segunda-feira, 31 de maio de 2010

Primeira Workshop Nacional sobre o DigitArq


0 Comentários

Um software de gestão de arquivos definitivos e totalmente gratuito.
No dia 16 de Julho de 2010 a KEEP SOLUTIONS irá organizar a Primeira Workshop Nacional sobre a temática do DigitArq. O local escolhido para o evento foi o local onde tudo nasceu: o Arquivo Distrital do Porto.

OBJECTIVOS
Esta workshop terá como principal objectivo explicar e demonstrar a actual estrutura aplicacional do DigitArq e habilitar os formandos a operar cada um dos módulos que compõem a sua arquitectura funcional.

Destinatários
Esta workshop será orientada para os arquivistas, estudantes de cursos de ciências documentais, trabalhadores na área e autodidactas que queiram adquirir ou aprofundar os seus conhecimentos sobre o DigitArq.

Inscrições
Prazo das inscrições: 18 de Junho de 2010
Devido à logística necessária, esta workshop só se realizará se houver um número mínimo de 10 inscritos. Caso o número de interessados exceda o número máximo (20 inscritos) possível, a organização prevê desde já a realização de outras edições de modo a acomodar todos os interessados.


Fonte + programa: Keep Solutions

sábado, 29 de maio de 2010

Audioteca de Cabo Frio


0 Comentários

Fonte: O Globo. Data: 25/05/2010.

Cabo Frio (estado do Rio de Janeiro) inaugurou nesta semana sua primeira audioteca para deficiente visuais. Com mais de 2700 títulos, o objetivo é atender todos os leitores com essa característica especial. Quem quiser, poderá receber em casa, via Correio, um CD com a publicação do assunto de seu interesse. Para isso, basta fazer o pedido por telefone e desfrutar do variado acervo de livros falados que estão disponíveis. O material já vem com o selo de devolução, que deve ser feito num prazo de 30 dias. Os interessados não precisam estar cadastrados no Dapede (Departamento de Apoio de Pessoas Com Deficiência), onde funciona o novo serviço.

A audioteca funciona no Dapede, que fica na Avenida Vitor Rocha, nº 100, no Parque Burle. Também há atendimento pelo telefone (22) 2645-5674, para consultar a relação de livros disponíveis e também para ter mais detalhes do projeto.

Portugal: balanço positivo da Feira do Livro de Lisboa


0 Comentários

Fonte: Lusa. Data: 26/05/2010.

Os dois maiores grupos editoriais portugueses, LeYa e Porto Editora, estão satisfeitos com as vendas na 80.ª Feira do Livro de Lisboa, realizada entre 29 de Abril e 23 de Maio no Parque Eduardo VII.

Com todas as editoras concentradas na Praça LeYa, o grupo de Miguel Paes do Amaral "vendeu mais de 100 mil livros nesta edição, o que representa um aumento significativo das vendas quando comparado com o ano passado", disse à Lusa o director de comunicação, José Menezes.

"Outro dado interessante é que registámos cerca de 40 mil transacções, o que permite calcular que pelo menos este número de pessoas passou pelo nosso espaço", sublinhou.

Pelo espaço da LeYa, passaram, no total, 137 autores para sessões de autógrafos, ao longo do tempo de duração da feira, indicou ainda o responsável.

Por sua vez, a Porto Editora (PE) aumentou em 40 por cento o volume de vendas nesta edição do certame, em comparação com os resultados de 2009 - um número que o grupo de Vasco Teixeira atribui à "crescente aposta na área da ficção e da literatura infanto-juvenil", indicou, em comunicado hoje enviado à Lusa, Ricardo Miguel Costa, assessor de imprensa da PE.

Outro factor que terá contribuído para este resultado é "o fortalecimento da estrutura do grupo, com a aposta nas novas chancelas e a aquisição da Sextante Editora, que pela primeira vez integrou o espaço Porto Editora no evento", apontou.

Este ano, a Porto Editora teve a sua maior participação de sempre no certame do Parque Eduardo VII, com 18 pavilhões e três tendas de eventos, por onde passaram muitos dos seus autores - entre os quais Luis Sepúlveda, Robert Muchamore, Sveva Casati Modignani, os que mais venderam - para dar autógrafos, lançar livros e conviver com os leitores.

Para dinamizar o seu espaço na feira, a PE organizou ainda workshops de culinária, moda e escrita criativa, noites temáticas dedicadas a Chopin e ao Jazz, e animação com bonecos infantis, como o Carteiro Paulo, a Betty Boop e o Panda, que contou com grande adesão dos mais novos.

Em matéria de espaço, o grupo LeYa, que há dois anos criou, por entre alguma polémica, a Praça LeYa, resolveu este ano mantê-la, por verificar que é "um formato do agrado dos visitantes".

"Além disso, é cada vez mais um espaço de convívio entre os autores, os leitores e os editores, não apenas os das editoras do grupo, mas também de outras editoras, que nos visitaram frequentemente durante a feira", destacou José Menezes.

Sobre a Hora H, iniciativa que fez este ano a sua estreia na feira e no âmbito da qual as editoras aderentes venderam, de segunda a quinta-feira, entre as 22:30 e as 23:30, livros publicados há mais de 18 meses (e, por isso, não sujeitos à lei do preço fixo) com descontos até 50 por cento, a LeYa considerou-a positiva, ao passo que para a Porto Editora não se traduziu num aumento significativo de vendas.

Inglaterra: biblioteca empresta cerca de mil e-books


0 Comentários

Fonte: The Bookseller. Data: 25/05/2010.
URL: http://www.thebookseller.com/news/119143-barnets-libraries-loan-1000-ebooks.html
Cerca de mil e-books já foram emprestados da Biblioteca de Barnet, no norte de Londres, desde que o serviço de empréstimo de obras digitais começou em fevereiro. Os usuários fazem o login no site da biblioteca, depois o download gratuito do software e então têm acesso a cerca de mil títulos que podem ser lidos em vários tipos de aparelhos, incluindo alguns tipos de tocadores de MP3, ou salvá-lo em CD. Podem ser emprestados 10 títulos por vez e o prazo do empréstimo é de três semanas. A biblioteca planeja adquirir mais audiolivros e mais e-books.

Lei prevê que bibliotecas sejam administradas por profissionais habilitados


0 Comentários

Fonte: Agência Brasil. Data: 25/05/2010.

