de experiências entre os participantes com vistas a aperfeiçoar o uso das ferramentas de editoração eletrônica.

PÚBLICO ALVO:
Usuários do SEER, ou seja, revisores, editores (pesquisadores, professores universitários, alunos de pós-graduação, profissionais de Ciência da Informação e áreas afins, bibliotecários e demais interessados em editoração científica). Trata-se de um evento de capacitação profissional com ênfase nos serviços oferecidos pelo sistema.

A Wikipédia não é mágica, é trabalho duro


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ENTREVISTA JIMMY WALES
Fonte: www1.folha.uol.com.br/fsp/tec/tc1606201035.htm
Um dos fundadores da enciclopédia colaborativa fala com a Folha sobre a comunidade que compartilha seu conhecimento, as falhas e a concorrência

Na calçada da fama dos ícones da tecnologia, Jimmy Wales tem seu lugar garantido ao lado de personalidades como Bill Gates. Ele ajudou a fundar a Wikipédia, a enciclopédia gratuita que se baseia na colaboração dos usuários, logo no início dos anos 2000. Tempos em que não existiam sites como o YouTube, o Facebook ou o Twitter. Wales fala amanhã no Info@Trends (info.abril.com. br/infotrends), evento em São Paulo, sobre o poder do conteúdo gerado e moderado pelo usuário.

À Folha, ele falou sobre a fundação da Wikipédia, as falhas e qualidades do site e a série de polêmicas que cerca a enciclopédia colaborativa -da pornografia às tentativas de uso político da ferramenta. Veja trechos da entrevista concedida por e-mail. (AMANDA DEMETRIO)

Folha - Como foi a criação da Wikipédia? Quais fatores do mercado mostraram que vocês estavam na direção certa?
Jimmy Wales - A Wikipédia foi o produto de um projeto anterior, chamado Nupedia, que foi um fracasso. A Nupedia era um projeto baseado em controle e comando, o que não era divertido para os voluntários. Quando eu instalei o software wiki e foi lançada a Wikipédia, nós tivemos mais trabalho feito em duas semanas do que havíamos tido em quase dois anos, no sistema antigo. Naquele momento, eu soube que estávamos lidando com algo grande.

O que mudou no perfil de quem colabora com o site desde a fundação?
Bem pouco! Os colaboradores da Wikipédia geralmente são bem inteligentes, pessoas do tipo geek, com uma paixão por compartilhar seu conhecimento com os outros.

Como você lida com os problemas de conteúdo de cunho sexual ou pornográfico na Wikipédia?
É um assunto bem complexo. De um lado, queremos fornecer informação séria e responsável sobre a sexualidade humana -isso é uma abordagem perfeitamente legítima e educacional. De outro, não queremos nos tornar um lugar no qual as pessoas postam pornografia casualmente. Essa é a parte fácil. A dificuldade está em encontrar um meio-termo, em trabalhar para termos o cunho educacional sem ser banal, especialmente quando nós estamos falando com pessoas de todo o mundo. Existem os lugares que são extremamente liberais sobre sexualidade, como os Estados Unidos e a Europa, e os que são bem conservadores, como a Índia e a China.

Qual sua posição sobre as tentativas de uso político do conteúdo publicado na Wikipédia? Acha certo intervir?
A Wikipédia se esforça para ser neutra. Nós temos uma cultura muito forte de só querer publicar o que é básico e largamente consensual sobre os fatos. E é certo nós intervirmos contra qualquer pessoa que esteja tentando usar a Wikipédia para outro propósito.
Qual é a principal falha da Wikipédia atualmente e como você pretende combatê-la?
Nesse momento, achamos que a usabilidade do software é a principal falha. Algumas vezes, editar a Wikipédia é mais difícil do que deveria ser, por razões técnicas. Queremos que isso se torne tão fácil quanto usar um programa que faz o processamento de palavras. Estamos investindo bastante em tecnologia para fazer isso acontecer.

Qual a principal qualidade da Wikipédia atualmente?
Para mim, a principal qualidade é a paixão da comunidade de querer tornar os fatos corretos. A Wikipédia não é mágica, é resultado de um trabalho duro. Trabalho duro feito por pessoas que realmente se importam em deixar as coisas certas. Sem isso, não há esperança.
A Wikipédia considera serviços como o Yahoo! Respostas concorrentes? Como vocês lidam com isso?
Não, nós nunca pensamos em termos de concorrência. Nós somos uma comunidade fazendo algo que amamos. Eu espero que as pessoas que estão respondendo às perguntas do Yahoo! Respostas estejam se divertindo. Acreditamos que estamos fazendo algo mais importante.

