Proposta, a ser encaminhada ao Congresso, diminui período de proteção a dados de 30 para 25 anos
Fonte: Jornal do Brasil. Data: 29/11/2008. URL: http://www.estado.com.br/editorias/2008/11/29/pol-1.93.11.20081129.1.1.xml
Autor: Felipe Recondo
O Palácio do Planalto finalizou o texto de um projeto de lei que reduz o prazo de sigilo de documentos públicos considerados sensíveis e cria mecanismos para evitar que ofícios que tratem de relações diplomáticas do Brasil com outros países recebam o carimbo de ultra-secreto e permaneçam indefinidamente nos cofres do Ministério da Defesa.A Lei de Acesso à Informação, que será encaminhada ao Congresso, diminui de 30 para 25 anos o período em que dados classificados no mais alto grau de sigilo (ultra-secreto) podem permanecer longe da pesquisa pública.No entanto, o projeto mantém um ponto criticado: determinadas informações, mesmo com as novas regras, poderão permanecer reservadas indefinidamente.Para coibir que autoridades classifiquem documentos indiscriminadamente com o mais alto grau de sigilo, a lei estabelecerá algumas restrições. O órgão que rotular o documento como ultra-secreto deverá explicar detalhadamente as razões a uma comissão composta por sete ministros e coordenada pela Casa Civil, grupo que tem poderes para rever essa classificação. Além disso, caberá apenas a essa comissão avaliar, depois dos 25 anos, se o sigilo deve ser mantido ou se o documento pode se tornar público.
NÍVEIS
O texto da nova lei reduz ainda de quatro para três os níveis de sigilo atribuídos aos documentos e impede que nos graus mais baixos - secreto, confidencial e reservado - os prazos sejam prorrogados.Pela legislação atual, aprovada já no governo Lula, as informações sigilosas podem ser classificadas como ultra-secretas, secretas, confidenciais e reservadas. Uma dessas classificações será extinta, possivelmente a confidencial, mas essa pequena mudança faz parte dos últimos ajustes no texto.A lei obrigará ainda uma revisão, de dois em dois anos, em todos os documentos tidos como sigilosos. É uma forma, de acordo com integrantes do governo, de estimular a abertura progressiva desses dados. Além disso, todos os órgãos deverão, anualmente, divulgar uma lista com os documentos ultra-secretos cujo prazo de sigilo venceu. A partir dessa data, todos os papéis poderão ser lidos por qualquer cidadão.Todas essas restrições serviram como uma solução para o embate de militares e diplomatas, que resistem a abrir determinados arquivos, com o Ministério da Justiça, Casa Civil e Secretaria Especial de Direitos Humanos, favoráveis à abertura cada vez maior dos documentos.
REAÇÃO
Inicialmente, o governo aventava a possibilidade de acabar com o sigilo eterno dos documentos. A idéia era estabelecer um prazo definido - cogitou-se que seria de 60 anos - depois do qual todos os papéis ultra-secretos seriam automaticamente divulgados. Os Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores reagiram.Argumentaram que em todas as nações do mundo, no Chile mais recentemente, há leis que garantem o resguardo permanente de documentos secretos cuja divulgação poderia pôr em risco sua soberania, planos de defesa do território, negociações comerciais com outros países e relações internacionais.O texto será assinado por Lula em cerimônia, ainda sem data marcada, em que o governo anunciará a criação do projeto Memórias Reveladas, que reunirá todos os arquivos da ditadura militar (1964-1985) no Arquivo Nacional e disponibilizará na internet os que não estejam sob sigilo. Na solenidade será também lançado o edital para recolhimento de documentos da época que estejam em posse de pessoas físicas. Aprovado o projeto da Lei de Acesso à Informação, serão revogados o Decreto 5.301, de 2004, a Lei 11.111, de 2005, e parte da Lei 8.159, de 1991. Toda essa legislação tratava do acesso a documentos sigilosos.
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sábado, 29 de novembro de 2008
Projeto reduz prazo de sigilo de documentos
0 Comentários sábado, novembro 29, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso à Informação, arquivo, Brasil, Lei de Acesso à Informação
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Biblioteca mais tecnológica da América Latina será inaugurada em novembro
3 Comentários quarta-feira, outubro 29, 2008
Publicado por Michelangelo Viana
Assunto: biblioteca universitária, Brasil, RFID, Tecnologias da informação
A cidade de Porto Alegre (Rio Grande do Sul, Brasil) recebe em novembro um novo espaço cultural, para leitura, aprendizado e reflexão. A PUCRS inaugura a sua nova Biblioteca Central Irmão José Otão, com 21 mil metros quadrados distribuídos em 14 pavimentos, com tecnologia avançada de rastreamento e identificação de documentos, auto-devolução e auto-empréstimo de obras, sendo considerada a biblioteca mais tecnológica da América Latina. "É um novo conceito de biblioteca. O usuário terá mais autonomia e acesso facilitado aos conteúdos", explica o diretor, César Mazzillo.
Além disso, estão disponíveis mais computadores, em bancadas com iluminação especial, dezenas de salas de estudo coletivas e individuais equipadas com computadores, cadeiras e mesas confortáveis, rede sem fio de internet e espaços para descanso e leitura, com sofás, luz natural e tranqüilidade. Na solenidade de inauguração, dia 7 de novembro, às 10h, a Universidade também comemorará os seus 60 anos, lançando o livro "PUCRS - 60 Anos de História" e o Catálogo de Pesquisas PUCRS 2008. O evento contará com a participação de autoridades, da administração superior e da comunidade acadêmica, com abertura da Orquestra Filarmônica da Universidade.
Ainda na Biblioteca, as áreas de conhecimento Ciência e Tecnologia, Linguagem e Artes, Humanas, Sociais Aplicadas, são representadas por cores. Os livros, periódicos, CDs ou teses de cada área, foram unificados, e podem ser encontrados no mesmo local. O espaço não é restrito aos alunos, professores e funcionários. A comunidade pode usufruir da biblioteca para leitura de obras, jornais, revistas, utilizar os computadores, só sendo necessária a realização de um cadastro prévio. No 2º e 3º pavimento, por exemplo, há um espaço com mesas, cadeiras e sofás, criado para o aconchego, com abundante luz natural e visão das árvores, plantas e flores do Campus.Dois pavimentos são dedicados aos acervos especiais e obras raras. O 6º recebe mapas, obras iconográficas e publicações da Universidade, disponíveis a pesquisa e leitura. O 7º está com o Delfos – Espaço de Documentação e Memória Cultural, com acesso restrito e ambientes próprios para estudo individual e em grupo, pesquisa, consulta e armazenamento de 24 acervos culturais e literários detidos pela Universidade.
Tecnologia
"O diferencial está na tecnologia", garante o diretor. Além da Pesquisa Múltipla, que possibilita pesquisas em várias fontes de informação da Biblioteca utilizando os programas Metalib e SFX, todos os exemplares estão recebendo etiquetas de identificação por radiofreqüência (RFID), o que deve ser finalizado no primeiro semestre de 2009.
Equipamentos como o guarda-volumes e o auto-atendimento darão autonomia aos usuários, o que, conforme o diretor, era uma das prioridades das mudanças. Os guarda-volumes são armários digitais com senhas voláteis, e serão usados por alunos, professores, funcionários e visitantes. Mecanismos pioneiros no Brasil permitirão o auto-empréstimo e a auto-devolução de materiais, sem a necessidade de atendimento no balcão.
A construção
As obras iniciaram em maio de 2006, e o primeiro passo foi construir a Torre de 14 andares a partir do centro da parte mais antiga. Depois começaram as reformas no prédio antigo, que tinha três andares. O antigo prédio, inaugurado em 1978, teve seus 10 mil metros quadrados reformados e outros 11 mil acrescentados. O que determinou o projeto de ampliação, explica a coordenadora geral da Biblioteca, Sonia Vieira, foi o crescimento do acervo e as necessidades de adequação dos espaços às demandas de tratamento e recuperação da informação.
Reinterpretações das linhas de Piet Mondrian, pintor holandês representante do neoplasticismo - que propõe reduzir a arte a funções matemáticas - marcam o design dos ambientes internos e estão presentes em painéis, portas, totens das estantes e lixeiras, dando a idéia de "janelas para o mundo da informação".Espaço para deficientes visuais
A Biblioteca conta também com uma sala especial, no 2º pavimento do prédio, para atender deficientes visuais, composto de computadores e softwares especiais com mídia sonora. O ambiente reunirá dois microcomputadores, três fones de ouvido e um scanner para digitalização de textos, acervo, equipamentos e softwares com gravações sonoras em CDs, como os livros falados, além de internet, bases de dados e Portal Periódicos da Capes.
Cada pavimento tem uma história
Térreo
Setores responsáveis pela Aquisição da Informação, Coordenação de Serviços, Tratamento da Informação e Laboratório de Preservação e Recuperação. Esse andar conta com uma Sala de Estudos externa, uma Sala de Treinamento, local para realização de fotocópias, a Recepção e os serviços de empréstimo e devolução de materiais.2º pavimento
Acervos das áreas de Ciências Humanas, no lado sul (em direção à Avenida Bento Gonçalves) e de Ciências Sociais Aplicadas, no lado norte (voltado para a Avenida Ipiranga). Há também um espaço aberto a toda a comunidade com recursos e serviços de tecnologia assistida voltada a pessoas com deficiência visual, com computadores, equipamentos e softwares com sintetizador de voz, que fazem a digitalização de textos e leitura de tela, além de um amplo acervo de livros falados recebidos da Fundação Dorina Nowill para Cegos.3º pavimento

Acervos das áreas de Ciência e Tecnologia (lado sul) e de Linguagens e Artes (lado norte). Assim como no 2º pavimento, aqui bibliotecários atendem aos alunos, professores e pesquisadores para pesquisa bibliográfica e auxílio na elaboração de trabalhos acadêmicos. Também conta com equipamentos de auto-empréstimo.
4º pavimento
É o andar que não se mostra no elevador, onde fica a central de tecnologia da Biblioteca, a rede lógica de dados e de telefonia, somente acessível a funcionários.
5º pavimento
Área administrativa da Biblioteca.
6º pavimento
Acervos especiais e obras raras, mapas, obras iconográficas e aquelas publicadas pela Universidade. Esse ambiente, aberto à comunidade, também conta com salas de estudo individual e em grupo, com computadores.
7º pavimento
Delfos - Espaço de Documentação e Memória Cultural, com ambientes próprios para estudo individual e em grupo, pesquisa, consulta e armazenamento de acervos culturais e literários detidos pela Universidade. O acesso é restrito.
8º, 9º e 10º pavimentos
Espaços especialmente desenvolvidos para os alunos, professores e pesquisadores para estudos e produção de conhecimento. Nesses locais há mesas amplas, computadores com acesso à internet além de salas de estudo individual e em grupo. Somente o 8º andar está acessível, os outros serão disponibilizados futuramente, de acordo com a demanda.11º e 12º pavimentos
São andares de reserva técnica da Biblioteca, que foi projetada para que possa crescer com o tempo.
13º andar
Está armazenado o acervo histórico, com materiais que não são tão procurados quanto os outros do chamado acervo dinâmico. Mesmo estando lá, continuam no sistema e acessíveis, bastando solicitá-los a um funcionário.
Os números
Média de pessoas que circulam na Biblioteca, ao mês: 27 mil
Média do número de acessos ao site da Biblioteca, ao mês: 147 mil
Exemplares de livros: 418.803
Fascículos de periódicos: 410.864
Exemplares de teses e dissertações: 21.970
Exemplares de CDs, DVDs, mapas, slides e outros materiais diversos: 6.222
Permite o acesso a 2.733 livros eletrônicos, a mais de 24 mil periódicos eletrônicos e a 88 bases de dados.
Universidade completa 60 anos
No dia 7 de novembro também serão comemorados os 60 anos da Universidade - completados no dia 9 de novembro. Na oportunidade será lançado o livro "PUCRS - 60 anos de História" e o "Catálogo de Pesquisas PUCRS 2008". Às 17h30min ocorrerá uma missa na Igreja Universitária Cristo Mestre e à noite ocorre a entrega da medalha Irmão Afonso.
A PUCRS surgiu como universidade em 1948, mas a sua origem remonta a uma série de acontecimentos anteriores, entre os quais se destacam a fundação da Ordem dos Irmãos Maristas por Marcelino Champagnat, na França, em 1817; a chegada dos primeiros religiosos a Bom Princípio, no Rio Grande do Sul, em 1900; a abertura da Escola Nossa Senhora do Rosário, em 1904, em Porto Alegre; a criação do Instituto Superior do Comércio, em 1927; e o início do curso superior de Administração e Finanças, em 1931, mesmo ano em que se tornou Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas, cuja primeira turma formou-se em 1934.
Quando o então presidente Eurico Gaspar Dutra assinou o decreto 25.794, dando-lhe a condição de Universidade Católica do Rio Grande do Sul, o que hoje é a PUCRS funcionava junto ao Colégio Rosário, na Avenida Independência. Os cursos disponíveis eram os de Estudos Políticos, Estudos Sociais, Filosofia, Letras, Letras Clássicas, Letras Neolatinas, História, Geografia, Física, Matemática, Química, História Natural, Pedagogia, Didática, Serviço Social, Ciências Contábeis e Atuariais e Direito. O título honorífico de Pontifícia foi concedido em 1950 pelo Papa Pio XII, mesmo ano de inauguração da Faculdade de Odontologia.