A lei publicada hoje (25) no Diário Oficial da União que obriga todas as escolas públicas e privadas a terem uma biblioteca também estabelece que o espaço deverá ser administrado por profissionais da área. Para a presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), Nêmora Rodrigues, esse detalhe faz toda a diferença porque sem a organização adequada a biblioteca fica subutilizada. Segundo o Censo Escolar de 2009, 28,2% das escolas públicas do país contam com bibliotecas, atendendo a 53% das matrículas da educação básica. “Nós tivemos muito trabalho para aprovar uma lei que deveria ser o óbvio: todas as bibliotecas deveriam ser aparelhadas e contar com profissionais habilitados”, ressalta Nêmora.

Mesmo que a escola conte com o equipamento, é preciso profissionais capacitados para que o espaço não se transforme em um mero “depósito de livros”. “O profissional da área vai prestar serviços tanto na questão da organização de acervos quanto na promoção das atividades que atraiam os alunos para utilizar a biblioteca para ampliar os conhecimentos de sala de aula.

Também é um ponto importante de acesso de informação para professores e a comunidade”, defende a presidente da entidade. A lei estabelece que toda escola tenha um acervo de livros de pelo menos um título por aluno matriculado. O prazo para instalar as bibliotecas é de dez anos. Pesquisa divulgada em abril pelo Ministério da Cultura aponta que 445 municípios do país não têm biblioteca, o que representa 8% do total. O estado com o maior número de cidades sem esses espaços para leitura é o Maranhão (61). As bibliotecas municipais brasileiras têm em média 4,2 funcionários e a maioria (84%) é mulher. Entretanto, 52% dos trabalhadores desses estabelecimentos não têm capacitação para a atividade.

Deep Web Wiki


0 Comentários

Novo mecanismo de busca acaba de ser criado. É o Deep Web Wiki [URL: http://www.deepwebwiki.com/wiki/index.php/Main_Page]. Ele é um esforço voluntário para manter uma base de dados de sítios web que geralmente são ignorados pelos principais mecanismos de busca. Estima-se que cerca de 95/99% da chamada web invisível não é indexado pelos robôs convencionais dos mecanismos de busca.
Tal como a Wikipédia, o Deep Web Wiki depende da contribuição voluntária de seus usuários para o sucesso do projeto. Qualquer pessoa pode adicionar um sítio ao índice ou modificar o conteúdo da indexação.
Longa vida para o Deep Web Wiki!
Murilo Cunha

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O futuro preservado do livro


0 Comentários

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 27/05/2010.
Autor: Ubiratan Brasil.
O enredo prometia uma boa história policial - o e-book vai acabar com o livro tradicional? -, mas, diante de dois bibliófilos de carteirinha como o semioticista, ensaísta e escritor italiano Umberto Eco e o escritor e roteirista francês Jean-Claude Carrière, não há mistério porque não haverá assassinato. A conclusão surgiu de uma série de encontros entre os dois que resultou no livro Não Contem com o Fim do Livro, recentemente lançado pela editora Record.

"Não pretendemos fazer uma obra didática, mas um passeio por duas vidas que se dedicaram ao livro", contou Carrière ao Estado, em entrevista por telefone de Paris realizada em janeiro. "É um livro de reflexão, que mostra não apenas nossas manias, mas também o saber visto com alegria."

As conversas aconteceram à beira de uma piscina, regadas a boa bebida. Mais que a comunhão de um mesmo pensamento (o crescimento nas vendas dos livros eletrônicos - nos Estados Unidos, as cifras já aumentaram em mais de 200% - não terminará com o objeto em papel, que continuará figurando nos hábitos dos leitores), o encontro permitiu aos dois intelectuais a elaboração de curiosos pensamentos.

Eco, por exemplo, compara a invenção do livro à da roda, ou seja, apesar das variações surgidas com o desenvolvimento tecnológico, a base sempre será a mesma. "O livro ainda é o meio mais fácil de transportar informação. Os eletrônicos chegaram, mas percebemos que sua vida útil não passa de dez anos", comentou ele, em entrevista realizada ao Estado, em Milão, em março. "Afinal, ciência significa fazer novas experiências. Assim, quem poderia afirmar, anos atrás, que não teríamos hoje computadores capazes de ler os antigos disquetes? E que, ao contrário, temos livros que sobrevivem há mais de cinco séculos?"

Outro detalhe, lembrado por Carrière em Não Contem com o Fim do Livro, está na praticidade - ele se recorda do blecaute acontecido em Nova York, em julho de 2006: se o incidente tivesse se prolongado, tudo estaria irremediavelmente perdido, sem eletricidade. "Em contrapartida, ainda poderíamos ler livros, durante o dia, ou à noite à luz de uma vela, se toda herança audiovisual estivesse perdida."

Também a vastidão de conhecimento oferecida pela internet foi questionada pelos dois estudiosos. O fato de agregar um número que parece infinito de obras é elogiável, acredita Eco. O problema surge na capacidade de discernimento de quem está acessando a rede mundial. "Lá, encontramos tanto a Bíblia como o Minha Luta, de Adolf Hitler. E o que fazer se uma obra não recomendável surgir na tela de alguém despreparado intelectualmente?", questiona. "Esse será o problema crucial da educação nos próximos anos."

A troca de conhecimento também preocupa Carrière. "Nos mundos que chamamos primitivos, que não mudam, os velhos detêm o poder, uma vez que são eles que transmitem os conhecimentos a seus filhos", diz ele, no livro. "Quando o mundo está em revolução permanente, são os filhos que ensinam eletrônica aos pais. E seus filhos, quem ensinará a eles?"

Memória. O assunto remete a outro, o da preservação da memória, entendida tanto na forma de uma biblioteca como na qualidade humana de reter conhecimento. Eco lembra que a memória tem função seletiva, preservando o que julgamos como essencial e descartando o que poderia atulhar inutilmente nossos cérebros. "Os arquivos, as bibliotecas são esses frigoríficos nos quais armazenamos a memória a fim de que o espaço cultural não fique abarrotado com toda essa quinquilharia sem com isso renunciar a ela", raciocina. "Na internet, um guri que faça uma pesquisa para seu dever de casa pode ter a sensação de que César é tão importante quanto Calpúrnia, sua última esposa."

Não bastasse isso, há ainda o prazer do colecionismo. "Cada livro traz um personagem só para mim. Há obras que cruzam os séculos e outras não. Isso depende muito do gosto pessoal. Por isso que o livro tradicional não vai desaparecer", comenta Carrière.