O que pode dizer sobre a nossa Wikipédia em língua portuguesa?
Eu estive várias vezes no Brasil e conheço pessoas da Wikipédia em português. O português sempre foi uma das nossas línguas mais fortes, com muita participação do Brasil. Eu acho que sempre houve uma competição saudável entre a Wikipédia em português e a Wikipédia em espanhol.

Você é uma personalidade do mundo da tecnologia e tem influência sobre as pessoas. Quem você enxerga como concorrente na condição de formador de opinião?
De novo, eu não penso em termos de competição. Não estou tentando acabar com ninguém. Estou apenas tentando fazer algo em que eu acredito e fazer isso bem.

Europeana.cultura.pt


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Dinheiro para bibliotecas públicas brasileiras


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Data: 16/06/2010.
Autora: Neila Baldi.
Fonte: Ministério da Cultura.

Inscrições para o edital foi prorrogado até o dia 15 de julho

O Ministério da Cultura publicou nesta quarta-feira, 16 de junho, no Diário Oficial da União, a prorrogação do Edital Mais Cultura de Apoio a Bibliotecas Públicas. O prazo final para as inscrições foi ampliado para 15 de julho de 2010. O edital vai beneficiar 300 bibliotecas públicas, com investimento de R$ 30,6 milhões para a modernização dos equipamentos, a instalação dos espaços em distritos, bairros periféricos ou zonas rurais e a adequação do local, acervo, programação e atendimento às pessoas portadoras de deficiências.

Cada prefeitura municipal poderá se candidatar a uma das três categorias do edital: I - Modernização de bibliotecas públicas municipais; II - Implantação de bibliotecas ramais (de bairro, distritais e/ou rurais); III - Apoio a bibliotecas acessíveis. Esta última está aberta também para governos estaduais. “A biblioteca pública é um espaço vital para garantir o acesso à informação e estimular a leitura”, afirma o diretor de Livro, Leitura e Literatura do MinC, Fabiano dos Santos Piúba.

Na categoria I, de Modernização de bibliotecas públicas municipais, o MinC irá apoiar até 170 bibliotecas investindo, no máximo, R$ 115 mil em cada uma delas. Os recursos poderão ser usados para a aquisição de acervo; formação de mediadores e agentes de leitura; capacitação de gestores das bibliotecas; criação de programação sociocultural; compra de equipamentos, mobiliário e demais itens de ambiência, que melhorem as condições de funcionamento da biblioteca; e a ampliação ou reforma do espaço físico.

Na categoria II, de Implantação de bibliotecas ramais (de bairro, distritais e/ou rurais), o MinC irá apoiar a implantação de até cem bibliotecas, no valor de R$ 85 mil/cada. Os recursos poderão ser usados para a aquisição de acervo e de equipamentos, mobiliário e itens de ambiência, que melhorem as condições de funcionamento da biblioteca; a criação de programação sociocultural e a ampliação ou reforma física do espaço. “O objetivo desta ação é levar livros e promover a leitura em comunidades e regiões normalmente distantes dos centros urbanos”, destaca Silvana Meireles, secretária de Articulação Institucional do MinC e coordenadora do Programa Mais Cultura.

Na categoria III, de Apoio a bibliotecas acessíveis, o MinC irá investir R$ 85 mil para cada projeto, totalizando 30. O valor poderá ser aplicado para a compra de acervo e de equipamentos e mobiliário destinados a portadores de deficiências; capacitação de funcionários voltados para aperfeiçoar a gestão e o atendimento e serviços oferecidos aos usuários com deficiência; ampliação ou reforma física do espaço, adequando-o aos portadores de necessidades especiais, e a criação de programação sociocultural.

Em todas as categorias, o governo proponente terá de dar, obrigatoriamente, contrapartida mínima, em recursos financeiros e/ou bens e serviços, de 20% do valor total do projeto, para fins do conveniamento.

Informações à imprensa: (61) 2024-2407, na Comunicação Social do MinC; (61) 2024-2628/2630, na DLLL da SAI/MinC; e 2024-2325, na Assessoria do Programa Mais Cultura.