Hoje a Universidade conta com mais de 25 mil alunos de graduação e pós-graduação, cerca de 1500 professores e 2 mil funcionários, já tendo formado mais de 120 mil profissionais. É reconhecida como referência nacional e internacional pela relevância, pela qualidade e pela excelência.
O que: Inauguração da Nova Biblioteca da PUCRS e Lançamentos do livro "PUCRS - 60 anos de História" e do Catálogo de Pesquisas da Universidade
Quando: sexta-feira, 7 de novembro
Local: saguão do prédio 16, na Biblioteca Central Irmão Jose Otão (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre)
Horário: 10h
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Mudanças demográficas no Brasil
0 Comentários quinta-feira, outubro 09, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Brasil, demografia, população
Ipea: população cairá a partir de 2030
Fonte: O Globo, Rio de Janeiro. Data: 8/10/2008.
Auto: Bernardo Mello Franco
Segundo instituto, alto número de idosos exigirá políticas para evitar colapso no INSS
A população brasileira está cada vez mais velha e, a partir de 2030, começará a diminuir. A previsão, divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), deve obrigar o governo a buscar alternativas para ampliar a vida útil dos trabalhadores e evitar um colapso da Previdência. No ritmo atual, o país levará mais 22 anos até atingir o pico de 204,3 milhões de habitantes.
Depois disso, a curva de crescimento deve se inverter para uma redução gradual da população e um percentual cada vez maior de idosos. O cálculo surpreendeu os pesquisadores e forçou o Ipea a rever suas próprias previsões. Há dois anos, o Ipea estimava 225,3 milhões de brasileiros em 2030.
Para o diretor de Estudos Sociais do instituto, Jorge Abrahão, as novas estimativas exigirão um ajuste rápido das políticas oficiais, já que o país terá mais gente fora do mercado de trabalho e dependente de aposentadorias.
- Levamos um susto. Se essas tendências se confirmarem, vamos chegar a uma população máxima muito menor do que se imaginava. Isso tem implicações seriíssimas para as políticas públicas, alerta Abrahão.
O aumento da expectativa de vida e a redução acelerada da taxa de fecundidade são apontados como principais motivos para a tendência de queda da população. Em 1992, as brasileiras tinham em média 2,8 filhos. Ano passado, essa taxa caiu para 1,8. A mudança vai acelerar o envelhecimento da população, fenômeno mundial que ganha velocidade no Brasil e já aproxima a estrutura etária do país à de Japão e nações européias.
A participação dos jovens entre 15 e 29 anos atingiu seu topo em 2000 e, segundo as projeções, vai registrar queda acelerada nos próximos anos. Como conseqüência, a política de geração de empregos terá que se voltar para os brasileiros acima dos 45 anos, que, em 2030, serão quase metade da população economicamente ativa.
Segundo a pesquisadora Ana Amélia Camarano, o país precisa começar a investir em programas de saúde ocupacional, para prolongar a vida útil dos trabalhadores:
- Também teremos que rever preconceitos como a aposentadoria compulsória aos 70 anos. Isso vai ter que mudar, porque o país passará a ter uma população superenvelhecida.
------------
Comentário:
A notícia abaixo pode ser importante para o planejamento estratégico das bibliotecas. Dentro de 22 anos a população brasileira tenderá a diminuir e ficará mais velha. Isto pode ter reflexos em todos os tipos de bibliotecas, no provimento de produtos e serviços informacionais e, obviamente, no perfil dos usuários de nossas bibliotecas.
Murilo Cunha
Fonte: O Globo, Rio de Janeiro. Data: 8/10/2008.
Auto: Bernardo Mello Franco
Segundo instituto, alto número de idosos exigirá políticas para evitar colapso no INSS
A população brasileira está cada vez mais velha e, a partir de 2030, começará a diminuir. A previsão, divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), deve obrigar o governo a buscar alternativas para ampliar a vida útil dos trabalhadores e evitar um colapso da Previdência. No ritmo atual, o país levará mais 22 anos até atingir o pico de 204,3 milhões de habitantes.
Depois disso, a curva de crescimento deve se inverter para uma redução gradual da população e um percentual cada vez maior de idosos. O cálculo surpreendeu os pesquisadores e forçou o Ipea a rever suas próprias previsões. Há dois anos, o Ipea estimava 225,3 milhões de brasileiros em 2030.
Para o diretor de Estudos Sociais do instituto, Jorge Abrahão, as novas estimativas exigirão um ajuste rápido das políticas oficiais, já que o país terá mais gente fora do mercado de trabalho e dependente de aposentadorias.
- Levamos um susto. Se essas tendências se confirmarem, vamos chegar a uma população máxima muito menor do que se imaginava. Isso tem implicações seriíssimas para as políticas públicas, alerta Abrahão.
O aumento da expectativa de vida e a redução acelerada da taxa de fecundidade são apontados como principais motivos para a tendência de queda da população. Em 1992, as brasileiras tinham em média 2,8 filhos. Ano passado, essa taxa caiu para 1,8. A mudança vai acelerar o envelhecimento da população, fenômeno mundial que ganha velocidade no Brasil e já aproxima a estrutura etária do país à de Japão e nações européias.
A participação dos jovens entre 15 e 29 anos atingiu seu topo em 2000 e, segundo as projeções, vai registrar queda acelerada nos próximos anos. Como conseqüência, a política de geração de empregos terá que se voltar para os brasileiros acima dos 45 anos, que, em 2030, serão quase metade da população economicamente ativa.
Segundo a pesquisadora Ana Amélia Camarano, o país precisa começar a investir em programas de saúde ocupacional, para prolongar a vida útil dos trabalhadores:
- Também teremos que rever preconceitos como a aposentadoria compulsória aos 70 anos. Isso vai ter que mudar, porque o país passará a ter uma população superenvelhecida.
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Comentário:
A notícia abaixo pode ser importante para o planejamento estratégico das bibliotecas. Dentro de 22 anos a população brasileira tenderá a diminuir e ficará mais velha. Isto pode ter reflexos em todos os tipos de bibliotecas, no provimento de produtos e serviços informacionais e, obviamente, no perfil dos usuários de nossas bibliotecas.
Murilo Cunha
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Nova Biblioteca Central da PUCRS: 14 andares
0 Comentários quinta-feira, agosto 14, 2008
Publicado por Michelangelo Viana
Assunto: biblioteca universitária, Brasil
Está prestes a ser re-inaugurada a Biblioteca Central Irmão José Otão da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) na cidade de Porto Alegre, Brasil.Ampliada e totalmente reformada, ao completar 30 anos de existência em novembro de 2008, a Biblioteca passará a contar com 14 pavimentos (todos eles somente para a Biblioteca!), em uma área de 21 mil metros quadrados, com facilidade de acesso para pessoas com deficiência motora.
Veja imagens da Biblioteca e acompanhe o andamento das obras no seu website:
http://www.pucrs.br/biblioteca/ampliacao.htm
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Bibliotecária brasileira realizará mestrado na L'Enssib, França
0 Comentários quinta-feira, julho 24, 2008
Publicado por Michelangelo Viana
Assunto: bibliotecário, Brasil, formação
Sônia Mara Saldanha Bach, Bibliotecária brasileira da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Brasil, trabalhando atualmente na Biblioteca de Ciências da Saúde, Sede Botânico, apresentou um Projeto de Pesquisa relacionado ao estudo dos Recursos Informacionais Eletrônicos representados por Bases de Dados para candidatar-se ao mestrado na L'Enssib - Escola National Superior de Ciências da Informação e de Bibliotecas, situada em Villeurbanne, França.
Dentre os trinta projetos estrangeiros recebidos pela Universidade para o período 2008-2009, Sonia foi uma dentre as cinco que foram escolhidas, a primeira bibliotecária do Sul do Brasil a estudar nesta conceituada Escola.
Dentre os trinta projetos estrangeiros recebidos pela Universidade para o período 2008-2009, Sonia foi uma dentre as cinco que foram escolhidas, a primeira bibliotecária do Sul do Brasil a estudar nesta conceituada Escola.
O Mestrado será em Ciências da Informação e de Bibliotecas, com início em setembro 2008.
Sobre a Escola Nacional Superior de Ciências da Informação e de Bibliotecas:
- A L'Enssib tem como missão formar conservadores e bibliotecários franceses e de todos os territórios nacionais que se interessam nos serviços pertinentes a organização de documentos, desenvolvimento de informações cientificas e técnicas, desenvolvimento de pesquisas de informação e técnicas, desenvovimento de pesquisa em Ciências da Informação, Biblioteconomia e História do Livro.
- É um grande estabelecimento de ensino superior, criado por decreto em 1992, tendo sucedido a l'ENSB (École Nationale Supérieure de Bibliothécaires), criada em Paris em 1963 e transferida para Villeurbanne em 1974.
- No início de 1999, fez uma fusão com o Instituto de Formação de Bibliotecários, o que fez com que este seja o único estabelecimento Nacional Frances na formação de profissionais de categoria A na área da Biblioteconomia.
- A L'enssib está subordinada ao Ministério de Ensino Superior e de Pesquisa da França. Sua diretora atual é Madame Anne-Marie Bertrand.
Para contatos e informações:
Enssib - Administration Centrale
17-21, boulevard du 11 Novembre 1918
69623 Villeurbanne Cedex
http://www.enssib.fr
enssib@enssib.fr
Téléphone 04 72 44 43 43
Télécopie 04 72 44 43 44
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Três em cada quatro brasileiros não freqüentam bibliotecas
0 Comentários segunda-feira, junho 02, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca pública, Brasil, hábito de leitura, Instituto Pró-Livro
Três em cada quatro brasileiros não freqüentam bibliotecas
Fonte: Agência Brasil Data: 1 de junho de 2008.
BRASÍLIA - A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, lançada na última semana pelo Instituto Pró-livro, mostrou que a biblioteca ainda é vista como um lugar desinteressante para a população. A maioria dos entrevistados - 67% - afirmou que sabe da existência de uma biblioteca pública em sua cidade, mas 73% declararam que não costumam usar o serviço. A estimativa indica que três a cada quatro brasileiros não vão a bibliotecas.
No lançamento da pesquisa, o ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, afirmou que as bibliotecas precisam deixar de ser “depósitos de livro”. Para a presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Nêmora Rodrigues , espaços defasados e com poucos recursos são uma das causas do desinteresse do brasileiro.
- Elas [bibliotecas] passam por uma série de dificuldades, falta acervo atualizado e equipamentos para se tornarem mais atrativas. Hoje, com a multimídia e todas as oportunidades de interação, o computador poderia ser um atrativo para a pessoa freqüentar a biblioteca e, a partir disso, ler também o livro em papel.
Jeferson Assunção, coordenador do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) do Ministério da Cultura, explica que a melhoria das bibliotecas já está previstasno programa Mais Cultura. A modernização de cerca de 400 bibliotecas deve ocorrer ainda em 2008.
- Isso será feito a partir de uma perspectiva da biblioteca como centro cultural. O livro é o principal elemento, mas estará articulado com outros suportes de leitura.
A pesquisa mostra ainda que 8% dos brasileiros, cerca de 15 milhões de pessoas, não têm nenhum livro em casa. Para Assunção, o dado reforça a importância do fortalecimento das bibliotecas públicas para garantir o acesso à leitura.
De acordo com o Ministério da Cultura, 90% dos municípios contam com pelo menos uma biblioteca pública, mas, segundo Nêmora, esse número não expressa a realidade.
- Dizer que existe uma sala, um local em que se colocam livros ali dentro não significa dizer que é uma biblioteca. A biblioteca é um organismo dinâmico, ela não vive de um amontoado de livros.
Nêmora critica ainda o fato de que muitas bibliotecas escolares não contam com profissionais adequados.
- Muitas vezes, os locais são administrados por professores em desvio de função e não bibliotecários - afirma.
Para cativar aqueles que não vão à biblioteca, a Secretaria de Cultura do Distrito Federal desenvolve o projeto Mala do Livro. Uma caixa de madeira com acervo variado é deixada em pontos de grande circulação.
O público leva o livro para casa e devolve quando quiser. Não precisa de cadastro ou termo de compromisso, basta preencher uma ficha com o próprio nome e o título da obra que vai levar. Na última sexta-feira (30), uma mala foi deixada na estação do metrô de Taguatinga.
- Biblioteca é lugar de livro, metrô não. Essa é a diferença, é uma antítese que chama a atenção de pessoas que têm o hábito de ler e outras que estão pegando um livro pela primeira vez - conta Israel Ângelo, agente do projeto.
Em duas horas, dez exemplares foram emprestados, entre eles Hamlet, de Shakespeare, escolhido por Luan de Santos, de 12 anos, que pegava o metrô para voltar para casa depois da escola.
Fonte: Agência Brasil Data: 1 de junho de 2008.
BRASÍLIA - A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, lançada na última semana pelo Instituto Pró-livro, mostrou que a biblioteca ainda é vista como um lugar desinteressante para a população. A maioria dos entrevistados - 67% - afirmou que sabe da existência de uma biblioteca pública em sua cidade, mas 73% declararam que não costumam usar o serviço. A estimativa indica que três a cada quatro brasileiros não vão a bibliotecas.
No lançamento da pesquisa, o ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, afirmou que as bibliotecas precisam deixar de ser “depósitos de livro”. Para a presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Nêmora Rodrigues , espaços defasados e com poucos recursos são uma das causas do desinteresse do brasileiro.
- Elas [bibliotecas] passam por uma série de dificuldades, falta acervo atualizado e equipamentos para se tornarem mais atrativas. Hoje, com a multimídia e todas as oportunidades de interação, o computador poderia ser um atrativo para a pessoa freqüentar a biblioteca e, a partir disso, ler também o livro em papel.