TRECHO

Tenho livros que adquiriram certo valor para mim, menos por causa de seu contéudo ou da raridade...
...da edição do que em função dos vestígios nele deixados por um desconhecido, sublinhando o texto às vezes com diferentes cores, escrevendo notas na margem. Tenho, por exemplo, um velho Paracelso cujas páginas lembram um rendado, as intervenções do leitor parecendo bordadas com o texto impresso.

Especialistas ensinam como otimizar o estudo nas bibliotecas


0 Comentários

Fonte: O Globo. Data: 09/05/2010.
O sossego e a facilidade de acesso a um vasto acervo são apenas alguns motivos que levam os concurseiros a buscar as bibliotecas como o local ideal para estudar. Segundo reportagem de Mariana Belmont, publicada no GLOBO na edição deste domingo, é comum encontrar grupos de estudo na Biblioteca Nacional e nas da PUC, UERJ, IMPA e Veiga de Almeida.

Para saber as reais vantagens dessa opção e outras dicas importantes para os candidatos otimizarem o tempo de estudo, o Boa Chance conversou com os professores Ricardo Ferreira, autor do ''Manual dos Concurseiros'', e Sylvio Motta, editor de concursos da Campus-Elsevier e diretor do curso preparatório Companhia dos Módulos, além de autor do blog "Vagas Abertas", do site do Globo.

Mais importante do que o local e o tempo gasto com livros e apostilas, o essencial é que o candidato tenha foco, afirmam. É preciso, antes de tudo, definir a área para qual pretende disputar uma vaga, que espaço vai utilizar para estudar e, ainda, pesquisar a bibliografia recomendada:

- Depois disso, é só sentar e estudar, sem frescuras, amuletos, gurus ou outros elementos metafísicos - brinca Motta.

- O GLOBO - Vocês recomendam o estudo em bibliotecas? Quais são as vantagens de usar esses espaços?

- Ricardo Ferreira - Recomendo, sim. Desse modo, o estudante consegue se afastar de possíveis interferências, como o telefone que toca ou alguém que quer conversar. Mas é preciso que o ambiente, além de silencioso e confortável, mantenha os títulos mais recomendados à preparação para concursos. Quem estuda em biblioteca aprende a ser mais disciplinado.

- Sylvio Motta- Uma ambiência equilibrada influencia o aproveitamento do tempo de estudo. É necessário fugir dos inúmeros "chamados" que a rotina diária nos impõe para atingir o máximo de concentração e assimilar o conteúdo necessário. Buscar espaços organizados e silenciosos, onde todos comunguem de objetivos semelhantes é recomendável para o aprimoramento da capacidade intelectiva.


- Como organizar uma rotina de estudo nesses espaços?

- Ferreira - Nesse aspecto, não há diferenças significativas. O candidato deve criar uma grade com as disciplinas e o tempo que vai dedicar a cada uma durante o dia. Quando já estamos acostumados a estudar, temos diversos hábitos de preparação e encontramos dificuldade para mudá-los. Outro aspecto importante é que cada pessoa responde de forma distinta a diferentes estímulos: há quem aprenda mais com textos, assim como existe quem prefira imagens e sons, por exemplo. Cada um deve avaliar o que funciona melhor para a sua preparação.

- Há algum roteiro ideal a ser seguido?

- Ferreira - Uma estratégia que funciona bem para a maioria leva em consideração que o cérebro atua de forma setorizada. Cada uma de suas partes responde por um assunto específico. Assim, se estudarmos seguidamente apenas português, por exemplo, depois de algumas horas haverá saturação da área do cérebro responsável pelas habilidades relacionadas a essa disciplina. No entanto, se entre uma hora e uma hora e meia de estudo de português alternarmos para matemática, a área acionada no cérebro será diferente da anterior, e o rendimento será mantido em alto nível. Por esse critério, exploramos diversos grupos de neurônios de forma alternada, sem deixar que eles fiquem sobrecarregados. É interessante observar que quanto menor a semelhança entre a matéria que paramos de estudar e aquela que vamos iniciar, menor a probabilidade de ficarmos cansados mentalmente. Como se trata de estudo para concurso, é fundamental mesclar teoria e exercícios, o que ajuda na fixação de conteúdo e confere mais ritmo ao processo de aprendizagem.

- Como aproveitar da melhor forma possível os acervos das bibliotecas, para não ficar perdido em meio a tantos títulos diferentes?

- Ferreira - Antes de escolher o material de estudo, é recomendável pesquisar quais são os livros e apostilas mais indicados pelos professores e por quem obteve êxito em concurso. Existem diversos fóruns na internet, alguns administrados pelo próprio candidato, que tratam desse tema.

- Motta- Tão importante quanto a concentração é o foco. Defina uma direção (área fiscal, tribunais, segurança pública, jurídica, bancária etc); um caminho (estudar só em casa ou só na biblioteca; fazer um curso presencial ou não) e busque uma orientação sobre a bibliografia recomendada (em sites ou com amigos e professores).

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Novo rumo para a biblioteca escolar no Brasil


0 Comentários

Abaixo conta a íntegra da Lei n.12.244, de 24.05.2010, publicada no Diário Oficial da União, Seção I, de 25/05/2010, dispondo que as instituições de ensino públicas e privadas de todos os sistemas de ensino do País contarão com bibliotecas, concedendo um prazo de dez anos para sua efetivação e que sejam respeitadas as Lei 4084/1962 e 9.674/1998 (que estabelecem que compete ao bibliotecário a organização, direção, administração de bibliotecas e serviços de documentação, execução dos serviços técnicos etc.)
Fonte: www.in.gov.br

LEI Nº 12.244, DE 24 DE MAIO DE 2010
Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País.