Crianças precisam de proteção online


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Data: 16/06/2010.
Fonte: Jornal do Commércio (PE)

Diretor da e-netsecurity e perito forense de crimes digitais, Wanderson Castilho tem dedicado grande parte de seus esforços para assegurar que crianças e jovens corram menos riscos na internet. Nesta entrevista à repórter Manuella Antunes, ele fala sobre o trabalho e os novos softwares que criou: o Guarda-Costas Virtual e o sistema de monitoramento de celular.

JC – Quando começou a voltar sua atenção para a segurança dos jovens?

WANDERSON CASTILHO – Há oito anos, trabalho com cibercrimes contra menores, mas há três meses participei de um projeto do Fantástico (programa da Rede Globo) sobre pedofilia, em que nós entramos na rede, numa sala de bate-papo normal, com a ideia de descobrir quanto demora para uma criança ou adolescente começar a ser aliciado na internet. No começo, achávamos que isso levaria tempo, mas constatamos que em 30 segundos o assédio já começa. Isso porque nós deixamos bem evidente que a pessoa teria 13 anos de idade. A rapidez foi uma surpresa mesmo para mim. Em quatro minutos, os pedófilos já pediam liberação da webcam e mostravam suas partes íntimas. Foi assustador. Um pai pode achar que o filho está seguro no quarto, mas isso nem sempre é verdade.

JC – Como é o seu trabalho?

CASTILHO – Sou perito forense em casos de cibercrime. Quando sou contratado, trabalho, normalmente, em parceria com a polícia. Faço o rastreamento dos crimes. Identifico o autor, seja ele quem for, e a partir disso é que elaboro um laudo que pode ser usado em meios judiciais.

JC – Há um padrão na forma como os aliciadores agem?

CASTILHO – Eles conhecem tudo sobre o universo infantojuvenil. Quando você conversa com um deles, realmente acredita que se trata de um adolescente. Eles sabem sobre as músicas e marcas da moda, os personagens do momento, os filmes que estão sendo exibidos. Tudo. Em geral, todos aliciadores apresentam uma compreensão muito boa sobre os hábitos de suas vítimas.

JC – Você já conseguiu resolver algum caso contra menores?

CASTILHO – Sim. Alguns. No ano passado, por exemplo, uma menina de 11 anos abriu um perfil no Orkut e colocou lá informações sobre os livros favoritos dela. Tempos depois, o suposto autor de um dos livros apareceu e começou a conversar com ela. Eles desenvolveram um relacionamento e ficaram amigos. A partir daí, surgiram conversas de cunho sexual. Ela contou para a mãe, que desconfiou e falou para o pai da garota. Ele, por sua vez, contratou meus serviços, nós registramos um boletim de ocorrência e eu descobri que não era o autor, era mesmo um pedófilo. Hoje, o acusado responde a processo.

JC – Como a lei funciona para esses casos?

CASTILHO – O Estado não está preparado nem para identificar e nem para punir esses crimes. Só quem sabe o que se passa ao reportar um caso desses é quem já precisou fazer uma denúncia.

JC – E o Guarda-Costas, como pode ajudar a solucionar esse tipo de crime?

CASTILHO – Diante de todos os riscos da web, pensei: quanto custa para um pai, hoje, contratar um segurança para o seu filho? E ele vai ficar 24 horas ao lado da criança? Não dá. Para os que contrataram o serviço, a tecnologia ajuda a controlar a vida cibernética dos filhos, onde eles estão muito vulneráveis. Eles se cadastram para usar o software, respondem a um questionário, escolhem um e-mail para receber os relatórios e pagam R$ 650 por ano para monitorar todos os acessos de um determinado computador. Não precisa nem saber lidar tão bem com tecnologia. É só clicar no link, que o sistema fornece o histórico de navegação.

JC – Alguma outra ideia para o futuro?

CASTILHO – Sim. No mês que vem, planejamos lançar um sistema de monitoramento de celular. Pagando R$ 3.500 por mês, os pais podem ter acesso a todas as conversas e trocas de torpedo dos seus filhos. Além de poder saber a localização exata do indivíduo. Esse é um sistema que funciona também para o controle empresarial. Para isso, os aparelhos precisam apenas ter acesso garantido à internet 3G.

JC – Isso não gera problemas relacionados à invasão de privacidade?