Jeferson Assunção, coordenador do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) do Ministério da Cultura, explica que a melhoria das bibliotecas já está previstasno programa Mais Cultura. A modernização de cerca de 400 bibliotecas deve ocorrer ainda em 2008.
- Isso será feito a partir de uma perspectiva da biblioteca como centro cultural. O livro é o principal elemento, mas estará articulado com outros suportes de leitura.
A pesquisa mostra ainda que 8% dos brasileiros, cerca de 15 milhões de pessoas, não têm nenhum livro em casa. Para Assunção, o dado reforça a importância do fortalecimento das bibliotecas públicas para garantir o acesso à leitura.
De acordo com o Ministério da Cultura, 90% dos municípios contam com pelo menos uma biblioteca pública, mas, segundo Nêmora, esse número não expressa a realidade.
- Dizer que existe uma sala, um local em que se colocam livros ali dentro não significa dizer que é uma biblioteca. A biblioteca é um organismo dinâmico, ela não vive de um amontoado de livros.
Nêmora critica ainda o fato de que muitas bibliotecas escolares não contam com profissionais adequados.
- Muitas vezes, os locais são administrados por professores em desvio de função e não bibliotecários - afirma.
Para cativar aqueles que não vão à biblioteca, a Secretaria de Cultura do Distrito Federal desenvolve o projeto Mala do Livro. Uma caixa de madeira com acervo variado é deixada em pontos de grande circulação.
O público leva o livro para casa e devolve quando quiser. Não precisa de cadastro ou termo de compromisso, basta preencher uma ficha com o próprio nome e o título da obra que vai levar. Na última sexta-feira (30), uma mala foi deixada na estação do metrô de Taguatinga.
- Biblioteca é lugar de livro, metrô não. Essa é a diferença, é uma antítese que chama a atenção de pessoas que têm o hábito de ler e outras que estão pegando um livro pela primeira vez - conta Israel Ângelo, agente do projeto.
Em duas horas, dez exemplares foram emprestados, entre eles Hamlet, de Shakespeare, escolhido por Luan de Santos, de 12 anos, que pegava o metrô para voltar para casa depois da escola.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
O Google e o Orkut no Brasil
0 Comentários quinta-feira, maio 08, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Brasil, censura, Internet, orkut, pedofilia, racismo
Dois pesos e duas medidas
06/05/2008
Autor: Vanderson Freizer
Fonte: Observatório da Imprensa
O Google, portal de internet conhecido do grande público, faz o jogo que mais lhe convém. Tudo em nome do crescimento tecnológico.
Quando se trata da ditadura de Pequim, o Google faz censura unicamente para agradar aos governantes chineses, bloqueando as páginas que não são "interessantes" para os cidadãos da China e que eles não têm necessidade de ver. Mas no Brasil prega a liberdade de expressão, escondendo em suas páginas do Orkut racistas e pedófilos.
O Ministério Público vem tentando combater a pornografia infantil, que cresce num ritmo acelerado nos álbuns fotográficos do Orkut, o site de relacionamento mais famoso e popular do Brasil. Mas o gigante Google detentor dos direitos do Orkut, não ajuda e a guerra entre as duas forças foi parar na justiça.
A CPI da pedofilia tenta quebrar a barreira imposta pelo Orkut para descobrir os pedófilos da rede de relacionamento, mas a empresa sempre alega o direito da liberdade de expressão.
Está na hora de passar a peneira não só no Orkut, mas também nas demais páginas de relacionamento da internet, separar o joio do trigo e dar nome aos pedófilos, racistas e preconceituosos que fazem campanhas contra negros, homossexuais e até Jesus Cristo – que muitos não crêem, mas tratando-se de um ser humano merece respeito como qualquer outro.
06/05/2008
Autor: Vanderson Freizer
Fonte: Observatório da Imprensa
O Google, portal de internet conhecido do grande público, faz o jogo que mais lhe convém. Tudo em nome do crescimento tecnológico.
Quando se trata da ditadura de Pequim, o Google faz censura unicamente para agradar aos governantes chineses, bloqueando as páginas que não são "interessantes" para os cidadãos da China e que eles não têm necessidade de ver. Mas no Brasil prega a liberdade de expressão, escondendo em suas páginas do Orkut racistas e pedófilos.
O Ministério Público vem tentando combater a pornografia infantil, que cresce num ritmo acelerado nos álbuns fotográficos do Orkut, o site de relacionamento mais famoso e popular do Brasil. Mas o gigante Google detentor dos direitos do Orkut, não ajuda e a guerra entre as duas forças foi parar na justiça.
A CPI da pedofilia tenta quebrar a barreira imposta pelo Orkut para descobrir os pedófilos da rede de relacionamento, mas a empresa sempre alega o direito da liberdade de expressão.
Está na hora de passar a peneira não só no Orkut, mas também nas demais páginas de relacionamento da internet, separar o joio do trigo e dar nome aos pedófilos, racistas e preconceituosos que fazem campanhas contra negros, homossexuais e até Jesus Cristo – que muitos não crêem, mas tratando-se de um ser humano merece respeito como qualquer outro.
9 milhões de brasileiros baixam conteúdo da internet
0 Comentários quinta-feira, maio 08, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Brasil, Internautas, Internet
9,4 mi de brasileiros baixam conteúdo pela internet, diz Ibope
Data: 05/05/2008
Guilherme Felitti IDG Now!
Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
São Paulo – Números de usuários que baixam filmes, vídeos e músicas online quase dobra em um ano, com ascensão de sites de compartilhamento.
O número de brasileiros que baixam músicas, filmes e seriados na internet em casa chegou a 9,4 milhões durante março, com alcance de 41,4% de todos os internautas residenciais no país, segundo dados do IBOPE//NetRating obtidos pelo IDG Now!.
A estatística mostra que, em um ano, o contingente de brasileiros que baixam conteúdo da internet quase dobrou, saltando de 5 milhões de internautas em março de 2007 para os atuais 9,4 milhões.
Entre serviços de P2P e sites de compartilhamento de arquivos, o eMule é o meio mais popular para brasileiros baixarem conteúdo, com participação de 17,2%. Em segunda lugar, aparece o RapidShare, usado por 12,3% dos internautas brasileiros.
Os números do IBOPE//NetRatings refletem o número de usuários únicos que, em conexões domésticas, usam redes P2P ou serviços de compartilhamento de arquivos para baixar conteúdo multimídia - os dados não contemplam a quantidade de músicas, filmes ou séries baixados sem pagamento de direitos autorais.
No dado mais recente de músicas baixadas por redes P2P no Brasil, a Associação brasileira de Produtores de Discos (ABPD) apontava que 1,1 bilhão de canções digitais foram baixadas no primeiro semestre de 2006. No ano seguinte, a IFPI estimou que 1,8 bilhão de músicas, sejam elas legais ou não, foram baixadas no Brasil.
"Entre os homens de 12 a 17 anos, começa a crescer o uso de compartilhadores de arquivos, como o RapidShare. Ainda é um uso menos diversificado que o dos jovens de 18 a 24 anos, que utilizam essas redes de troca de maneira mais variada e sofisticada", explica José Calazans, analista do Ibope Inteligência.
Além do eMule, os brasileiros usam, em escala de popularidade, os softwares P2P LimeWire (líder isolado nos Estados Unidos), AresGalaxy, Shareza Gnutella, K-Lite Nitro ( que "só aparece nos dados do Brasil", segundo Calazans), Soulseek, BitComet e FrostWire.
A ascensão dos serviços de compartilhamento de arquivos, cujo setor vem ganhando participação de sites como 4Shared e EasyShare, além do próprio RapidShare, tem relação direta com o Orkut, a popular rede social do Google no Brasil.
Segundo a consultoria, nada menos que 30% do tráfego do RapidShare se originou da rede social em março, com foco principalmente em comunidades que congregam discografias de artistas, altamente populares no Orkut.
Da mesma forma, os serviços Badongo e MediaFire tiveram 28% do tráfego originário do Orkut, assim como Megaupload (26%), ZShare (21%) e EasyShare (10%).
"Outros grandes geradores de tráfego para esses sites são os blogs que promovem o compartilhamento de arquivos principalmente de áudio e de vídeo, mas também de programas e games, e até arquivos em geral, como revistas, apostilas e livros em PDF", diz Calazans.
Pirataria x mercado legal
Os números, continua Calazans, refletem diretamente iniciativas para download legais - quanto mais lugares para comprar conteúdo o usuário tem, menos é o uso de redes P2P e serviços de compartilhamento
Calazans ilustra o problema usando como exemplo a iTunes Music Store, loja de filmes, séries e músicas da Apple que completou cinco anos no final de abril.
"Dos usuários ativos, o iTunes atinge 22% na Austrália, 17% no Reino Unido e 18% nos Estados Unidos. Países como o Brasil, em que a compra pelo iTunes ainda não funciona adequadamente, ele chega a 4% de alcance, deixando um espaço de mercado que é ocupado amplamente pelos downloads compartilhados", explica.
Em balanço divulgado pela ABPD sobre o mercado de música digital durante 2007, o faturamento do setor cresceu 185%m atingindo 24,2 milhões de reais.
Data: 05/05/2008
Guilherme Felitti IDG Now!
Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
São Paulo – Números de usuários que baixam filmes, vídeos e músicas online quase dobra em um ano, com ascensão de sites de compartilhamento.
O número de brasileiros que baixam músicas, filmes e seriados na internet em casa chegou a 9,4 milhões durante março, com alcance de 41,4% de todos os internautas residenciais no país, segundo dados do IBOPE//NetRating obtidos pelo IDG Now!.
A estatística mostra que, em um ano, o contingente de brasileiros que baixam conteúdo da internet quase dobrou, saltando de 5 milhões de internautas em março de 2007 para os atuais 9,4 milhões.
Entre serviços de P2P e sites de compartilhamento de arquivos, o eMule é o meio mais popular para brasileiros baixarem conteúdo, com participação de 17,2%. Em segunda lugar, aparece o RapidShare, usado por 12,3% dos internautas brasileiros.
Os números do IBOPE//NetRatings refletem o número de usuários únicos que, em conexões domésticas, usam redes P2P ou serviços de compartilhamento de arquivos para baixar conteúdo multimídia - os dados não contemplam a quantidade de músicas, filmes ou séries baixados sem pagamento de direitos autorais.
No dado mais recente de músicas baixadas por redes P2P no Brasil, a Associação brasileira de Produtores de Discos (ABPD) apontava que 1,1 bilhão de canções digitais foram baixadas no primeiro semestre de 2006. No ano seguinte, a IFPI estimou que 1,8 bilhão de músicas, sejam elas legais ou não, foram baixadas no Brasil.
"Entre os homens de 12 a 17 anos, começa a crescer o uso de compartilhadores de arquivos, como o RapidShare. Ainda é um uso menos diversificado que o dos jovens de 18 a 24 anos, que utilizam essas redes de troca de maneira mais variada e sofisticada", explica José Calazans, analista do Ibope Inteligência.
Além do eMule, os brasileiros usam, em escala de popularidade, os softwares P2P LimeWire (líder isolado nos Estados Unidos), AresGalaxy, Shareza Gnutella, K-Lite Nitro ( que "só aparece nos dados do Brasil", segundo Calazans), Soulseek, BitComet e FrostWire.
A ascensão dos serviços de compartilhamento de arquivos, cujo setor vem ganhando participação de sites como 4Shared e EasyShare, além do próprio RapidShare, tem relação direta com o Orkut, a popular rede social do Google no Brasil.
Segundo a consultoria, nada menos que 30% do tráfego do RapidShare se originou da rede social em março, com foco principalmente em comunidades que congregam discografias de artistas, altamente populares no Orkut.
Da mesma forma, os serviços Badongo e MediaFire tiveram 28% do tráfego originário do Orkut, assim como Megaupload (26%), ZShare (21%) e EasyShare (10%).
"Outros grandes geradores de tráfego para esses sites são os blogs que promovem o compartilhamento de arquivos principalmente de áudio e de vídeo, mas também de programas e games, e até arquivos em geral, como revistas, apostilas e livros em PDF", diz Calazans.
Pirataria x mercado legal
Os números, continua Calazans, refletem diretamente iniciativas para download legais - quanto mais lugares para comprar conteúdo o usuário tem, menos é o uso de redes P2P e serviços de compartilhamento
Calazans ilustra o problema usando como exemplo a iTunes Music Store, loja de filmes, séries e músicas da Apple que completou cinco anos no final de abril.
"Dos usuários ativos, o iTunes atinge 22% na Austrália, 17% no Reino Unido e 18% nos Estados Unidos. Países como o Brasil, em que a compra pelo iTunes ainda não funciona adequadamente, ele chega a 4% de alcance, deixando um espaço de mercado que é ocupado amplamente pelos downloads compartilhados", explica.