O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o As instituições de ensino públicas e privadas de todos os sistemas de ensino do País contarão com bibliotecas, nos termos desta Lei.
Art. 2o Para os fins desta Lei, considera-se biblioteca escolar a coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura.
Parágrafo único. Será obrigatório um acervo de livros na biblioteca de, no mínimo, um título para cada aluno matriculado, cabendo ao respectivo sistema de ensino determinar a ampliação deste acervo conforme sua realidade, bem como divulgar orientações de guarda, preservação, organização e funcionamento das bibliotecas escolares.
Art. 3o Os sistemas de ensino do País deverão desenvolver esforços progressivos para que a universalização das bibliotecas escolares, nos termos previstos nesta Lei, seja efetivada num prazo máximo de dez anos, respeitada a profissão de Bibliotecário, disciplinada pelas Leis nos 4.084, de 30 de junho de 1962, e 9.674, de 25 de junho de 1998.
Art. 4o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 24 de maio de 2010; 189o da Independência e 122o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
Carlos Lupi

Jovens se sentem mais sós que idosos, diz pesquisa britânica


0 Comentários

Uma pesquisa feita na Grã-Bretanha revela que jovens se sentem mais solitários do que adultos com mais de 55 anos. O levantamento, intitulado The Lonely Society (em tradução literal, a sociedade solitária), foi feito com 2.256 participantes. Quase 60% dos ouvidos com idades entre 18 e 34 anos disseram que sentem solidão com frequência ou às vezes. O número cai para 35% entre entrevistados com 55 anos ou mais.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Entrevista com Cathy Davidson: "The Future of Learning Institutions in a Digital Age"


0 Comentários

Colegas,

Participem da entrevista interativa on-line hoje com Cathy Davidson, co-autora do The Future of Learning Institutions in a Digital Age (25/05).

Recomendo também a leitura dos documentos publicados pela Cathy Davidson, publicados pela MIT Press, com idéias contemporâneas sobre o processo de ensino-aprendizado, fazendo um inteligente comparativo entre instituições tradicionais de ensino e as inovadoras, que usam o meio digital e a WWWW para melhorar esse processo.


"Ao longo das últimas duas décadas, a nossa forma de aprender mudou dramaticamente. Temos novas fontes de informação e novas formas de intercâmbio e de interação com a informação.
Mas as nossas escolas e a nossa forma de ensinar tem permanecido praticamente as mesmas há anos, séculos.
O que acontece com as instituições tradicionais de ensino, quando a aprendizagem também ocorre em uma vasta gama de sites da Internet, de páginas Web do Pokemon à Wikipédia?
Este relatório investiga como as tradicionais instituições de ensino podem tornar-se inovadoras e flexíveis, robustas, e tão colaborativas como os melhores sites de redes sociais.
Os autores propõem uma definição alternativa para "instituição" como uma "rede de mobilização" - enfatizando a sua flexibilidade, a permeabilidade de suas fronteiras, a sua produtividade interativa e o seu potencial como catalisador para a mudança - e exploram também as implicações para o ensino superior.

O relatório "The Future of Thinking" trata sobre instituições virtuais inovativas.
Ele também usa a idéia de uma instituição virtual, tanto como parte de sua matéria, quanto como parte de seu processo: o primeiro rascunho desse Relatório foi hospedado em um website para feedback e escrita colaborativas.
Os autores usam esse experimento em escrita participativa como um case de teste para as instituições virtuais, para instituições de ensino, e uma nova forma de autoria colaborativa.
A versão final continua postada e aberta para comentários.
Este livro é o relato completo do projeto, que foi resumido em um volume anteriormente publicado pela MacArthur: The Future of Learning Institutions in a Digital Age."

Para ver os relatórios na íntegra, acesse:
http://mitpress.mit.edu/books/chapters/Future_of_Learning.pdf (report 852 páginas, em Inglês)
http://mitpress.mit.edu/books/full_pdfs/Future_of_Thinking.pdf (livro 317 páginas, em Inglês)

Fonte: http://www.library20.org 25.05.2010.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Google: 'Nossa ambição é organizar toda a informação do mundo'


1 Comentários

Fonte: Le Monde. Data: 22/05/2010.
Com tradução do portal UOL, 23/05/2010.
Autores: Cécile Ducourtieux, Nathaniel Herzberg e Sylvie Kauffmann.

Cofundador do Google, presidente de produtos, Larry Page responde às perguntas sobre a estratégia do gigante americano da internet, suas difíceis relações com as editoras e a proteção dos dados pessoais.

Eis a entrevista.

O Google lançou, na quinta-feira (20), o Google TV, um sistema para conectar seu televisor à internet, com a Intel, a Sony e a Logitech. Com qual objetivo?

As pessoas ainda não acessam a internet pela televisão. A internet não foi concebida para isso, mas seria bom se o YouTube [propriedade do grupo] fosse acessível nessa tela, ou que pudéssemos olhar emails nela. As pessoas têm um monitor grande, que custou caro, e que ocupa espaço – elas gostariam que ele fizesse o máximo de coisas possível!

No fim dos anos 1990, o Google era somente uma ferramenta de busca. A empresa agora oferece uma série de outros serviços. Vocês comercializam até um telefone. Por que diversificar tanto?

É muito simples: queremos ganhar ainda mais dinheiro! Com nosso sistema de busca, conseguimos criar o equivalente a uma escova de dentes, uma ferramenta que assumiu um lugar importante em nossas vidas. O mesmo com o Gmail [serviço de mensagens do Google] para o email. Todos os produtos que lançamos deverão ser assim. Eis o nosso raciocínio: do que as pessoas realmente precisam, o que tem valor para elas? Há outro aspecto: quando as empresas crescem, muitas vezes ela não procuram mudar de ramo, e empregam milhares de funcionários para fazer a mesma coisa. Isso não é necessariamente muito lucrativo.

A plataforma de vídeos YouTube é muito popular. Mas vocês ainda não encontraram o modelo econômico...

Os jornalistas são um pouco duros: o YouTube acaba de comemorar seus cinco anos. Cinco anos após sua criação, o Google tinha um faturamento comparável. É preciso colocar as coisas em seu contexto. Nós queremos atrair para a plataforma conteúdos originais, de qualidade, se possível profissionais, pelos quais os autores possam ser remunerados [por uma divisão de receita publicitária] e para quem o YouTube represente a principal fonte de renda. Ainda não chegamos lá, mas não estou preocupado.

O YouTube dará lucro este ano?

Nós não damos essas informações. Mas isso não me surpreenderia.

Por que o grupo acaba de desistir da venda online de seu telefone, o Nexus One?

A equipe do Android [o sistema operacional para celular do Google], que desenvolveu o Nexus One, subestimou a quantidade de trabalho que representava a venda online. Ela não dispunha de sistemas de faturamento das operadoras de telecomunicação nem de suas ofertas promocionais. Mesmo assim o sistema Android é um sucesso: em abril, nos Estados Unidos, foram vendidos mais telefones com esse sistema do que iPhones.

O Google Docs [editor de documentos acessível gratuitamente a partir de um navegador] deveria ter afetado muito um dos produtos principais da Microsoft, o Office, mas ele não teve tanto sucesso. Por quê?