CASTILHO – Os pais são responsáveis civilmente por seus filhos até os 18 anos. Então não há invasão de privacidade. É dever cível e de educador. Já em relação às empresas, isso tem que ser feito mediante assinatura de um contrato que especifique criteriosamente o uso do aplicativo. Obviamente que para outros fins, como os passionais, é, sim, ilegal.

terça-feira, 15 de junho de 2010

CDU em linha


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Uma versão em português da tabela da Classificação Decimal Universal (CDU) está disponível em linha [URL: www.udcc.org/udcsummary/php/index.php?lang=pt]. Ela corresponde à versão resumida, com cerca de 2000 entradas (das 68 mil da edição completa). Desde a cessação das atividades da antiga Federação Internacional de Documentação em 2002, a CDU tem sido editada pelo UDC Consortium. A versão ora divulgada utiliza o conceito da Creative Commons que permite o uso e a cópia dessa tabela.

sábado, 12 de junho de 2010

Internet nas bibliotecas públicas americanas


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Fonte: http://cis.washington.edu/usimpact/
Foi publicado recentemente amplo relatório sobre acesso público à internet em bibliotecas públicas americanas. O estudo reflete a importância da inclusão digital e impacto significativo dessa nova tecnologia de inclusão social.

Bibliotecas públicas do Brasil vão receber telecentros comunitários


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Autora: Renata Maia. Data: 9/06/2010.
Fonte: Ministério das Comunicações.
Está aberto, até o terça-feira, 15 de junho, prazo para todos os municípios brasileiros indicarem ao Ministério das Comunicações as bibliotecas públicas municipais - e não bibliotecas de escolas - que poderão ser contempladas com novos telecentros comunitários. A iniciativa faz parte do programa de Inclusão Digital do Governo Federal, que vem realizando um grande esforço para diminuir o número de brasileiros sem acesso à internet.
Até o momento, já foram entregues sete mil telecentros para 5.480 municípios, o que significa que 98,25% dos municípios do Brasil já conta com pelo menos um Telecentro Comunitário, cuja composição é de: 11 computadores – 10 terminais e um servidor – cada, além de impressora a laser, projetor data-show, um roteador para acesso à internet e o mobiliário, que inclui armários, cadeiras e mesas. A contrapartida municipal é a disponibilização do espaço físico para instalação dos equipamentos e de monitores para atendimento ao público.
A novidade, nesta fase do programa, é que os telecentros serão instalados exclusivamente em bibliotecas públicas. Segundo o Coordenador-Geral de Acompanhamento de Projetos Especiais da Secretaria Executiva do Ministério das Comunicações, Carlos Paiva, a intenção é incentivar a população a visitar a biblioteca, diversificar as fontes de consulta e oferecer, a toda a comunidade, acesso gratuito às novas tecnologias. “Nosso objetivo é garantir que a biblioteca pública continue sendo um local de democratização do acesso à informação e ao conhecimento”, afirma. Os novos telecentros deverão ser instalados até o final do ano.
Para maiores informações:
Ministério das Comunicações. Coordenação-Geral de Acompanhamento de Projetos Especiais. E-mail: cgpe@mc.gov.br