Em balanço divulgado pela ABPD sobre o mercado de música digital durante 2007, o faturamento do setor cresceu 185%m atingindo 24,2 milhões de reais.
domingo, 20 de abril de 2008
Base de dados sobre Ciência da Informação
0 Comentários domingo, abril 20, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: bibliografia, Brasil, Ciência da Informação
A Base de Dados Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI) é o produto de informação do projeto de pesquisa "Opções metodológicas em pesquisa: a contribuição da área da informação para a produção de saberes no ensino superior", cujo objetivo é subsidiar estudos e propostas na área de Ciência da Informação, fundamentando-se em atividades planejadas institucionalmente. Com esse propósito, foram identificados os títulos de periódicos da área deCiência da Informação (CI) e indexados seus artigos, constituindo-se a base dedados referenciais. Atualmente disponibiliza referências e resumos de 4690textos publicados em 27 periódicos nacionais impressos e eletrônicos da área de CI.A construção da BRAPCI está contribuindo para estudos analíticos e descritivossobre a produção editorial de uma área em desenvolvimento, ao subsidiar com uma ferramenta dinâmica os alunos, professores e pesquisadores da área.A BRAPCI amplia o espaço documentário permitido ao pesquisador, facilita a visão de conjunto da produção na área, ao mesmo tempo, que revela especificidades do domínio científico. Os saberes e as pesquisas publicados e organizados para fácil recuperação clarificam as posições teóricas dos pesquisadores.Para pesquisar acesse: http://www.brapci.ufpr.br/index.php
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Ranking mundial de internet: Portugal: 28; Brasil: 59
0 Comentários sexta-feira, abril 11, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Brasil, Internet, Portugal
Acaba de sair o documento “The Global Information Technology Report 2007-2008”, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, com sede na Suíça. Esse estudo faz um panorama dos desempenhos de regiões e países no âmbito da tecnologia da informação, indicando pontuações para cada país analisado. São levados em considerações aspectos como infra-estrutura, leis ligadas à tecnologia e formas como os indivíduos, governos e empresas utilizam a tecnologia.
Portugal ocupa a 29ª posição e o Brasil a 59ª. O Brasil perdeu seis posições.
Esse levantamento é realizado pela INSEAD, uma universidade de negócios francesa, a pedido do Fórum Econômico Mundial sendo publicado anualmente desde 2001.
O texto pode ser consultado no URL: http://www.weforum.org/en/initiatives/gcp/Global%20Information%20Technology%20Report/index.htm
Abaixo a tabela com as posições dos 127 países analisados no relatório mais recente.
------------------------------------------------------------------
The Networked Readiness Index 2007–2008 rankings
2007–2008 rank Country/ Economy Score
1 Denmark 5.78
2 Sweden 5.72
3 Switzerland 5.53
4 United States 5.49
5 Singapore 5.49
6 Finland 5.47
7 Netherlands 5.44
8 Iceland 5.44
9 Korea, Rep. 5.43
10 Norway 5.38
11 Hong Kong SAR 5.31
12 United Kingdom 5.30
13 Canada 5.30
14 Australia 5.28
15 Austria 5.22
16 Germany 5.19
17 Taiwan, China 5.18
18 Israel 5.18
19 Japan 5.14
20 Estonia 5.12
21 France 5.11
22 New Zealand 5.02
23 Ireland 5.02
24 Luxembourg 4.94
25 Belgium 4.92
26 Malaysia 4.82
27 Malta 4.61
28 Portugal 4.60
29 United Arab Emirates 4.55
30 Slovenia 4.47
31 Spain 4.47
32 Qatar 4.42
33 Lithuania 4.41
34 Chile 4.35
35 Tunisia 4.33
36 Czech Republic 4.33
37 Hungary 4.28
38 Barbados 4.26
39 Puerto Rico 4.25
40 Thailand 4.25
41 Cyprus 4.23
42 Italy 4.21
43 Slovak Republic 4.17
44 Latvia 4.14
45 Bahrain 4.13
46 Jamaica 4.09
47 Jordan 4.08
48 Saudi Arabia 4.07
49 Croatia 4.06
50 India 4.06
51 South Africa 4.05
52 Kuwait 4.01
53 Oman 3.97
54 Mauritius 3.96
55 Turkey 3.96
56 Greece 3.94
57 China 3.90
58 Mexico 3.90
59 Brazil 3.87
60 Costa Rica 3.87
61 Romania 3.86
62 Poland 3.81
63 Egypt 3.74
64 Panama 3.74
65 Uruguay 3.72
66 El Salvador 3.72
67 Azerbaijan 3.72
68 Bulgaria 3.71
69 Colombia 3.71
70 Ukraine 3.69
71 Kazakhstan 3.68
72 Russian Federation 3.68
73 Vietnam 3.67
74 Morocco 3.67
75 Dominican Republic 3.66
76 Indonesia 3.60
77 Argentina 3.59
78 Botswana 3.59
79 Sri Lanka 3.58
80 Guatemala 3.58
81 Philippines 3.56
82 Trinidad and Tobago 3.55
83 Macedonia, FYR 3.49
84 Peru 3.46
85 Senegal 3.46
86 Venezuela 3.44
87 Mongolia 3.43
88 Algeria 3.38
89 Pakistan 3.37
90 Honduras 3.35
91 Georgia 3.34
92 Kenya 3.34
93 Namibia 3.33
94 Nigeria 3.32
95 Bosnia and Herzegovina 3.22
96 Moldova 3.21
97 Mauritania 3.21
98 Tajikistan 3.18
99 Mali 3.17
100 Tanzania 3.17
101 Gambia, The 3.17
102 Guyana 3.16
103 Burkina Faso 3.12
104 Madagascar 3.12
105 Libya 3.10
106 Armenia 3.10
107 Ecuador 3.09
108 Albania 3.06
109 Uganda 3.06
110 Syria 3.06
111 Bolivia 3.05
112 Zambia 3.02
113 Benin 3.01
114 Kyrgyz Republic 2.99
115 Cambodia 2.96
116 Nicaragua 2.95
117 Suriname 2.91
118 Cameroon 2.89
119 Nepal 2.88
120 Paraguay 2.87
121 Mozambique 2.82
122 Lesotho 2.79
123 Ethiopia 2.77
124 Bangladesh 2.65
125 Zimbabwe 2.50
126 Burundi 2.46
127 Chad 2.40
Portugal ocupa a 29ª posição e o Brasil a 59ª. O Brasil perdeu seis posições.
Esse levantamento é realizado pela INSEAD, uma universidade de negócios francesa, a pedido do Fórum Econômico Mundial sendo publicado anualmente desde 2001.
O texto pode ser consultado no URL: http://www.weforum.org/en/initiatives/gcp/Global%20Information%20Technology%20Report/index.htm
Abaixo a tabela com as posições dos 127 países analisados no relatório mais recente.
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The Networked Readiness Index 2007–2008 rankings
2007–2008 rank Country/ Economy Score
1 Denmark 5.78
2 Sweden 5.72
3 Switzerland 5.53
4 United States 5.49
5 Singapore 5.49
6 Finland 5.47
7 Netherlands 5.44
8 Iceland 5.44
9 Korea, Rep. 5.43
10 Norway 5.38
11 Hong Kong SAR 5.31
12 United Kingdom 5.30
13 Canada 5.30
14 Australia 5.28
15 Austria 5.22
16 Germany 5.19
17 Taiwan, China 5.18
18 Israel 5.18
19 Japan 5.14
20 Estonia 5.12
21 France 5.11
22 New Zealand 5.02
23 Ireland 5.02
24 Luxembourg 4.94
25 Belgium 4.92
26 Malaysia 4.82
27 Malta 4.61
28 Portugal 4.60
29 United Arab Emirates 4.55
30 Slovenia 4.47
31 Spain 4.47
32 Qatar 4.42
33 Lithuania 4.41
34 Chile 4.35
35 Tunisia 4.33
36 Czech Republic 4.33
37 Hungary 4.28
38 Barbados 4.26
39 Puerto Rico 4.25
40 Thailand 4.25
41 Cyprus 4.23
42 Italy 4.21
43 Slovak Republic 4.17
44 Latvia 4.14
45 Bahrain 4.13
46 Jamaica 4.09
47 Jordan 4.08
48 Saudi Arabia 4.07
49 Croatia 4.06
50 India 4.06
51 South Africa 4.05
52 Kuwait 4.01
53 Oman 3.97
54 Mauritius 3.96
55 Turkey 3.96
56 Greece 3.94
57 China 3.90
58 Mexico 3.90
59 Brazil 3.87
60 Costa Rica 3.87
61 Romania 3.86
62 Poland 3.81
63 Egypt 3.74
64 Panama 3.74
65 Uruguay 3.72
66 El Salvador 3.72
67 Azerbaijan 3.72
68 Bulgaria 3.71
69 Colombia 3.71
70 Ukraine 3.69
71 Kazakhstan 3.68
72 Russian Federation 3.68
73 Vietnam 3.67
74 Morocco 3.67
75 Dominican Republic 3.66
76 Indonesia 3.60
77 Argentina 3.59
78 Botswana 3.59
79 Sri Lanka 3.58
80 Guatemala 3.58
81 Philippines 3.56
82 Trinidad and Tobago 3.55
83 Macedonia, FYR 3.49
84 Peru 3.46
85 Senegal 3.46
86 Venezuela 3.44
87 Mongolia 3.43
88 Algeria 3.38
89 Pakistan 3.37
90 Honduras 3.35
91 Georgia 3.34
92 Kenya 3.34
93 Namibia 3.33
94 Nigeria 3.32
95 Bosnia and Herzegovina 3.22
96 Moldova 3.21
97 Mauritania 3.21
98 Tajikistan 3.18
99 Mali 3.17
100 Tanzania 3.17
101 Gambia, The 3.17
102 Guyana 3.16
103 Burkina Faso 3.12
104 Madagascar 3.12
105 Libya 3.10
106 Armenia 3.10
107 Ecuador 3.09
108 Albania 3.06
109 Uganda 3.06
110 Syria 3.06
111 Bolivia 3.05
112 Zambia 3.02
113 Benin 3.01
114 Kyrgyz Republic 2.99
115 Cambodia 2.96
116 Nicaragua 2.95
117 Suriname 2.91
118 Cameroon 2.89
119 Nepal 2.88
120 Paraguay 2.87
121 Mozambique 2.82
122 Lesotho 2.79
123 Ethiopia 2.77
124 Bangladesh 2.65
125 Zimbabwe 2.50
126 Burundi 2.46
127 Chad 2.40
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Inclusão digital no Brasil
0 Comentários quarta-feira, abril 02, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Brasil, Inclusão Digital
Estudo vê maior inclusão digital no Brasil
Fonte: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/032008/31032008-1.shl
Data: 31 de março de 2008
BRASÍLIA - Apesar do que chamou de “lentidão”, o secretário de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Digital do Ministério da Ciência e Tecnologia, Joe Valle, disse que o país tem razões para comemorar o Dia Nacional de Inclusão Digital, festejado no sábado 29.
Segundo o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), até o ano passado quase metade (47%) da população brasileira jamais havia utilizado um computador. Em 2006, outra pesquisa do órgão indicava que 54% dos brasileiros estavam na mesma situação.
Embora os dados de 2007 indiquem que 59% da população nunca tinham acessado a rede mundial de computadores e que apenas 24% dos domicílios possuíam computadores, o Cetic considerou que houve um forte aumento na posse e no uso das tecnologias da informação e comunicação, já que em 2006 esses índices eram de 67% e 20%, respectivamente.
Valle aponta que várias instituições e ministérios trabalham para democratizar o acesso ao universo digital e que é preciso considerar as particularidades nacionais. “Mesmo com todo o esforço do governo na questão da inclusão digital, há um aumento pequeno. Agora, é preciso considerar o tamanho do país, as necessidades básicas que vêm sendo atendidas. Com as pessoas podendo se alimentar e com o aumento do poder de compras, a próxima etapa é que elas se insiram na sociedade da informação”, disse o secretário à Agência Brasil
O secretário argumentou que devido ao tamanho do território brasileiro e à diversidade cultural, os projetos governamentais têm de adquirir “uma musculatura” que exige tempo e um trabalho coordenado: “O esforço pela inclusão digital tem de ser muito grande e, logicamente, precisava de uma coordenação, hoje a cargo do assessor especial da Presidência da República, César Alvarez. Somente assim poderemos enxergar os horizontes ainda não alcançados."
Segundo Valle, o Ministério da Ciência e Tecnologia investirá, até 2010, cerca de R$ 50 milhões na criação de 2 mil telecentros, de centros vocacionais tecnológicos, além de ajudar o Ministério da Educação a informatizar escolas públicas. “Não basta colocarmos as máquinas. Há um complemento, como o conteúdo que será colocado nessas máquinas. E também a questão da conectividade, que é fundamental para conseguirmos a efetividade do processo de inclusão digital”, disse.
O esforço maior, acrescentou, é garantir a sustentabilidade dos telecentros. “Um dos grandes gargalos, hoje, é como os telecentros podem continuar funcionando após o término do convênio com a instituição pública. Dos cerca de 14 mil telecentros implementados já há os que funcionam plenamente, de forma sustentável. Caberá à coordenação do processo pegar estes casos de sucesso para que eles sejam replicados em vários outros lugares”.
Valle comparou o acesso ao conhecimento das tecnologias digitais à alfabetização: “Trata-se de ter como crescer, como se desenvolver, de ter renda e ter o conhecimento necessário para melhorar a qualidade de vida. Se a pessoa não tem acesso à internet, aos computadores, estará cada vez mais fora do mercado de trabalho. A questão digital é fundamental para o dia-a-dia das pessoas, pois dependemos dos computadores para quase tudo.”
Comentário:
A inclusão digital no Brasil ainda tem um longo caminho a ser percorrido. Segundo o recente documento divulgado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia [URL: http://www.nic.br/imprensa/coletivas/2008/tic-domicilios2007.pdf ], “59% da população nunca tinham acessado a rede mundial de computadores e que apenas 24% dos domicílios possuíam computadores”. Esses dados estatísticos mostram que os três níveis governamentais, as organizações privadas e as do terceiro setor precisam redobrar os seus esforços para ampliar o acesso à informação digital por parte da nossa população.