Estou satisfeito com esse produto. Nossa meta não era matar o Office da Microsoft, mas sim prover 80% das necessidades básicas dos usuários, com um produto mais rápido, mais simples. É exatamente o contrário da estratégia da Microsoft, que passa seu tempo acrescentando funcionalidades ao Office, mas que pouquíssimas pessoas realmente usam. Nós tivemos muito sucesso nas empresas, e quase 100% dos funcionários do Google usam o Google Docs internamente. Claro, existem ainda uns cinquenta funcionários na empresa que utilizam absolutamente todas as funcionalidades possíveis do programa Excel, da Microsoft. Eu não conseguiria convencê-los, e esse nem é meu objetivo!

O sr. não acha que o Chrome OS, seu sistema operacional para PC, chegará tarde demais ao mercado? Os fabricantes anunciam cada vez mais terminais equipados com o Android: sistemas embutidos em carros, tablets, etc.

Nós nos questionamos muito dentro da empresa. Mesmo assim acredito que os dois sistemas operacionais, Chrome OS e Android, se destinam a dois usos ou dois tipos de terminais diferentes. O Android foi idealizado para telefones com touch screen, que consomem pouca energia. As limitações materiais para um computador continuam sendo diferentes, e o Chrome OS continua sendo pertinente. Você tem máquinas dotadas de um processador para telefone, que consome relativamente pouca energia, e pode rodar com o Android, e outras, com um processador de PC, que precisarão do Chrome OS, que é otimizado para esse tipo de máquina. Gostaríamos que eles acabassem se fundindo, que qualquer sistema operacional pudesse funcionar em qualquer máquina, mas ainda não chegamos lá.

Alguns de seus concorrentes acabam de lançar tablets digitais. Que visão o sr. tem desse mercado?

Para mim, nesse estágio, os tablets são telefones grandes. Eles têm o mesmo tipo de processador, com touch screen. Mas acho que veremos o surgimento de uma série de terminais diferentes, sendo que muitos funcionarão com o Android, com telas de todos os tamanhos.

Vocês não têm uma rede social comparável ao Facebook. Não é uma desvantagem?

É algo em que estamos pensando. Nossa rede Orkut é muito popular no Brasil, mas não em outros países. Para ir mais longe, quando você se registra no Facebook, logo lhe é oferecido que sejam importados seus contatos do Gmail. Em compensação, o Facebook não autoriza a exportação de membros do Facebook para o Gmail. Ao contrário de nós, o Facebook não é realmente um sistema aberto.

Seu sucesso se baseia na relação de confiança com o usuário. O caso “Google Street View” não abalou essa confiança?

Nós cometemos um erro, coletamos dados que não queríamos coletar. Queremos cooperar da melhor forma possível com as autoridades para corrigir isso. Mas acredito que fomos diretos: relatamos nosso erro assim que o detectamos. Não estou certo de que muitas outras empresas se comportariam da mesma forma em um caso similar. A lição que aprendemos foi que devemos permanecer humildes e melhorar nossos processos.

Vocês armazenam uma quantidade enorme de dados em seus servidores. Isso é realmente necessário?

A maior parte desses dados são páginas da web, palavras-chave, endereços IP [que identifica um computador]. Mas você não é identificado: nós temos poucas informações pessoais, ao contrário das operadoras de cartões de crédito. Para que a ferramenta funcione, para melhorar a qualidade dos resultados de busca, precisamos de todas essas informações. Nossa ambição é organizar toda a informação do mundo, não somente parte dela. Mas me preocupo com o fato de que algumas pessoas não acham que conservar tantas informações seja bom. Nós oferecemos ferramentas para que os internautas possam ver e controlar o uso que fazemos de seus dados [serviço “dashboard”].

Qual a sua opinião sobre a proteção de dados privados?

As sociedades mudam, as pessoas estão se comunicando cada vez mais online. As fronteiras da vida privada estão se deslocando. Para nós, às vezes, é um pouco complicado. Presta-se muita atenção especialmente ao tempo pelo qual se guardam dados de conexão. Ao mesmo tempo, as pessoas colocam cada vez mais dados pessoais online: fotos de si embriagados, etc. Manter os dados pode ter um grande valor: veja o serviço de acompanhamento da gripe A que implantamos há alguns meses. Poupamos muito dinheiro às agências americanas, graças aos dados de conexão dos internautas.

Na França, onde vocês foram condenados por desrespeitar direitos autorais, há um projeto de tributação da publicidade na internet... Como reage a isso?

É uma das razões pelas quais vim a Paris. No ramo das editoras, colocar nossa tecnologia a serviço da cultura nos motiva muito. Quando eu era estudante em Stanford, uma inundação destruiu entre 50 e 100 mil livros insubstituíveis. Se eles tivessem sido digitalizados... Nosso projeto é simples: queremos fazer acordos [com bibliotecas], selecionar obras em domínio público e digitalizá-las por nossa conta. Mas esse projeto acabou se misturando com polêmicas sobre direitos autorais.

Elas são legítimas ou entravam a inovação?

É claro que o direito autoral é importante. E é claro que isso causa problemas. Veja as revistas: para colocá-las online, você deve pagar os direitos sobre imagens cujos autores ou detentores de direitos você não sabe quem são, etc. Se pudéssemos reescrever a lei, faríamos de outra forma. Queríamos encontrar uma maneira aceitável de identificar os detentores dos direitos, remunerá-los, abrir acesso às obras. Encontrar a solução perfeita levará tempo. Até lá, gostaria de encontrar um acordo satisfatório. Senão corre-se o risco de que conteúdos desapareçam para sempre.

O que vocês esperam da decisão da Justiça dos Estados Unidos, que deve se pronunciar sobre sua proposta de acordo com as editoras americanas [para pagar pela obras que digitalizaram]?

Nós esperamos conseguir uma decisão rapidamente e esperamos que reconheçam o benefício desse acordo para todo mundo. Acreditamos que nosso acordo é justo para todas as partes envolvidas: os detentores de direitos, os autores e as editoras.

Até há pouco tempo o Google tinha uma imagem simpática. Hoje, vocês são vistos como uma ameaça. Vocês têm ciência disso?

Sim, estamos muito cientes disso, e se você tiver soluções a propor, não hesite! Acredito que devemos ser mais presentes na França, ter mais pessoas aqui. Nós estamos crescendo, falam de nós o tempo todo. Nós temos um papel cada vez mais importante na vida das pessoas, e isso causa questionamentos, é normal. Mas se continuarmos a fazer o melhor que pudermos, superaremos essas dificuldades. Isso vai depender da maneira como os indivíduos poderão controlar nossos serviços. É também uma questão de produtos. E aí podemos melhorar.