Carr versus Tapscott


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Google deixa pessoas mais inteligentes, diz Don Tapscott
Autor: Célio Yano
Fonte: Exame. Data: 9/06/2010.
O empresário canadense Don Tapscott, escritor e consultor especializado em estratégias de negócios, é otimista em relação ao impacto das novas tecnologias. Em palestra realizada hoje em São Paulo, ele definiu a chamada Geração Y (jovens nascidos a partir de 1980 e cresceram em meio a era digital) como a mais inteligente, mais capaz e responsável por uma revolução na economia e no comportamento global. E contestou a ideia defendida pelo americano Nicholas Carr, um dos pensadores mais influentes do mundo na área de negócios e tecnologia da informação, de que o Google estaria deixando as pessoas "mais burras".
Tapscott discursou nesta tarde na 20ª edição do Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (Ciab), promovida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Carr também fará palestra no mesmo evento, só que nesta quinta-feira (10), de modo que os dois acabaram não se encontrando. "O que os jovens buscam no Google são fatos, datas, nomes. Mas a internet fez com que essa geração pense de forma diferente, em 'multitarefa'", defende Tapscott.
Muita coisa está mudando no mundo com a chegada da Geração Y - que o canadense prefere chamar de Geração Net - ao mercado de trabalho. "Pela primeira vez na história, crianças e adolescentes passaram a ser consideradas autoridade em algum assunto, a saber mais do que os professores, do que os pais", diz. Ele citou diversos exemplos de jovens que conheceu há alguns anos para ilustrar sua tese, como uma menina que não lê jornal porque "só é atualizado uma vez por dia", uma adolescente que considera o e-mail ultrapassado diante de mensageiros instantâneos e redes sociais, e um garoto que dá aulas sobre internet e computadores para seus professores. "Certa vez fui fazer uma palestra em uma reunião da Felaban [Federação Latino Americana de Bancos], em Bogotá, e apresentação deu problemas. Pedi para falar com o responsável pela tecnologia do local e, em meio a um monte de equipamentos de ponta, estava um menino de 13 anos", contou o palestrante para abrir sua sessão.
Tudo isso, segundo ele, indica uma mudança de paradigma que deve ser levada em consideração pelas empresas para se adaptar a um novo mercado consumidor e um novo perfil de trabalhador. "Quando eu era criança, a única opção que tinha ao chegar em casa era assistir tevê. As crianças da Geração Net lidam desde pequenas com o computador e a internet, meios que pressupõem colaboração e compartilhamento". Além dessas duas palavras-chave, Tapscott lista transparência, interdependência e integridade como os cinco princípios que devem reger a indústria. "A crise financeira mundial por que passamos em 2008 está diretamente ligada a isso. Faltou aos bancos norte-americanos integridade, transparência com os clientes", afirma.
Para ele, nos Estados Unidos, as empresas ainda não se adaptaram ao comportamento da nova geração por ter a população muito concentrada em faixas etárias mais elevadas, acima dos 30 anos. Ainda assim, ele credita aos jovens à eleição de Barack Obama ao cargo de presidente do país. "Isso mostra que a Geração Net não está alienada; ela tem inclusive um espírito cívico mais avançado", diz.
A vontade de participar de comunidades se reflete no crescimento de ferramentas colaborativas na internet, segundo o escritor. É o que justificaria o distanciamento cada vez maior do YouTube, em termos de audiência, em relação ao site da MTV dos Estados Unidos; do Facebook contra o Match.com; da Wikipédia diante da Encyclopedia Britannica, do Flickr em relação à Kodak Gallery; do Blogger contra a CNN; do Huffington Post diante do New York Times.
Assim, o marketing é afetado a medida que os consumidores querem participar mais ativamente das atividades das empresas, e os ingredientes para o sucesso de uma marca deixam de ser os 4 Ps [Product, Price, Promotion e Place]. "Ao invés de produto, o consumidor busca experiências; o lugar não é mais importante, a empresa precisa estar em todo lugar; o preço deve ser descoberto em uma interação com o cliente; a promoção deve ser substituída pelo engajamento; e surge ainda um quinto elemento, que é a marca", diz Tapscott. A marca, ele ressalta, não é apenas uma imagem, mas um conceito que representa a empresa e que deve estar baseada no princípio da integridade. "Não procure apenas reter clientes: é preciso engajá-los".
O guru defendeu ainda que, seguindo essa linha, em meio à interação social e a colaboração, a geração atual de jovens deixa de separar trabalho de lazer. "Para eles, trabalho é igual a colaboração, que é igual a aprendizado, que é igual a diversão. Tudo isso pode ser realizado ao mesmo tempo", afirma. Nesse sentido, Tapscott considera um erro empresas proibir seus funcionários de usar redes sociais. "Se você proíbe seus empregados de usarem o Facebook, elas irão para o MySpace", diz. Para os que associam internet e redes sociais a problemas como falta de produtividade e até aumento no número de estudantes que não concluem a faculdade, ele é categórico: "Há diversos outros fatores envolvidos. A culpa não é da tecnologia".
Tapscott é autor ou co-autor de 11 livros que tratam da influência das novas tecnologias na dinâmica dos negócios, entre eles o bestseller "Wikinomics: How Mass Collaboration Changes Everything", que sugestivamente tem o último capítulo aberto na internet para ser editado de forma colaborativa. Em setembro, ele deve lançar sua próxima obra "MacroWikinomics: Rebooting Business and the World".

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O que é a Ciência da Informação, por estudantes e profissionais de CI...


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