Murilo Cunha
Fonte: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/032008/31032008-1.shl
Data: 31 de março de 2008
BRASÍLIA - Apesar do que chamou de “lentidão”, o secretário de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Digital do Ministério da Ciência e Tecnologia, Joe Valle, disse que o país tem razões para comemorar o Dia Nacional de Inclusão Digital, festejado no sábado 29.
Segundo o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), até o ano passado quase metade (47%) da população brasileira jamais havia utilizado um computador. Em 2006, outra pesquisa do órgão indicava que 54% dos brasileiros estavam na mesma situação.
Embora os dados de 2007 indiquem que 59% da população nunca tinham acessado a rede mundial de computadores e que apenas 24% dos domicílios possuíam computadores, o Cetic considerou que houve um forte aumento na posse e no uso das tecnologias da informação e comunicação, já que em 2006 esses índices eram de 67% e 20%, respectivamente.
Valle aponta que várias instituições e ministérios trabalham para democratizar o acesso ao universo digital e que é preciso considerar as particularidades nacionais. “Mesmo com todo o esforço do governo na questão da inclusão digital, há um aumento pequeno. Agora, é preciso considerar o tamanho do país, as necessidades básicas que vêm sendo atendidas. Com as pessoas podendo se alimentar e com o aumento do poder de compras, a próxima etapa é que elas se insiram na sociedade da informação”, disse o secretário à Agência Brasil
O secretário argumentou que devido ao tamanho do território brasileiro e à diversidade cultural, os projetos governamentais têm de adquirir “uma musculatura” que exige tempo e um trabalho coordenado: “O esforço pela inclusão digital tem de ser muito grande e, logicamente, precisava de uma coordenação, hoje a cargo do assessor especial da Presidência da República, César Alvarez. Somente assim poderemos enxergar os horizontes ainda não alcançados."
Segundo Valle, o Ministério da Ciência e Tecnologia investirá, até 2010, cerca de R$ 50 milhões na criação de 2 mil telecentros, de centros vocacionais tecnológicos, além de ajudar o Ministério da Educação a informatizar escolas públicas. “Não basta colocarmos as máquinas. Há um complemento, como o conteúdo que será colocado nessas máquinas. E também a questão da conectividade, que é fundamental para conseguirmos a efetividade do processo de inclusão digital”, disse.
O esforço maior, acrescentou, é garantir a sustentabilidade dos telecentros. “Um dos grandes gargalos, hoje, é como os telecentros podem continuar funcionando após o término do convênio com a instituição pública. Dos cerca de 14 mil telecentros implementados já há os que funcionam plenamente, de forma sustentável. Caberá à coordenação do processo pegar estes casos de sucesso para que eles sejam replicados em vários outros lugares”.
Valle comparou o acesso ao conhecimento das tecnologias digitais à alfabetização: “Trata-se de ter como crescer, como se desenvolver, de ter renda e ter o conhecimento necessário para melhorar a qualidade de vida. Se a pessoa não tem acesso à internet, aos computadores, estará cada vez mais fora do mercado de trabalho. A questão digital é fundamental para o dia-a-dia das pessoas, pois dependemos dos computadores para quase tudo.”
Comentário:
A inclusão digital no Brasil ainda tem um longo caminho a ser percorrido. Segundo o recente documento divulgado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia [URL: http://www.nic.br/imprensa/coletivas/2008/tic-domicilios2007.pdf ], “59% da população nunca tinham acessado a rede mundial de computadores e que apenas 24% dos domicílios possuíam computadores”. Esses dados estatísticos mostram que os três níveis governamentais, as organizações privadas e as do terceiro setor precisam redobrar os seus esforços para ampliar o acesso à informação digital por parte da nossa população.
Murilo Cunha
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Desigualdade digital no Brasil
0 Comentários quarta-feira, janeiro 02, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Brasil, fosso digital, Internet
Estudo revela desigualdade digital no Brasil
Fonte: Projeto Brasil. Data: 28/12/2007.
Autor: Juliana Saporito.
Fonte: Projeto Brasil. Data: 28/12/2007.
Autor: Juliana Saporito.
Os centros de acesso gratuito à internet não atendem a maioria da população
Enquanto as novas tecnologias dominam o mercado da telefonia, radiodifusão e informática, o Brasil ainda mantém índices totalmente discrepantes quando o assunto é o acesso digital da população. A falta de infra-estrutura e de projetos que possam atender, na prática, as populações das comunidades mais remotas, por exemplo, são os principais pontos de entrave para a ampliação da redes. O tema serviu de base para o trabalho da RITLA – Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana – que mapeou as desigualdades as desigualdades digitais no País. Embora o crescimento do acesso ao computador e à Internet nos domicílios brasileiros tenha sido de 62,9% entre 2001 e 2005, os índices ainda são inferiores ao de países da América Latina, como Chile, Costa Rica, Uruguai e Argentina. O Brasil, que já é considerado um celeiro de talentos em pesquisa e desenvolvimento, e que abriga muitas das maiores empresas produtoras de tecnologia, é somente o 76ª colocado entre os 193 países do mundo pesquisadospela União Internacional de Telecomunicação (UIT), no que se refere ao acesso digital. A falta de democratização de acesso pode ser uma das razões. Números demonstram que nos grupos de menor renda, o acesso à internet via centros gratuitos é de 0,6%, enquanto na faixa de renda mais elevada esse índice ultrapassa 4%. Entre os estudantes do ensino fundamental, só 2,5% dos mais pobres usaram computador na escola. Esse índice sobe para 37,3% no grupo de alunos de maior nível de renda.
Enquanto as novas tecnologias dominam o mercado da telefonia, radiodifusão e informática, o Brasil ainda mantém índices totalmente discrepantes quando o assunto é o acesso digital da população. A falta de infra-estrutura e de projetos que possam atender, na prática, as populações das comunidades mais remotas, por exemplo, são os principais pontos de entrave para a ampliação da redes. O tema serviu de base para o trabalho da RITLA – Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana – que mapeou as desigualdades as desigualdades digitais no País. Embora o crescimento do acesso ao computador e à Internet nos domicílios brasileiros tenha sido de 62,9% entre 2001 e 2005, os índices ainda são inferiores ao de países da América Latina, como Chile, Costa Rica, Uruguai e Argentina. O Brasil, que já é considerado um celeiro de talentos em pesquisa e desenvolvimento, e que abriga muitas das maiores empresas produtoras de tecnologia, é somente o 76ª colocado entre os 193 países do mundo pesquisadospela União Internacional de Telecomunicação (UIT), no que se refere ao acesso digital. A falta de democratização de acesso pode ser uma das razões. Números demonstram que nos grupos de menor renda, o acesso à internet via centros gratuitos é de 0,6%, enquanto na faixa de renda mais elevada esse índice ultrapassa 4%. Entre os estudantes do ensino fundamental, só 2,5% dos mais pobres usaram computador na escola. Esse índice sobe para 37,3% no grupo de alunos de maior nível de renda.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Internet é mais cara em países pobres que em ricos
0 Comentários quinta-feira, novembro 29, 2007
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Brasil, Inclusão Digital, Internet
Fonte: Zero Hora, Porto Alegre.
Data: 28/11/2007
Data: 28/11/2007
Especialista afirma que poder de negociação com EUA influi no valor
Um cidadão de Manaus paga cerca de 1.600% a mais pelo uso da internet do que um morador da Europa ou dos Estados Unidos. Tal distorção é causada, entre outros fatores, pela hegemonia dos americanos na administração dos domínios (propriedade dos endereços dos sites). Essa foi a conclusão desta terça-feira de painel da 6ª Oficina para a Inclusão Digital, que ocorre em Salvador até o próximo dia 29. Segundo Carlos Seabra, diretor de Tecnologia e Projetos do Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos (Ipso), é necessário o engajamento da população para que o acesso à rede mundial seja democratizado.
— Quanto mais pobre o país, mais as pessoas pagam, e dentro do país também existem diferenças. A população que está sendo incluída digitalmente precisa entender o que se passa política e economicamente para termos uma cidadania participativa — afirmou.
Mediada por Seabra, a mesa contou com a presença de Carlos Afonso, representante da sociedade civil no Comitê Gestor da Internet Brasil, e de José Alexandre Bicalho, representante da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A proposta foi fazer um balanço sobre os resultados do Fórum de Governança da Internet (IGF), que aconteceu em novembro, no Rio de Janeiro.
— As pessoas devem ter mais consciência do que está por trás da inclusão digital. Temos de entrar nas discussões de governança de forma pesada. Se um país como Ruanda quer se conectar à internet, tem que pagar um dinheirão, ao passo que a Austrália, quando vai se conectar, paga muito menos, porque eles têm um poder de negociação maior com os Estados Unidos — declarou Seabra.
No debate, também foram apresentados indicadores do uso da internet no Brasil. Para Seabra, a internet pelo celular pode se converter em uma maneira de ampliar o acesso à rede mundial de computadores. A neutralidade na transmissão de dados também foi foco das discussões. Seabra diz que há provedores de acesso, no Brasil, que reconhecem quando o usuário está no site do concorrente e, por isso, torna a conexão mais lenta para aquela página.
Um cidadão de Manaus paga cerca de 1.600% a mais pelo uso da internet do que um morador da Europa ou dos Estados Unidos. Tal distorção é causada, entre outros fatores, pela hegemonia dos americanos na administração dos domínios (propriedade dos endereços dos sites). Essa foi a conclusão desta terça-feira de painel da 6ª Oficina para a Inclusão Digital, que ocorre em Salvador até o próximo dia 29. Segundo Carlos Seabra, diretor de Tecnologia e Projetos do Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos (Ipso), é necessário o engajamento da população para que o acesso à rede mundial seja democratizado.
— Quanto mais pobre o país, mais as pessoas pagam, e dentro do país também existem diferenças. A população que está sendo incluída digitalmente precisa entender o que se passa política e economicamente para termos uma cidadania participativa — afirmou.
Mediada por Seabra, a mesa contou com a presença de Carlos Afonso, representante da sociedade civil no Comitê Gestor da Internet Brasil, e de José Alexandre Bicalho, representante da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A proposta foi fazer um balanço sobre os resultados do Fórum de Governança da Internet (IGF), que aconteceu em novembro, no Rio de Janeiro.
— As pessoas devem ter mais consciência do que está por trás da inclusão digital. Temos de entrar nas discussões de governança de forma pesada. Se um país como Ruanda quer se conectar à internet, tem que pagar um dinheirão, ao passo que a Austrália, quando vai se conectar, paga muito menos, porque eles têm um poder de negociação maior com os Estados Unidos — declarou Seabra.
No debate, também foram apresentados indicadores do uso da internet no Brasil. Para Seabra, a internet pelo celular pode se converter em uma maneira de ampliar o acesso à rede mundial de computadores. A neutralidade na transmissão de dados também foi foco das discussões. Seabra diz que há provedores de acesso, no Brasil, que reconhecem quando o usuário está no site do concorrente e, por isso, torna a conexão mais lenta para aquela página.
Comentário:
O alto custo do acesso à internet nos países pobre é um dos fatores que dificultam a ampliação do percentual de acesso por parte da população. Acrescenta-se também o fato de que os conteúdos informacionais nas línguas faladas nesses países também atingem percentuais minoritários. Essa situação precisa ser alterada no sentido de incrementar o nível de inclusão digital por parte dessas populações carentes.
Murilo Cunha
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Memória do Mundo da Unesco tem arquivos brasileiros
0 Comentários quarta-feira, novembro 07, 2007
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: arquivo, Brasil, Memória do Mundo - Unesco
O Arquivo de Oswaldo Cruz, que traz o registro da atividade científica do cientista na área da saúde pública, é um dos dez acervos documentais brasileiros que farão parte do Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
A lista com os arquivos contemplados foi divulgada pelo Ministério da Cultura (MinC) na edição de segunda-feira (5/11) do Diário Oficial da União.
O programa tem o objetivo de assegurar a preservação de documentos e conjuntos documentais de importância mundial, de natureza arquivística ou bibliográfica, por meio de seu registro na lista do patrimônio documental da humanidade, além de democratizar o acesso a esses documentos. Também integram a lista os seguintes arquivos: Arquivo Machado de Assis; Fundo Novacap; Políticas no Estado do Rio de Janeiro; Arquivo Guimarães Rosa; Autos da Devassa – a Inconfidência em Minas, Levante de Tiradentes; Arquivo Getúlio Vargas; Filme Limite; Vereanças do Senado da Câmara; e Arquivo do Comitê de Defesa dos Direitos Humanos para os Países do Cone Sul.
Fonte: Agência FAPESP, 7/11/2007
URL: http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=8002
URL da fonte original: www.in.gov.br
A lista com os arquivos contemplados foi divulgada pelo Ministério da Cultura (MinC) na edição de segunda-feira (5/11) do Diário Oficial da União.
O programa tem o objetivo de assegurar a preservação de documentos e conjuntos documentais de importância mundial, de natureza arquivística ou bibliográfica, por meio de seu registro na lista do patrimônio documental da humanidade, além de democratizar o acesso a esses documentos. Também integram a lista os seguintes arquivos: Arquivo Machado de Assis; Fundo Novacap; Políticas no Estado do Rio de Janeiro; Arquivo Guimarães Rosa; Autos da Devassa – a Inconfidência em Minas, Levante de Tiradentes; Arquivo Getúlio Vargas; Filme Limite; Vereanças do Senado da Câmara; e Arquivo do Comitê de Defesa dos Direitos Humanos para os Países do Cone Sul.