Vocês estão satisfeitos com o nível de inovação no Ocidente? Não acha que ele foi afetado pela crise?

Constato que o nível de inovação em nossa indústria vem aumentando muito. Você pode ver quando quer comprar uma empresa nova: seus preços aumentaram três vezes. Até as empresas muito jovens se tornaram consideravelmente mais caras. E é porque a tecnologia é cada vez mais eficiente, e dá muitas oportunidades para as pessoas ganharem mais dinheiro. Os investidores entenderam bem isso, e foi por isso que aumentou tanto a valorização das empresas. A crise não chegou a afetar essa tendência. Em compensação, o que me preocupa mais é que não estão realmente valorizando as carreiras de engenheiros, especialistas em informática. A porcentagem de jovens que escolhem esse tipo de carreira está diminuindo, quase não há mulheres entrando nessa área.

Qual o principal desafio que vocês devem enfrentar hoje no Google?

Meu desafio não mudou nestes últimos anos, que é acompanhar o crescimento da empresa, fazer com que ela continue a funcionar bem, que continuemos organizados, que os funcionários permaneçam motivados. E mantê-la em crescimento: nós contratamos cerca de 800 pessoas em nível mundial no trimestre passado [1º semestre de 2010]. O Google tem hoje mais de 20 mil funcionários.

domingo, 23 de maio de 2010

Nova biblioteca infantil em São Paulo


0 Comentários

Fonte: Portal G1. Data: 22/05/2010.
URL: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/05/instituto-inaugura-biblioteca-infantil-na-zona-oeste-de-sao-paulo.html

Livros da biblioteca infantil do Instituto Brasil Leitor,na Barra Funda, em São Paulo (Foto: Divulgação)O Instituto Brasil Leitor (IBL), organização que mantém bibliotecas em estações de metrô de São Paulo, inaugura neste sábado (22) uma unidade para crianças na Barra Funda, zona oeste de São Paulo.

Com um acervo inicial de 450 títulos infantis, para leitores de 0 a 8 anos, a biblioteca funcionará de segunda a sexta, das 11h às 13h.

Neste sábado, o local, que foi batizado de Brincalendo, ficará aberto das 10h às 13h para o cadastramento das crianças.

“Em um evento que fizemos no bairro, ouvimos da comunidade que o bairro não conta com atrações para as crianças. Então, resolvemos abrir a biblioteca para que possam pegar livros emprestados na hora em que vão ou voltam da escola”, disse a diretora do IBL, Ivani Nacked.

Para se inscrever, as crianças devem estar acompanhadas dos pais. Também é necessário levar o comprovante de residência. Elas serão cadastradas e receberão uma carteirinha de identificação para fazer os empréstimos gratuitos. As crianças podem ficar dez dias com os livros e renovar o empréstimo por mais dez dias.

O IBL mantém bibliotecas comunitárias e unidades para crianças em várias cidades do país. No metrô de São Paulo, há bibliotecas nas estações Paraíso, Tatuapé, Largo 13, Luz, Santa Cecília e na estação Brás da CPTM.

Serviço:
Biblioteca Brincalendo: R. Lopes Chaves, 229 (entre as ruas Brigadeiro e Barra Funda), Barra Funda, São Paulo (SP)
Horário de funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 11h às 13h

sábado, 22 de maio de 2010

Editoras miram filão dos livros técnicos


0 Comentários

Autor:Tom Cardoso.
Fonte: Valor Online. Data: 20/05/2010.

O mercado editorial brasileiro está com o freio de mão puxado. São vários os motivos: o baixo índice de leitura no país (3,7 títulos por habitante/ano - 1,3 se retirados os livros escolares-didáticos); o mercado ainda não sabe muito bem como lidar com o livro eletrônico; e o ano de 2009 não deve apresentar o mesmo desempenho de 2008, quando cresceu 9,71% e movimentou cerca de R$ 3,3 bilhões.

Porém, o potencial de expansão ainda é enorme, tanto que nos últimos anos grupos estrangeiros, principalmente da Espanha, desembarcaram por aqui em busca de bons negócios. E conseguiram. A Planeta do Brasil, braço editorial do grupo Planeta, quinto grupo de comunicação do mundo e líder em língua espanhola, apresenta bons resultados em poucos anos de mercado brasileiro. O mesmo vale para o Grupo Santillana, também espanhol, braço editorial do Grupo Prisa, gigante de comunicação que atua em vários países da América Latina desde 1964. A Planeta, que chegou ao Brasil em 2003, aparece em quinto lugar no ranking elaborado pelo jornal "Folha de S. Paulo" que enumera as editoras que mais emplacaram livros na lista dos mais vendidos. Já a Santillana, no país desde 2001, quando adquiriu a Editora Moderna (hoje ela controla, além da Moderna, a editora Salamandra e parte da Objetiva), fechou 2009 com faturamento de R$ 525 milhões. Em menos de dez anos, a participação da Santillana no mercado brasileiro cresceu 44%.

Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), conta que a Pesquisa de Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro de 2009, realizada pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), ainda não está pronta, mas adianta que os números do ano passado - e talvez deste ano - não devem mudar muito. Em 2008, foram publicados 51.129 títulos (mais 19,52% em relação a 2007) e produzidos 340.274.195 exemplares (menos 3,17%).

Para Rosely, a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em agosto, mostrará se o mercado conseguiu superar a estagnação. As editoras estarão voltadas para o vertiginoso crescimento dos livros técnicos, filão que se fortaleceu com o aumento do poder aquisitivo das classes C e D. Livros científicos, técnicos e profissionais (9,28%) foram um dos segmentos que mais cresceram em 2008 (aumento de quase 10% sobre 2007).

"Os programas governamentais de compra de livros para as escolas são estáveis, transparentes e com regras claras, o que dá segurança para o mercado", afirma Sérgio Quadros, diretor-geral do Grupo Santillana no Brasil. Os planos para os próximos anos são ambiciosos. O grupo espera encerrar 2010 com faturamento de R$ 580 milhões e investir, até 2015, cerca de R$ 30 milhões por ano no desenvolvimento de novos produtos.