Fonte: Agência FAPESP, 7/11/2007
URL: http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=8002
URL da fonte original: www.in.gov.br
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Língua portuguesa ocupa o sétimo lugar na Internet
2 Comentários sexta-feira, outubro 19, 2007
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Brasil, filtragem na internet, lingua portuguesa
Os internautas que falam o inglês continuam sendo os mais numerosos na internet e representam aproximadamente um terço do 1.2 bilhão de internautas em todo o mundo. O chinês, que está em segundo lugar, cresce sem cessar: 15.7% dos internautas falam esse idioma; em seguida vem o espanhol, com 8.7% (102 milhões); japonês com 7.4% (86 milhões): francês (5%, 59 milhões), alemão (5%, 59 milhões), português (4%, 47 milhões), coreano (2.9%, 34 milhões), italiano (2.7%, 31 milhões) e o árabe (2.5%, 29 milhões).
Mais detalhes no URL: www.cibersur.com/modules.php?name=News&file=article&sid=9143&theme=superbanner&ref=20
Fonte: Cibersur.com /Agencias Data: 16/10/2007
Comentário:
A nossa língua portuguesa poderia estar mais bem colocada se no Brasil a internet tivesse maior penetração. Calcula-se que somente 10% da população brasileira (cerca de 18 milhões de pessoas) têm acesso a web. Assim, ainda existe um longo caminho a ser percorrido para reduzir o fosso digital ora existente no Brasil.
Murilo Cunha
Mais detalhes no URL: www.cibersur.com/modules.php?name=News&file=article&sid=9143&theme=superbanner&ref=20
Fonte: Cibersur.com /Agencias Data: 16/10/2007
Comentário:
A nossa língua portuguesa poderia estar mais bem colocada se no Brasil a internet tivesse maior penetração. Calcula-se que somente 10% da população brasileira (cerca de 18 milhões de pessoas) têm acesso a web. Assim, ainda existe um longo caminho a ser percorrido para reduzir o fosso digital ora existente no Brasil.
Murilo Cunha
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
jus.br novo domínio na internet brasileira
1 Comentários sexta-feira, setembro 21, 2007
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Brasil, domínio web, Internet, justiça, Poder Judiciário
Internet do Judiciário passará de ".gov" para ".jus"
Fonte: www.migalhas.com.br
Data: 20 de setembro de 2007.
De acordo com a Resolução nº. 41 (v. abaixo), publicada no dia 14 de setembro, caberá ao Conselho gerir a implementação do modelo de gestão e o estabelecimento das diretrizes e normas voltadas para a integração e unificação dos sítios eletrônicos. Outra prerrogativa do CNJ será a de acompanhar, analisar e controlar a concessão dos domínios às instituições do Judiciário.
Em 30 dias, a Secretaria-Geral do CNJ estabelecerá as normas que orientarão a implementação da iniciativa, a estrutura da padronização e o gerenciamento do sistema, bem como a lista unificada dos endereços eletrônicos do Poder Judiciário. A partir do dia 11 de outubro, será iniciada a migração das páginas com extensão "gov.br" para o domínio "jus.br". Os sítios oficiais continuam a ser acessados pelo mesmo nome, mas quem digitar o novo endereço será remetido ao endereço antigo.
Os serviços de registro e publicação dos domínios 'jus.br' ficarão a cargo do Comitê Gestor da Internet no Brasil, por meio do Núcleo de Informação e Coordenação do ponto BR. Caberá ao CNJ o monitoramento e autorização dos endereços.
Mais que alterar os nomes oficiais associados à Justiça, a medida trará principalmente segurança para os ambientes eletrônicos da Justiça. O assessor institucional do CNJ, Pedro Paulo Lemos Machado, avalia que a iniciativa configura um grande ganho para o Judiciário, especialmente quanto à confiabilidade das informações nos portais.
Lemos explica que o CNJ obteve junto ao Comitê Gestor de Internet no Brasil a obrigatoriedade de agregar o sistema DNSSEC junto ao domínio "jus.br". Trata-se de um padrão internacional que amplia a tecnologia DNS e de um sistema de resolução de nomes mais seguro, reduzindo o risco de manipulação de dados e roubo de informações de terceiros. "Esse sistema coibirá os recorrentes ataques de hackers às páginas oficiais, invasões que trazem insegurança e abalam a confiabilidade dos serviços, como já aconteceu nos portais do TSE e STJ", ressalta. O mecanismo utilizado é baseado na tecnologia de criptografia de chaves públicas.
Para o uso adequado da ferramenta DNSSEC e a correta implantação dos novos domínios, o CNJ assegurou junto ao Comitê Gestor da Internet no Brasil a realização de cursos voltados aos técnicos dos tribunais de justiça do país. Em data ainda a definir, os treinamentos serão geridos pelo Núcleo de Informação e Coordenação do ponto BR, com três vagas destinadas a cada tribunal.
Segundo Pedro Paulo, essa ação do CNJ retoma a Resolução nº 12 do CNJ, que criou o Banco de Soluções do Poder Judiciário, objetivando conferir mais celeridade à prestação jurisdicional, além de "auxiliar no processo de modernização da Justiça, a exemplo do Projudi, prerrogativa institucional do Conselho."
RESOLUÇÃO Nº 41, DE 11 DE SETEMBRO DE 2007.
Dispõe sobre a utilização do domínio primário ".jus.br" pelos órgãos do Poder Judiciário
A PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, no uso de suas atribuições previstas no art. 29 do Regimento Interno, tendo em vista o deliberado em Sessão Plenária de XX de agosto de 2007, e
CONSIDERANDO que a Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, conforme estabelecido no art. 37 da Constituição Federal, obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência;
CONSIDERANDO que compete ao Conselho Nacional de Justiça, nos termos do disposto no art. 103-B, parágrafo 4º, I, da Constituição Federal, zelar pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua competência, ou recomendar providências;
CONSIDERANDO que a Resolução nº 12, de 14 de fevereiro de 2006, do Conselho Nacional de Justiça, criou o Banco de Soluções do Poder Judiciário, com o objetivo de propiciar celeridade à prestação jurisdicional e, especificamente, definir os padrões de interoperabilidade a serem utilizados no Poder Judiciário quanto à padronização de seus identificadores;
CONSIDERANDO a aprovação da criação do domínio primário ".jus.br" no âmbito da Internet do Brasil, pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.BR;
R E S O L V E:
Art. 1º Os endereços dos sítios eletrônicos dos órgãos do Poder Judiciário brasileiro deverão ser redirecionados para o domínio primário ".jus.br".
Art. 2º Ao Conselho Nacional de Justiça é devida a tutela do domínio ".jus.br", cabendo-lhe:
I - a implementação do modelo de gestão a ser seguido pelos órgãos do Poder Judiciário;
II - o estabelecimento e a disseminação das diretrizes e normas voltadas para a integração e padronização dos sítios eletrônicos - URL's (Uniform Resource Locator), domínios primários e domínios secundários;
III - a análise, o controle e o acompanhamento da concessão de domínios primários e secundários aos órgãos do Poder Judiciário;
Art. 3º Ao Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI-BR, por intermédio do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR - NIC-BR, caberá a operação do serviço de registro e de publicação de domínios ".jus.br".
Art. 4º Cada órgão da estrutura do Poder Judiciário será responsável pelo cumprimento das normas e dos padrões definidos pelo Conselho Nacional de Justiça.
Art. 5º A Secretaria-Geral do Conselho Nacional de Justiça publicará no prazo de até 30 (trinta) dias, a contar da edição desta Resolução, norma que regerá a implementação das diretrizes de que trata o art. 2º, II, e tabela padronizada dos endereços eletrônicos das unidades do Poder Judiciário.
Art. 6° Esta resolução entrará em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.
Ministra Ellen Gracie
======
Comentário:
A idéia do domínio na internet era para facilitar o entendimento por parte do internauta sobre o possível conteúdo do sítio. Infelizmente, nos primórdios da internet foram utilizados poucos domínios -- sendo preponderantes os .com , .gov e depois .edu. Agora, com o domínio .jus será facilitada a identificação do sítio e do seu conteúdo. É, de fato, um grande avanço.
Murilo Cunha
Fonte: www.migalhas.com.br
Data: 20 de setembro de 2007.
De acordo com a Resolução nº. 41 (v. abaixo), publicada no dia 14 de setembro, caberá ao Conselho gerir a implementação do modelo de gestão e o estabelecimento das diretrizes e normas voltadas para a integração e unificação dos sítios eletrônicos. Outra prerrogativa do CNJ será a de acompanhar, analisar e controlar a concessão dos domínios às instituições do Judiciário.
Em 30 dias, a Secretaria-Geral do CNJ estabelecerá as normas que orientarão a implementação da iniciativa, a estrutura da padronização e o gerenciamento do sistema, bem como a lista unificada dos endereços eletrônicos do Poder Judiciário. A partir do dia 11 de outubro, será iniciada a migração das páginas com extensão "gov.br" para o domínio "jus.br". Os sítios oficiais continuam a ser acessados pelo mesmo nome, mas quem digitar o novo endereço será remetido ao endereço antigo.
Os serviços de registro e publicação dos domínios 'jus.br' ficarão a cargo do Comitê Gestor da Internet no Brasil, por meio do Núcleo de Informação e Coordenação do ponto BR. Caberá ao CNJ o monitoramento e autorização dos endereços.
Mais que alterar os nomes oficiais associados à Justiça, a medida trará principalmente segurança para os ambientes eletrônicos da Justiça. O assessor institucional do CNJ, Pedro Paulo Lemos Machado, avalia que a iniciativa configura um grande ganho para o Judiciário, especialmente quanto à confiabilidade das informações nos portais.
Lemos explica que o CNJ obteve junto ao Comitê Gestor de Internet no Brasil a obrigatoriedade de agregar o sistema DNSSEC junto ao domínio "jus.br". Trata-se de um padrão internacional que amplia a tecnologia DNS e de um sistema de resolução de nomes mais seguro, reduzindo o risco de manipulação de dados e roubo de informações de terceiros. "Esse sistema coibirá os recorrentes ataques de hackers às páginas oficiais, invasões que trazem insegurança e abalam a confiabilidade dos serviços, como já aconteceu nos portais do TSE e STJ", ressalta. O mecanismo utilizado é baseado na tecnologia de criptografia de chaves públicas.
Para o uso adequado da ferramenta DNSSEC e a correta implantação dos novos domínios, o CNJ assegurou junto ao Comitê Gestor da Internet no Brasil a realização de cursos voltados aos técnicos dos tribunais de justiça do país. Em data ainda a definir, os treinamentos serão geridos pelo Núcleo de Informação e Coordenação do ponto BR, com três vagas destinadas a cada tribunal.
Segundo Pedro Paulo, essa ação do CNJ retoma a Resolução nº 12 do CNJ, que criou o Banco de Soluções do Poder Judiciário, objetivando conferir mais celeridade à prestação jurisdicional, além de "auxiliar no processo de modernização da Justiça, a exemplo do Projudi, prerrogativa institucional do Conselho."
RESOLUÇÃO Nº 41, DE 11 DE SETEMBRO DE 2007.
Dispõe sobre a utilização do domínio primário ".jus.br" pelos órgãos do Poder Judiciário
A PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, no uso de suas atribuições previstas no art. 29 do Regimento Interno, tendo em vista o deliberado em Sessão Plenária de XX de agosto de 2007, e
CONSIDERANDO que a Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, conforme estabelecido no art. 37 da Constituição Federal, obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência;
CONSIDERANDO que compete ao Conselho Nacional de Justiça, nos termos do disposto no art. 103-B, parágrafo 4º, I, da Constituição Federal, zelar pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua competência, ou recomendar providências;
CONSIDERANDO que a Resolução nº 12, de 14 de fevereiro de 2006, do Conselho Nacional de Justiça, criou o Banco de Soluções do Poder Judiciário, com o objetivo de propiciar celeridade à prestação jurisdicional e, especificamente, definir os padrões de interoperabilidade a serem utilizados no Poder Judiciário quanto à padronização de seus identificadores;
CONSIDERANDO a aprovação da criação do domínio primário ".jus.br" no âmbito da Internet do Brasil, pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.BR;
R E S O L V E:
Art. 1º Os endereços dos sítios eletrônicos dos órgãos do Poder Judiciário brasileiro deverão ser redirecionados para o domínio primário ".jus.br".
Art. 2º Ao Conselho Nacional de Justiça é devida a tutela do domínio ".jus.br", cabendo-lhe:
I - a implementação do modelo de gestão a ser seguido pelos órgãos do Poder Judiciário;
II - o estabelecimento e a disseminação das diretrizes e normas voltadas para a integração e padronização dos sítios eletrônicos - URL's (Uniform Resource Locator), domínios primários e domínios secundários;
III - a análise, o controle e o acompanhamento da concessão de domínios primários e secundários aos órgãos do Poder Judiciário;
Art. 3º Ao Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI-BR, por intermédio do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR - NIC-BR, caberá a operação do serviço de registro e de publicação de domínios ".jus.br".
Art. 4º Cada órgão da estrutura do Poder Judiciário será responsável pelo cumprimento das normas e dos padrões definidos pelo Conselho Nacional de Justiça.
Art. 5º A Secretaria-Geral do Conselho Nacional de Justiça publicará no prazo de até 30 (trinta) dias, a contar da edição desta Resolução, norma que regerá a implementação das diretrizes de que trata o art. 2º, II, e tabela padronizada dos endereços eletrônicos das unidades do Poder Judiciário.
Art. 6° Esta resolução entrará em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.
Ministra Ellen Gracie
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Comentário:
A idéia do domínio na internet era para facilitar o entendimento por parte do internauta sobre o possível conteúdo do sítio. Infelizmente, nos primórdios da internet foram utilizados poucos domínios -- sendo preponderantes os .com , .gov e depois .edu. Agora, com o domínio .jus será facilitada a identificação do sítio e do seu conteúdo. É, de fato, um grande avanço.
Murilo Cunha
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Hábito de leitura dos jovens brasileiros
5 Comentários segunda-feira, setembro 17, 2007
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca escolar, Brasil, hábito de leitura
Crianças e adolescentes do século 21 estão antenados com as novidades, mas quase não lêem livros e bons textos
Fonte: Jornal de Brasília
Data: 17 de setembro de 2007.
As crianças e adolescentes do século 21 são antenados e ocupadíssimos. Eles freqüentam a escola, as aulas de inglês, espanhol e francês. Fazem uma atividade física, navegam na internet com desenvoltura impressionante e, é claro, encontram uma brechinha para estar com os amigos. No entanto, os estudantes quase não lêem livros e bons textos e todos os benefícios dessa prática vão ficando para trás.
Com esses hábitos, sabem decifrar perfeitamente letras e palavras, mas nem sempre têm habilidade de entender e interpretar questões de provas, temas de redação e clássicos da literatura. De acordo com a coordenadora de Redação do Colégio Leonardo da Vinci, Maria da Penha Amancio, o fato é preocupante e o problema não atinge somente crianças e adolescentes. "Quem não desenvolve esta prática torna-se um cidadão alienado. Os alunos que entendem o que pedimos em provas e redações são, invariavelmente, aqueles que praticam a leitura e têm uma visão mais crítica em relação aos mais diversos assuntos. Mas o hábito é a condição imposta para se conquistar esta habilidade. É fundamental ler diariamente", explica.
Levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) traz dados reveladores. Quando estão na universidade, época em que a leitura é ainda mais exigida, quase 15% dos estudantes brasileiros não lêem sequer um livro por ano. Pedagogos, professores e especialistas são unânimes: ler é uma prática que se desenvolve desde muito cedo, quando a criança nem foi alfabetizada. "O problema é que a geração atual é totalmente dependente da imagem e adaptada à correria diária", diz Penha.
O professor de Língua Portuguesa Paulo Medeiros acrescenta que a leitura exige isolamento e concentração, o que nem sempre é visto com entusiasmo pelos estudantes. Embora constrangidos, os alunos concordam com o que dizem os coordenadores.
De acordo com a estudante do 2º ano do Ensino Médio, Monique Rodrigues, 16 anos, diante de tantas atividades, ler um livro acaba sendo uma atividade feita somente por obrigação. "Sabemos que a internet e a TV não substituem um livro, mas a leitura está associada à obrigação, à escola e isso acaba nos desestimulando", afirma. Sinndy Wanzeller, 17 anos, reforça o pensamento da estudante. "Os anos que antecedem a entrada em uma universidade são massacrantes, as leituras propostas são em função do vestibular."
Comentário:
Vejam como faz falta a existência de bibliotecas nas escolas brasileiras. Por falta de oferta de leitura o estudante se aproxima dos livros somente por obrigação e/ou para fazer uma tarefa escolar. Assim, a leitura pode ser algo “massacrantes”.
Murilo Cunha
Fonte: Jornal de Brasília
Data: 17 de setembro de 2007.
As crianças e adolescentes do século 21 são antenados e ocupadíssimos. Eles freqüentam a escola, as aulas de inglês, espanhol e francês. Fazem uma atividade física, navegam na internet com desenvoltura impressionante e, é claro, encontram uma brechinha para estar com os amigos. No entanto, os estudantes quase não lêem livros e bons textos e todos os benefícios dessa prática vão ficando para trás.
Com esses hábitos, sabem decifrar perfeitamente letras e palavras, mas nem sempre têm habilidade de entender e interpretar questões de provas, temas de redação e clássicos da literatura. De acordo com a coordenadora de Redação do Colégio Leonardo da Vinci, Maria da Penha Amancio, o fato é preocupante e o problema não atinge somente crianças e adolescentes. "Quem não desenvolve esta prática torna-se um cidadão alienado. Os alunos que entendem o que pedimos em provas e redações são, invariavelmente, aqueles que praticam a leitura e têm uma visão mais crítica em relação aos mais diversos assuntos. Mas o hábito é a condição imposta para se conquistar esta habilidade. É fundamental ler diariamente", explica.
Levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) traz dados reveladores. Quando estão na universidade, época em que a leitura é ainda mais exigida, quase 15% dos estudantes brasileiros não lêem sequer um livro por ano. Pedagogos, professores e especialistas são unânimes: ler é uma prática que se desenvolve desde muito cedo, quando a criança nem foi alfabetizada. "O problema é que a geração atual é totalmente dependente da imagem e adaptada à correria diária", diz Penha.
O professor de Língua Portuguesa Paulo Medeiros acrescenta que a leitura exige isolamento e concentração, o que nem sempre é visto com entusiasmo pelos estudantes. Embora constrangidos, os alunos concordam com o que dizem os coordenadores.
De acordo com a estudante do 2º ano do Ensino Médio, Monique Rodrigues, 16 anos, diante de tantas atividades, ler um livro acaba sendo uma atividade feita somente por obrigação. "Sabemos que a internet e a TV não substituem um livro, mas a leitura está associada à obrigação, à escola e isso acaba nos desestimulando", afirma. Sinndy Wanzeller, 17 anos, reforça o pensamento da estudante. "Os anos que antecedem a entrada em uma universidade são massacrantes, as leituras propostas são em função do vestibular."
Comentário:
Vejam como faz falta a existência de bibliotecas nas escolas brasileiras. Por falta de oferta de leitura o estudante se aproxima dos livros somente por obrigação e/ou para fazer uma tarefa escolar. Assim, a leitura pode ser algo “massacrantes”.
Murilo Cunha
Acesso à internet no Brasil
2 Comentários segunda-feira, setembro 17, 2007
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Digital, Brasil, Internet
PCs ganham força nacional, mas acesso à Internet ainda é privilégio
Autoria: Ana Paula Lobo
Fonte: Convergência Digital
URL: http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=183423
Data: 16/09/2007
A matemática fria dos números comprova as recentes discussões em torno do mercado de TI e Telecomunicações no Brasil.
Se na parte dos computadores, os resultados apurados no PNAD 2006 - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada nesta sexta-feira, 14/09, pelo IBGE, revela que houve um crescimento significativo, principalmente, nas regiões mais desfavorecidas economicamente, o acesso à Internet, por sua vez, manteve a forte tendência de diferenciar o Sul/Sudeste do Norte/Nordeste.
O PNAD 2006 apurou que a evolução dos domicílios com computador foi um dos destaques nos últimos seis anos no País. O levantamento do IBGE constatou que o percentual de PCs nos lares do Brasil subiu de 12,3%, em 2001, para 22,4% em 2006.
O dado é alentador, especialmente, porque revela que o crescimento aconteceu fora do eixo Sul/Sudeste. Os índices foram significativos no Norte urbano (de 6,7% para 12,4%), no Nordeste (de 5,2% para 9,7%), no Sul (de 13,9% para 27,9%) e no Centro-Oeste (de 10,6% para 20,4%), os percentuais praticamente dobraram.
O PNAD 2007, certamente, deverá apresentar um crescimento ainda maior - para 2007, a Abinee prevê que o País irá vender mais de 10 milhões de PCs, mas o estudo do IBGE comprova também que há um largo espaço para o mercado de fabricantes de PCs no Brasil, basta comparar com serviços como Telefonia (74,5%) e televisores (93%).
Internet: Ainda um privilégio
Em compensação, o PNAD 2006, mesmo levando em conta uma defasagem importante, uma vez que ao longo desses meses, o acesso à Internet cresceu no Brasil, revela que a oferta do serviço ainda marca uma profunda desigualdade regional entre o "Rico" Sul/Sudeste, e os "Pobres", Norte e Nordeste.
O levantamento do IBGE apurou que, em 2006, o acesso à Internet ficou em 16,9% comparado ao PNAD de 2005, sendo que os percentuais alcançados no Sudeste (29,2% e 23,1% respectivamente) ficavam em torno do triplo dos percentuais observados no Norte (9,8% e 6,0%) e Nordeste (9,7% e 6,9%).
A tendência, segundo os analistas do IBGE, é que em 2007, apesar de um incremento no índice nacional de acesso à Internet, a desigualdade regional deverá ser mantida, uma vez que muitas localidades no Norte e no Nordeste dependem de infra-estrutura ainda não disponível para acesso banda larga. A maior parte das localidades nessas regiões ainda utiliza a conexão discada como principal meio de infra-estrutura para acessar à Internet.
Comentário:
Como se pode notar pelos dados estatísticos acima o Brasil ainda tem um longo caminho para ampliar o acesso à internet por parte de seus cidadãos. Essa situação também reflete, de forma negativa, nos acessos aos conteúdos informacionais, notadamente aqueles hospedados nas bibliotecas.
Murilo Cunha
Autoria: Ana Paula Lobo
Fonte: Convergência Digital
URL: http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=183423
Data: 16/09/2007
A matemática fria dos números comprova as recentes discussões em torno do mercado de TI e Telecomunicações no Brasil.
Se na parte dos computadores, os resultados apurados no PNAD 2006 - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada nesta sexta-feira, 14/09, pelo IBGE, revela que houve um crescimento significativo, principalmente, nas regiões mais desfavorecidas economicamente, o acesso à Internet, por sua vez, manteve a forte tendência de diferenciar o Sul/Sudeste do Norte/Nordeste.
O PNAD 2006 apurou que a evolução dos domicílios com computador foi um dos destaques nos últimos seis anos no País. O levantamento do IBGE constatou que o percentual de PCs nos lares do Brasil subiu de 12,3%, em 2001, para 22,4% em 2006.
O dado é alentador, especialmente, porque revela que o crescimento aconteceu fora do eixo Sul/Sudeste. Os índices foram significativos no Norte urbano (de 6,7% para 12,4%), no Nordeste (de 5,2% para 9,7%), no Sul (de 13,9% para 27,9%) e no Centro-Oeste (de 10,6% para 20,4%), os percentuais praticamente dobraram.
O PNAD 2007, certamente, deverá apresentar um crescimento ainda maior - para 2007, a Abinee prevê que o País irá vender mais de 10 milhões de PCs, mas o estudo do IBGE comprova também que há um largo espaço para o mercado de fabricantes de PCs no Brasil, basta comparar com serviços como Telefonia (74,5%) e televisores (93%).
Internet: Ainda um privilégio
Em compensação, o PNAD 2006, mesmo levando em conta uma defasagem importante, uma vez que ao longo desses meses, o acesso à Internet cresceu no Brasil, revela que a oferta do serviço ainda marca uma profunda desigualdade regional entre o "Rico" Sul/Sudeste, e os "Pobres", Norte e Nordeste.
O levantamento do IBGE apurou que, em 2006, o acesso à Internet ficou em 16,9% comparado ao PNAD de 2005, sendo que os percentuais alcançados no Sudeste (29,2% e 23,1% respectivamente) ficavam em torno do triplo dos percentuais observados no Norte (9,8% e 6,0%) e Nordeste (9,7% e 6,9%).
A tendência, segundo os analistas do IBGE, é que em 2007, apesar de um incremento no índice nacional de acesso à Internet, a desigualdade regional deverá ser mantida, uma vez que muitas localidades no Norte e no Nordeste dependem de infra-estrutura ainda não disponível para acesso banda larga. A maior parte das localidades nessas regiões ainda utiliza a conexão discada como principal meio de infra-estrutura para acessar à Internet.
Comentário:
Como se pode notar pelos dados estatísticos acima o Brasil ainda tem um longo caminho para ampliar o acesso à internet por parte de seus cidadãos. Essa situação também reflete, de forma negativa, nos acessos aos conteúdos informacionais, notadamente aqueles hospedados nas bibliotecas.
Murilo Cunha
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Desigualdades digitais no Brasil
0 Comentários terça-feira, agosto 07, 2007
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Brasil, filtragem na internet, sociedade da informação
Em regiões do país onde os indicadores são piores, uso da rede é concentrado
Fonte: O Globo, Rio de Janeiro.
Data: 7 de agosto de 2007.
A sociedade da informação - que tornou um ativo do cidadão e do trabalhador o grau de acesso às novas tecnologias - poderá aprofundar a distância entre os mais ricos e os mais pobres no país. A constatação foi feita pelo "Mapa das Desigualdades Digitais no Brasil", elaborado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) com o Instituto Sangari. O estudo revela que os dez estados com acesso à internet mais concentrado em poucas pessoas estão nas regiões Nordeste e Norte, que têm também os piores indicadores de desigualdade pelos critérios clássicos, como a renda.
O sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, da Ritla, diz que seis dos piores desempenhos do Brasil estão no Nordeste - Alagoas, Piauí, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Maranhão - e quatro, no Norte - Pará, Tocantins, Acre e Amazonas. O Centro-Oeste, terceira região em indicadores desfavoráveis no ranking de concentração de renda, tem, por exemplo, a 11ªunidade da federação mais desigual, o Mato Grosso.
Na outra ponta, os estados com maior igualdade de oportunidades para pessoas acima de 10 anos, independentemente inclusive de raça, estão em Sul e Sudeste. O melhor desempenho é do Distrito Federal, seguido por São Paulo, Rio, Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.