Não menos ousadas são as metas da Planeta. "Nosso objetivo é chegar ao seleto grupo das três primeiras editoras do Brasil até 2020", afirma César González, diretor geral da Planeta do Brasil. A editora não revela números de seu faturamento em 2009, mas dá exemplos práticos da importância que o mercado brasileiro tem hoje o para o grupo espanhol. "Temos números de vendas próximos ao mercado argentino. Porém, lá a Planeta está há 42 anos, aqui apenas há sete", compara González.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Saúde via SMS


0 Comentários

Fonte: Agência FAPESP. Data: 20/05/2010.
Autor: Fábio Reynol.
Serviços simples realizados por meio de aparelhos celulares podem salvar vidas e economizar dinheiro público destinado à área de saúde. É o que afirma o pesquisador Walter Curioso, da Universidade Peruana Cayetano Heredia, em Lima, Peru, baseando-se em um trabalho realizado naquele país.

O pesquisador, que também é professor assistente afiliado à Universidade de Washington, Estados Unidos, apresentou seu trabalho no Faculty Summit 2010 América Latina, evento promovido pela FAPESP e pela Microsoft Research de 12 a 14 de maio, no Guarujá (SP).

Para Curioso, a tecnologia voltada à telefonia celular foi uma das que mais se desenvolveram nos últimos anos, permitindo que mais pessoas pudessem adquirir aparelhos e democratizando a comunicação, inclusive nos países mais pobres.

Além disso, o aparelho se tornou um dos mais presentes em todo o mundo. “Nós não adotamos celulares, nós nos casamos com eles. Passamos mais tempo com esses aparelhos do que ficamos com nossos parceiros”, disse.

Essa presença constante do celular no cotidiano das pessoas o transforma em uma poderosa ferramenta para os serviços de saúde, segundo o especialista, que preconiza o seu uso para diversas finalidades ligadas ao setor como educação da população, monitoramento de pacientes, coleta de dados, apoio em emergências e até no auxílio à consulta e ao diagnóstico.

Uma experiência coordenada por Curioso foi direcionada a pacientes com o vírus HIV, cujo tratamento exige o consumo de medicamentos antirretrovirais várias vezes ao dia. A equipe de pesquisa levantou que, mesmo quando os remédios são fornecidos gratuitamente, 88% dos pacientes não se medicam por diversas razões.

O motivo principal é o simples esquecimento, enquanto outros alegam morar longe dos centros de saúde que distribuem os medicamentos. Boa parte dos participantes disse se preocupar com a discriminação. “Essas pessoas temem ser identificadas como portadores do vírus ao solicitar os medicamentos nos postos de saúde”, disse Curioso. Havia ainda os que abandonavam o tratamento porque se sentiam desmotivados.

“Percebemos, naquele momento, uma grande oportunidade de utilizar o celular. Se as pessoas já o utilizam para manter e criar suas redes sociais, por que não aplicá-lo na prevenção e no tratamento do HIV?”, indagou.

O grupo peruano criou então uma série de mensagens SMS (sigla em inglês para serviço de mensagens curtas) destinada a pacientes com o HIV. O objetivo não era elaborar simples lembretes, mas frases motivadoras como “agora é a hora da sua vida”, enviadas com o intuito de lembrar os horários de tomar os antirretrovirais.

“Por não ser explícita como, por exemplo, um SMS que diz ‘é hora de tomar o seu remédio’, a frase também preserva a privacidade do paciente, que não se sentirá constrangido ao receber a mensagem quando estiver em uma roda de amigos. O celular tornou-se um amigo, ou mesmo um anjo-da-guarda para essas pessoas”, afirmou.

A pesquisa de caráter qualitativo avaliou a percepção de 20 homens e seis mulheres portadores de HIV, moradores da capital peruana. Todos avaliaram de maneira positiva o sistema de lembretes via SMS, de acordo com o cientista.

Eles também contribuíram para aprimorar o serviço com sugestões, como, por exemplo, a criação de mensagens simples e concisas e que não contivessem palavras como “HIV” ou “antirretrovirais”, a fim de preservar a privacidade.

Os resultados foram publicados no trabalho É a hora da sua vida’: Como devemos lembrar pacientes de tomar remédios usando mensagens curtas de texto?, apresentado em novembro de 2009 no Simpósio da American Medical Informatics Association (AMIA).

A experiência gerou o Projeto Cell Pos, realizado pela Universidade Peruana Cayetano Heredia com a colaboração da universidade norte-americana de Washington, e que envia mensagens para os participantes inscritos.

O sistema foi organizado em três tipos de mensagens: as de lembrete, que alertam pacientes sobre datas e horários de remédios, terapias e consultas; as de prevenção de doenças, voltadas a um público mais amplo; e os SMS, cujo conteúdo procura informar sobre questões gerais relacionadas à saúde.

Segundo Curioso, programas semelhantes de auxílio à saúde têm sido empregados com sucesso em outros países em desenvolvimento, entre os quais Ruanda, África do Sul e Filipinas.

Culturas diferentes

Um dos grandes desafios enfrentados pelo projeto foram as diferenças culturais entre as diversas populações atendidas. “Há diferenças entre populações rurais e urbanas e até entre bairros de uma mesma cidade. Isso exige adaptações de linguagem para cada grupo a fim de que as mensagens sejam entendidas por todos eles”, disse.

São essas diferenças culturais que também impedem que programas empregados em um país sejam integralmente adotados por outros. “Cada país deve formar a sua própria base de dados, que é muito peculiar de cada região. A base da África do Sul não serve para o Brasil”, indicou.

Curioso também reclamou da falta de políticas públicas claras em vários países. Para que o programa tenha resultados mais amplos, é necessário que os dados coletados sejam utilizados por gestores de políticas públicas a fim de que sirvam de base para serviços de saúde.

Outro obstáculo a ser superado é a falta de segurança desses sistemas. Para manter a privacidade dos pacientes, os serviços de saúde móvel precisam ter mecanismos extremamente seguros para que informações pessoais não sejam desviadas. Na opinião de Curioso, a questão da segurança se tornará cada vez mais importante à medida que as tecnologias móveis ampliam o seu raio de atuação.

O pesquisador destacou também o desafio de se conduzir pesquisas de caráter multidisciplinar como essa, que envolve profissionais de saúde e de computação, e de criar uma rede colaborativa ampla, especialmente entre os países do hemisfério Sul.

“Precisamos começar a criar redes colaborativas dentro das próprias universidades e intensificar as parcerias entre instituições de países do hemisfério Sul, que partilham de realidades muito similares”, disse.

Alteração do endereço do Dicionário Electrónico de Terminologia em Ciência da Informação (DeltCI)


0 Comentários

Devido a uma alteração na estrutura orgânica da Universidade Federal do Espírito Santo, o endereço do Dicionário Electrónico de Terminologia em Ciência da Informação (DeltCI) passou a ser o seguinte:

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A internet e a roda


0 Comentários

Autor: Carlos Heitor Cony.
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 20/05/2010.
Continuo indeciso diante do universo virtual, notadamente do tipo de comunicação instantânea e barata que a internet nos dá. Evidente que dela me beneficio, tal como me beneficiei do computador.

Passei mais de 20 anos sem escrever ficção, porque não suportava a máquina de escrever, mesmo aquelas que se diziam eletrônicas. O computador abriu um mundo para mim -se é que o meu umbigo é a coisa mais importante do universo. Pessoalmente, acho que é.

Embora me utilize da internet diariamente, continuo achando que ela é poluidora, não no sentido ecológico, mas espiritual. Dá informações demais, excessivas, inúteis e redundantes. Mesmo a comunicação por e-mail, que aboliu o fax, o telegrama e a carta postal, transformou-se numa correspondência cultural e afetiva maciça, e nem sempre sincera, refletida e consciente.

A facilidade dos desabafos, das confissões, até mesmo da expressão dos sentimentos, protegidos por códigos secretos e relativo anonimato, cria um universo que pode ser duplamente virtual, na forma tecnológica da expressão eletrônica e no conteúdo que deságua no faz de conta da fantasia.

Não há segurança, nem moral nem material, no universo eletrônico. Ele é, sem dúvida, a ferramenta mais importante inventada pelo homem depois da roda. Mas é um instrumento, nada mais do que isso.

Como a roda, a informática está gerando uma nova civilização. É o início de nova era, além e acima do admirável mundo novo, que já está defasado. De seis em seis meses, o mundo novo se torna mais admirável e complexo, diluindo responsabilidades e anulando o indivíduo, que nada tem de admirável, mas lamentável. Como a roda, a internet apenas nos facilita o caminho. Mas não nos aponta um destino.

União Européia revela planos para aumentar o uso da internet


0 Comentários

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 19/05/2010.
A Comissão Europeia revelou planos para aumentar bastante o número de europeus usando serviços públicos e comerciais on-line durante a próxima década. Os planos foram divulgados nesta quarta-feira (19).

Neelie Kroes, comissária europeia da área digital, disse que 30% dos europeus nunca usaram a internet. Além disso, nos Estados Unidos o número de downloads de música é quatro vezes maior do que na Europa e apenas 1% dos europeus têm acesso a rede de fibra ótica de alta velocidade. Esse último número passa para 12% no Japão e 15% na Coreia do Sul.

Kroes também disse que a Europa está defasada em relação a vários no competidores no desenvolvimento de tecnologias de ponta. As razões para isso, segundo a comissária, são investimentos fracos e fronteiras nacionais que dificultam o acesso a serviços de telecomunicações que tenham abrangência sobre toda a Europa.

Para alcançar os concorrentes, ela disse que os governos da União Europeia devem dobrar o que gastam atualmente em pesquisa e desenvolvimento para chegar ao valor de 11 bilhões euros em 2020.

A "agenda digital" de Kroes inclui passos para melhorar padrões de tecnologia da informação e compatibilidade, eliminar barreiras regulatórias, encorajar pagamentos eletrônicos e simplificar a administração de direitos autorais digitais e licenças. Kroes disse que a Comissão Europeia apresentará um conjunto de medidas -incluindo 31 leis para a União Europeia- nos próximos dois a três anos para que hajam mais europeus on-line no ano de 2020.

Os objetivos do projeto são: banda larga para todos os cidadãos europeus até o ano de 2013; até 2015, que 50% dos europeus façam compras e usem serviços públicos on-line; e, até o ano de 2020, que haja banda larga de 30 Megabytes por segundo, ou mais, para ao menos metade das famílias europeias.

A comissária disse que é improvável que os europeus fiquem on-line a não ser que se sintam seguros. E isso significa que os governos devem combater o crescimento do cibercrime, ela disse.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Seminário sobre Informação na Internet


1 Comentários

3º Seminário sobre Informação na Internet e a

III Conferência Internacional sobre Inclusão Digital acontecem em novembro.

No período de 16 a 19 de novembro de 2010, no Palácio Itamaraty, em Brasília, serão realizados o 3º Seminário sobre Informação na Internet e a III Conferência Internacional sobre Inclusão Digital. Os dois eventos representam a soma dos esforços do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) no sentido de promover ações que levem ao melhor uso das tecnologias de informação disponíveis e à inclusão digital dos cidadãos brasileiros.

O 3º Seminário sobre Informação na Internet é realizado pelo IBICT a cada dois anos. Com o tema “Construindo o futuro da Internet no Brasil”, o evento será dividido em painéis que tratam sobre o futuro da internet mundial e seus reflexos no Brasil e cenários futuros da internet no Brasil.

A III Conferência Internacional sobre Inclusão Digital é um compromisso assumido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do IBICT, no sentido de dar sequência aos eventos anteriores realizados na Costa Rica, em 2008, e na Espanha, em 2009, possibilitando a difusão das metodologias e das melhores práticas no processo de inclusão social na sociedade da informação. Especialistas de diversos países, dos quadros do governo, iniciativa privada e terceiro setor apresentarão no evento desde o processo de diagnóstico, até as metodologias científicas que vão possibilitar a inclusão social das camadas menos privilegiadas das populações ibero-americanas.

Entre outros temas, a III Conferência Internacional sobre Inclusão Digital pretende discutir questões como o impacto social das tecnologias; alfabetização tecnológica; entidades e organismos perante a inclusão social: desenvolvimento de modelos e boas práticas; políticas e planos de ação para a inclusão digital; bibliotecas: espaço de integração e ampliação da sociedade de informação; educação para a sociedade do conhecimento; ensino a distância; e-learning; Web 2.0 e bibliotecas digitais.

Em breve será disponibilizado endereço eletrônico para as inscrições nos dois eventos.

Mais informações:

E-mail: seminario3@ibict.br

Fone: (61) 3217-6378 (Ricardo Rodrigues)

Núcleo de Comunicação Social do IBICT

Tel.: (61) 3217-6484/3217-6369

terça-feira, 18 de maio de 2010

Quem se "porta mal" é bom bibliotecário


2 Comentários

Já repararam que mesmo após vários anos de “ciência da informação”, da proliferação das pós-graduações, das licenciaturas e mestrados na área continuamos a ser vistos como sempre o fomos… Não acreditam então vejam aqui.

Arquivo

Categorias