Estudo defende adoção de políticas públicas
Com essa distribuição das oportunidades, o trabalho é taxativo: o problema das desigualdades na sociedade se reproduz nas escolas.
Há no país uma estrutura de reprodução das desigualdades, um sistema que reforça a exclusão social. O grande problema é que não temos uma política de inclusão digital - disse Waiselfisz.
O pesquisador afirmou que o Brasil continua sendo um dos dez países com maior concentração de renda, o que impede a maioria da população mais pobre de comprar computador, ter uma conta telefônica e se conectar à internet. Por isso, destaca, é necessário adotar políticas públicas.
Ele defende programas como Bolsa Escola ou cota para negros nas universidades para a área de inclusão digital. É necessária a implantação, segundo o estudo, "de marcos regulatórios no campo das telecomunicações, que não discriminem áreas ou setores da população".
Waiselfisz disse que o país com maior êxito na área digital foi o Chile, o mais informatizado da América Latina. Isso foi possível por meio da implantação de políticas públicas.
O Censo Educacional do MEC, do início de 2006, apontou que existiam no país 659 mil computadores para 56,5 milhões de alunos, um índice de 1,17 computador para cada cem alunos. Na Europa, a média, também no ano passado, era de 11,4.
Em Alagoas, pior estado em oportunidades digitais, os alunos de maior renda usam a internet escolar 76,9 vezes mais que os alunos mais pobres do estado. Ao considerar apenas alunos de escolas públicas, os 50% de estudantes de maior renda usam a internet 170% mais do que os mais pobres.
Um dos objetivos do trabalho foi verificar se os centros de acesso gratuito à internet e a informatização das escolas se dirigem à população mais carente. Isso porque, segundo os dados, esses centros são mais usados por pessoas de maior renda. Em 2005, segundo o IBGE, o Brasil tinha 32 milhões de internautas, 17% da população. Cerca de 10,5% da população com 10 anos ou mais acessou a internet de casa, e só 2,1% usaram centros gratuitos. Hoje esse percentual está em 2,8%.
Fonte: O Globo, Rio de Janeiro.
Data: 7 de agosto de 2007.
A sociedade da informação - que tornou um ativo do cidadão e do trabalhador o grau de acesso às novas tecnologias - poderá aprofundar a distância entre os mais ricos e os mais pobres no país. A constatação foi feita pelo "Mapa das Desigualdades Digitais no Brasil", elaborado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) com o Instituto Sangari. O estudo revela que os dez estados com acesso à internet mais concentrado em poucas pessoas estão nas regiões Nordeste e Norte, que têm também os piores indicadores de desigualdade pelos critérios clássicos, como a renda.
O sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, da Ritla, diz que seis dos piores desempenhos do Brasil estão no Nordeste - Alagoas, Piauí, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Maranhão - e quatro, no Norte - Pará, Tocantins, Acre e Amazonas. O Centro-Oeste, terceira região em indicadores desfavoráveis no ranking de concentração de renda, tem, por exemplo, a 11ªunidade da federação mais desigual, o Mato Grosso.
Na outra ponta, os estados com maior igualdade de oportunidades para pessoas acima de 10 anos, independentemente inclusive de raça, estão em Sul e Sudeste. O melhor desempenho é do Distrito Federal, seguido por São Paulo, Rio, Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.
Estudo defende adoção de políticas públicas
Com essa distribuição das oportunidades, o trabalho é taxativo: o problema das desigualdades na sociedade se reproduz nas escolas.
Há no país uma estrutura de reprodução das desigualdades, um sistema que reforça a exclusão social. O grande problema é que não temos uma política de inclusão digital - disse Waiselfisz.
O pesquisador afirmou que o Brasil continua sendo um dos dez países com maior concentração de renda, o que impede a maioria da população mais pobre de comprar computador, ter uma conta telefônica e se conectar à internet. Por isso, destaca, é necessário adotar políticas públicas.
Ele defende programas como Bolsa Escola ou cota para negros nas universidades para a área de inclusão digital. É necessária a implantação, segundo o estudo, "de marcos regulatórios no campo das telecomunicações, que não discriminem áreas ou setores da população".
Waiselfisz disse que o país com maior êxito na área digital foi o Chile, o mais informatizado da América Latina. Isso foi possível por meio da implantação de políticas públicas.
O Censo Educacional do MEC, do início de 2006, apontou que existiam no país 659 mil computadores para 56,5 milhões de alunos, um índice de 1,17 computador para cada cem alunos. Na Europa, a média, também no ano passado, era de 11,4.
Em Alagoas, pior estado em oportunidades digitais, os alunos de maior renda usam a internet escolar 76,9 vezes mais que os alunos mais pobres do estado. Ao considerar apenas alunos de escolas públicas, os 50% de estudantes de maior renda usam a internet 170% mais do que os mais pobres.
Um dos objetivos do trabalho foi verificar se os centros de acesso gratuito à internet e a informatização das escolas se dirigem à população mais carente. Isso porque, segundo os dados, esses centros são mais usados por pessoas de maior renda. Em 2005, segundo o IBGE, o Brasil tinha 32 milhões de internautas, 17% da população. Cerca de 10,5% da população com 10 anos ou mais acessou a internet de casa, e só 2,1% usaram centros gratuitos. Hoje esse percentual está em 2,8%.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Universitário brasileiro não lê
1 Comentários quinta-feira, julho 05, 2007
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Brasil, estudante, hábito de leitura, leitura
Pesquisa da CIEE aponta que 1 em cada 5 destes jovens não lê
Autora: Fernanda Aranda
Fonte: Jornal da Tarde, São Paulo, 25 de junho de 2007.
URL: http://www.estadao.com.br/revistafeminina/noticias/2007/jun/25/102.htm
SÃO PAULO - O papo é sério e o quadro é grave. Uma pesquisa do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) revelou que cerca de 20% dos universitários da Região Metropolitana de São Paulo não têm o hábito de ler. Isso significa que uma em cada cinco pessoas que freqüenta alguma faculdade, seja pública ou particular, vive afastada do mundo da leitura.
Foram entrevistados 1.104 jovens do ensino superior. Da parcela que afirmou ler de vez em quando, a Bíblia foi citada como o livro mais influente. No segundo lugar do ranking, a resposta foi típica de concurso de beleza. Como entre as candidatas à miss, O Pequeno Príncipe também está no topo da lista dos preferidos dos estudantes (saiba mais acima).
O resultado do pouco acesso à literatura espantou o próprio coordenador do estudo, Luiz Gonzaga Bertelli. “É um índice lamentável, considerando que o universo da pesquisa é constituído exclusivamente por quem já chegou à universidade”, afirma Bertelli. Para ele, o número de poucos leitores é reflexo da má qualidade do ensino.
A distância entre o livro e as faculdades é exemplificada pelo caso do estudante de Comércio Exterior Augusto de Andrade, 19 anos. Ele coçou a cabeça, olhou para cima, mas não conseguiu lembrar qual foi a última publicação que leu. Augusto até tentou justificar a falta de memória. “A ausência do livro na vida do jovem aparece bem antes. Na escola mesmo, somos muito pouco incentivados”, argumenta.
A adolescente Aila Martins Ferreira, 18 anos, que cursa Publicidade, tinha na ponta da língua a última obra lida: “Foi Intermitências da Morte, de José Saramago”, disse com orgulho. Apesar da resposta rápida, ela confessa que os livros não são seus companheiros constantes. “No bate-papo sobre qualquer assunto, nunca aparece a influência de algum livro”, diz.
De acordo com especialistas, a pouca proximidade com os livros já é cultivada quando o adolescente ingressa no ensino fundamental. “Quando chega à 5ª série, o livro é apresentado, pelos próprios professores, de uma maneira pouco sedutora. São usados apenas de maneira científica, o que afasta o gosto pela leitura”, afirma Neide Luzia Rezende, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). “Sabemos que, há 50 anos, o livro era a única ferramenta para adquirir conhecimento. Hoje em dia, há uma série de outras alternativas, mas nada substitui as publicações, uma forma consistente do saber”, completa.
As conseqüências para o jovem que deixa o livro de lado, segundo a mestre em Língua Portuguesa da PUC, Dileta Delmanto, é que ele não desenvolve um olhar crítico diante da sociedade - e isso vale para todo tipo de assunto, de política a futebol. “Mesmo a literatura de ficção é uma forma de pensar sobre a vida”, explica a especialista.
Para tentar reverter este quadro, a receita envolve vários ingredientes. Uma delas, apontada pela professora Dileta, é a ‘convergência entre as mídias’. “Quantos jovens não começaram a ler depois de assistir ao Sítio do Picapau Amarelo na televisão ou ao Senhor dos Anéis no cinema?”, questiona a profissional.
Fica, agora, um a expectativa para as gerações futuras. Será que os programas de TV e filmes de Hollywood são serão capazes de encurtar, ao menos um pouco, a distância entre os jovens e os livros?
Cultura universitária em números
680 mil é o total de pessoas que estão matriculadas em alguma faculdade da Região Metropolitana de São Paulo
1.104 universitários de instituições públicas e particulares participaram da pesquisa do CIEE
67% lêem jornal com freqüência. No final do curso, o índice passa para 76%
77% preferem as revistas, quando estão no início da graduação. No final, são 81% 96% utilizam a internet. Da parcela, 84% têm computador em casa e o restante usa na faculdade.
====
Comentário:
Muita coisa precisa ser feito para melhorar e modernizar as bibliotecas universitárias no Brasil. Além do estudante, o professor universitário também precisa receber estímulos para ampliar o hábito de leitura.
Murilo Cunha
Autora: Fernanda Aranda
Fonte: Jornal da Tarde, São Paulo, 25 de junho de 2007.
URL: http://www.estadao.com.br/revistafeminina/noticias/2007/jun/25/102.htm
SÃO PAULO - O papo é sério e o quadro é grave. Uma pesquisa do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) revelou que cerca de 20% dos universitários da Região Metropolitana de São Paulo não têm o hábito de ler. Isso significa que uma em cada cinco pessoas que freqüenta alguma faculdade, seja pública ou particular, vive afastada do mundo da leitura.
Foram entrevistados 1.104 jovens do ensino superior. Da parcela que afirmou ler de vez em quando, a Bíblia foi citada como o livro mais influente. No segundo lugar do ranking, a resposta foi típica de concurso de beleza. Como entre as candidatas à miss, O Pequeno Príncipe também está no topo da lista dos preferidos dos estudantes (saiba mais acima).
O resultado do pouco acesso à literatura espantou o próprio coordenador do estudo, Luiz Gonzaga Bertelli. “É um índice lamentável, considerando que o universo da pesquisa é constituído exclusivamente por quem já chegou à universidade”, afirma Bertelli. Para ele, o número de poucos leitores é reflexo da má qualidade do ensino.
A distância entre o livro e as faculdades é exemplificada pelo caso do estudante de Comércio Exterior Augusto de Andrade, 19 anos. Ele coçou a cabeça, olhou para cima, mas não conseguiu lembrar qual foi a última publicação que leu. Augusto até tentou justificar a falta de memória. “A ausência do livro na vida do jovem aparece bem antes. Na escola mesmo, somos muito pouco incentivados”, argumenta.
A adolescente Aila Martins Ferreira, 18 anos, que cursa Publicidade, tinha na ponta da língua a última obra lida: “Foi Intermitências da Morte, de José Saramago”, disse com orgulho. Apesar da resposta rápida, ela confessa que os livros não são seus companheiros constantes. “No bate-papo sobre qualquer assunto, nunca aparece a influência de algum livro”, diz.
De acordo com especialistas, a pouca proximidade com os livros já é cultivada quando o adolescente ingressa no ensino fundamental. “Quando chega à 5ª série, o livro é apresentado, pelos próprios professores, de uma maneira pouco sedutora. São usados apenas de maneira científica, o que afasta o gosto pela leitura”, afirma Neide Luzia Rezende, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). “Sabemos que, há 50 anos, o livro era a única ferramenta para adquirir conhecimento. Hoje em dia, há uma série de outras alternativas, mas nada substitui as publicações, uma forma consistente do saber”, completa.
As conseqüências para o jovem que deixa o livro de lado, segundo a mestre em Língua Portuguesa da PUC, Dileta Delmanto, é que ele não desenvolve um olhar crítico diante da sociedade - e isso vale para todo tipo de assunto, de política a futebol. “Mesmo a literatura de ficção é uma forma de pensar sobre a vida”, explica a especialista.
Para tentar reverter este quadro, a receita envolve vários ingredientes. Uma delas, apontada pela professora Dileta, é a ‘convergência entre as mídias’. “Quantos jovens não começaram a ler depois de assistir ao Sítio do Picapau Amarelo na televisão ou ao Senhor dos Anéis no cinema?”, questiona a profissional.
Fica, agora, um a expectativa para as gerações futuras. Será que os programas de TV e filmes de Hollywood são serão capazes de encurtar, ao menos um pouco, a distância entre os jovens e os livros?
Cultura universitária em números
680 mil é o total de pessoas que estão matriculadas em alguma faculdade da Região Metropolitana de São Paulo
1.104 universitários de instituições públicas e particulares participaram da pesquisa do CIEE
67% lêem jornal com freqüência. No final do curso, o índice passa para 76%
77% preferem as revistas, quando estão no início da graduação. No final, são 81% 96% utilizam a internet. Da parcela, 84% têm computador em casa e o restante usa na faculdade.
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Comentário:
Muita coisa precisa ser feito para melhorar e modernizar as bibliotecas universitárias no Brasil. Além do estudante, o professor universitário também precisa receber estímulos para ampliar o hábito de leitura.
Murilo Cunha
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